Friday, October 13, 2006

Curso de escatologia - 5ª Parte

Estamos na penúltima lição do curso de escatologia do Prof. Claudionor Correia.  Em breve estaremos publicando um curso de Homilética. Aguardem e acompanhem nosso blog. 

O que a Bíblia diz sobre o Milênio

I - O QUE É O MILÊNIO

Embora a palavra Milênio não se encontre nas Sagradas Escrituras, esta doutrina é essencialmente bíblica e consistentemente teológica. Aliás, o mesmo se dá com o vocábulo Trindade, e nem por isto esta verdade perde a sua validação nem deixa de ser um dos ensinos mais comprovados das Sagradas Escrituras.

1) Definição: Conhecido também como chiliasmo, o Milênio é um período de mil anos durante o qual Cristo há de reinar pessoalmente sobre o mundo, de acordo com o que explicita João no Apocalipse (20.1-5). Trata-se de um reino literal, cujo principal objetivo é a exaltação de Jesus não somente como o Messias de Israel, mas como o desejado de todas as demais nações (Ageu 2.7).

2) O Milênio e o Reino de Deus: O Milênio é a manifestação plena do Reino de Deus na Terra. E isso nada tem a ver com a doutrina de algumas seitas que, renegam as verdades bíblicas acerca do arrebatamento da Igreja, ensinam que este mundo haverá de melhorar, pouco a pouco, até transformar-se num paraíso.

II - QUANDO SERÁ O MILÊNIO

O Milênio terá início logo após a Grande Tribulação, quando nosso Senhor Jesus Cristo, na companhia de todos os santos, houver derrotado o Dragão, o Falso profeta e a Besta (Apocalipse 19.11-21). O Milênio dar-se-á, logicamente, depois do Arrebatamento da Igreja.

Neste período, Satanás estará amarrado até que se completem os mil anos. Em seguida, importa que ele seja solto por um pouco de tempo, até que seja definitivamente derrotado por Cristo Jesus (Apocalipse 20.2, 7,10).

III - QUEM ESTARÁ NA TERRA DURANTE O MILÊNIO

Aqui na Terra, durante o Milênio, estarão Israel e os gentios que tiverem sobrevivido à Grande Tribulação. A Igreja, como já dissemos, estará na companhia de Cristo, auxiliando-o a governar as nações. Afinal, Dele recebemos esta promessa (Apocalipse 2.16-27). Não podemos, contudo, explicar em que lugar, exatamente, encontrar-se-á a Igreja: se no Céu se entre a Terra e o Céu. De uma coisa temos absoluta certeza: com os nossos corpos já glorificados, estaremos na companhia de Jesus. Aleluia!

IV - OBJETIVOS DO MILÊNIO

O Milênio será implantado, tendo vários objetivos bem definidos:

1) Exaltar a Cristo: Todos os povos, principalmente Israel, terão de se curvar ante Jesus Cristo, cujo nome será sublime e soberanamente exaltado como o Rei dos reis e Senhor dos senhores (Filipenses 2.5-11 e Apocalipse 19.16).

2) Manifestar o Reino de Deus: Na Oração Dominical, o Senhor Jesus ensinou-nos a orar: “Venha o teu reino”, Mateus 6.10. Esta petição começará a ser plenamente respondida quando vier o Senhor Jesus, juntamente com a sua Igreja, inaugurar o Milênio - a exposição mais visível do Reino de Deus na Terra.

3) Mostrar que este mundo poderá ser perfeitamente administrado: Em conseqüência da corrupção e dos desmandos administrativos, a população da Terra é assolada pela fome, pela falta de habitação e por muitas outras necessidades básicas. Todavia, quando Cristo inaugurar o seu governo, mostrará Ele que todos estes problemas podem ser perfeitamente solucionados.

4) Argüir que os reinos deste mundo pertencem a Cristo: No deserto, Satanás tentou a Cristo, alegando serem dele todos os reinos deste mundo. Na verdade, tudo pertence a Jesus: “Os reinos deste mundo vieram a ser de nosso Senhor e do seu Cristo, e ele reinará para todo o sempre”, Apocalipse 11.15. Desta forma, cumprir-se-á a aliança que Deus estabeleceu com a casa de Davi, da qual veio, legalmente, o Senhor Jesus (Isaías 9.6 e Daniel 7.13).

V - COMO SERÁ O MILÊNIO

O Milênio será um reino não somente de bênçãos espirituais, como também materiais, conforme explicam as Sagradas Escrituras. Por conseguinte, o Milênio:

1) Terá início com um grande derramamento do Espírito Santo: Profetiza Zacarias que, quando os israelitas se virem cercados pelas nações da Terra, clamarão eles pelo socorro divino. Ato contínuo olharão para o Cordeiro de Deus, agora glorificado e na companhia de sua Igreja, e lamentar-se-ão sobre Ele. Neste exato momento, experimentarão uma grande efusão do Espírito Santo: “E sobre a casa de Davi e sobre os habitantes de Jerusalém derramarei o Espírito de graça e de súplicas; e olharão para mim, a quem transpassaram; e o prantearão como quem pranteia pó um unigênito; e chorarão amargamente por ele, como se chora amargamente pelo primogênito”, Zacarias 12.10.

2) Será um período de grande conhecimento da Palavra de Deus: “E virão muitos povos e dirão: Vinde, subamos ao monte do Senhor, à casa do Deus de Jacó, para que nos ensine o que concerne aos seus caminhos, e andemos nas suas veredas; porque de Sião sairá à lei, e de Jerusalém, a palavra do Senhor”, Isaías 2.3. Acrescenta Isaías: “Não se fará mal nem dano algum em todo o monte da minha santidade, porque a terra se encherá do conhecimento do Senhor, como as águas cobrem o mar”, Isaías 11.9.

Jerusalém será não somente a sede do governo messiânico como também o centro de adoração divina.

3) Será um tempo de paz universal: “E julgará entre muitos povos e castigará poderosas nações até mui longe; e converterão as suas espadas em enxadas e as suas lanças em foices; uma nação não levantará a espada contra outra nação, nem aprenderão mais a guerra”, Miquéias 4.3.

4) Será uma era de saúde física e mental: “Confortai as mãos fracas e fortalecei os joelhos trementes. Dizei aos turbados de coração: Esforçai-vos e não temais; eis que o vosso Deus virá com vingança, com recompensa de Deus; ele virá, e vos salvará. Então, os olhos dos cegos serão abertos, e os ouvidos dos surdos se abrirão. Então, os coxos saltarão como cervos, e a língua dos mudos cantará, porque águas arrebentarão no deserto, e ribeiros, no ermo”, Isaías 35.3-6.

5) Será uma era de prosperidade, segurança e vida longa: “Não edificarão para que outros habitem, não plantarão para que outros comam, porque os dias do meu povo serão como os dias da árvore, e os meus eleitos gozarão das obras das suas mãos até à velhice”, Isaías 65.22.

6) Será um período de recuperação ecológica da Terra: “O deserto e os lugares secos se alegrarão com isso; e o ermo exultará e florescerá como a rosa. Abundantemente florescerá e também regurgitara de alegria e exultará de alegria e exultará; a glória do Líbano se lhe deu, bem como a excelência do Carmelo e de Sarom; eles verão a glória do Senhor, a excelência do nosso Deus”, Isaías 35.1-2.

7) Israel habitará seguro, e estará de posse de todo o território que o Senhor prometera a Abraão: O capítulo 48 de Ezequiel descreve, em detalhes, os termos que as doze tribos de Israel ocuparão no período do Milênio. Será um território muito maior e muito mais amplo em relação ao ocupado hoje pelo Estado de Israel.

CONCLUSÃO

O Milênio não é uma mera hipótese futurística; é algo que faz parte dos planos de Deus. Neste período, conforme já dissemos, o Senhor Jesus Cristo reinará absolutamente sobre este mundo. E a Igreja de Cristo estará com Ele. Já imaginou quão grande será este privilégio? Afinal, temos do próprio Senhor esta promessa: “Palavra fiel é esta: que, se morrermos com ele também com ele viveremos; se sofrermos, também com ele reinaremos”, 2Timóteo 2.11-12.

QUESTIONÁRIO

1) O que é o Milênio?

2) Quando será o Milênio?

3) Qual o objetivo do Milênio?

4) Como será o Milênio?

5) Onde estará a Igreja durante o Milênio?


 

 

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Wednesday, October 11, 2006

Curso de escatologia - 4ª Parte

 Fonte: Prof. Claudionor Correia

A Grande Tribulação

I - O QUE É A GRANDE TRIBULAÇÃO

A Grande Tribulação será o período de maior angústia da história humana, em que os ímpios ver-se-ão constrangidos a reconhecer quão terrível é cair nas mãos do Deus vivo.

Na língua hebraica, a palavra tribulação é particularmente forte: tsará significa não somente tribulação como também necessidade e esposa rival. Evoca aquelas contendas que havia, por exemplo, entre Penina e Ana, que levaram esta a uma aflição quase que indescritível (1Samuel 1.15).

A Grande Tribulação recebe as seguintes denominações na Bíblia Sagrada:

1) Dia do Senhor: “O grande Dia do Senhor está perto, está perto, e se apressa muito à voz do dia do SENHOR; amargamente clamará ali o homem poderoso”, Sofonias 1.14.

2) Dia da Angústia de Jacó: “Ah! Porque aquele dia é tão grande, que não houve outro semelhante! E é tempo de angústia para Jacó; ele, porém, será salvo dela”, Jeremias 30.7.

3) Ira do Cordeiro: “E os reis da terra, e os grandes, e os ricos, e os tribunos, e os poderosos, e todo servo, e todo livre se esconderam nas cavernas e nas rochas das montanhas e diziam aos montes e aos rochedos: Caí sobre nós e escondei-nos do rosto daquele que está assentado sobre o trono e da ira do Cordeiro, porque é vindo o grande Dia da sua ira; e quem poderá subsistir?”, Apocalipse 6.15-17.

II - QUANDO TERÁ INÍCIO A GRANDE TRIBULAÇÃO

Embora haja muita controvérsia acerca do tempo em que terá início a Grande Tribulação, a Bíblia é bastante clara a este respeito. A Grande Tribulação terá início:

1) Após o Arrebatamento da Igreja: “Como guardaste a palavra da minha paciência, também eu te guardarei na hora da tentação que há de vir sobre todo o mundo, para tentar os que habitam na terra”, Apocalipse 3.10. Neste período, estaremos recebendo os nossos galardões consoantes ao trabalho que executamos na expansão do Reino de Deus.

2) Na metade da 70ª Semana de Daniel: A 70ª Semana de Daniel terá início imediatamente após o Arrebatamento da Igreja. A fim de que ela seja melhor compreendida, dividamo-la em duas partes: a primeira metade da semana será marcada pelo reinado absoluto do Anticristo, que, assentado no Santo Templo em Jerusalém, será aceito tanto pelos judeus quanto pelos gentios. Aqueles, tê-lo-ão como o seu messias; estes, como o seu salvador (Daniel 9.27).

3) No auge do governo do Anticristo: “Pois que, quando disserem: Há paz e segurança, então, lhes sobrevirá repentina destruição, como as dores de parto àquela que está grávida; e de modo nenhum escaparão”, 1Tessalonicenses 5.3.

III - QUAL O OBJETIVO DA GRANDE TRIBULAÇÃO

Tudo o que Deus faz tem um propósito claro e bem definido. A Grande Tribulação não será deflagrada visando è destruição da Terra ou mero castigo do ser humano. Ela visa:

1) Levar os homens a se arrependerem de seus pecados: “E, por causa das suas dores e por causa das suas chagas, blasfemaram do Deus do céu e não se arrependeram das suas obras”, Apocalipse 16.11.

2) Destruir o império do Anticristo: “E o quinto anjo derramou a sua taça sobre o trono da besta, e o seu reino se fez tenebroso; e os homens mordiam a língua de dor”, Apocalipse 16.10.

3) Implantar o Reino de nosso Senhor Jesus Cristo: “Mas, nos dias desses reis, o Deus do céu levantará um reino que não será jamais destruído; e esse reino não passará a outro povo; esmiuçará e consumirá todos esses reinos e será estabelecido para sempre”, Daniel 2.44.

IV - QUEM PASSARÁ PELA GRANDE TRIBULAÇÃO

Há dois grupos distintos que passarão pela Grande Tribulação:

1) Os judeus: “E, quando o dragão viu que fora lançado na terra, perseguiu a mulher que dera à luz o varão. E foram dadas à mulher duas asas de grande águia, para que voasse para o deserto, ao seu lugar, onde é sustentada por um tempo, e tempos, e metade de um tempo, fora da vista da serpente. E a serpente lançou da sua boca, atrás da mulher, água como um rio, para que pela corrente a fizesse arrebatar”, Apocalipse 12.13-15.

2) Os gentios: “Porque todas as nações beberam do vinho da ira da sua prostituição. Os reis da terra se prostituíram com ela. E os mercadores da terra se enriqueceram com a abundância de suas delícias”, Apocalipse 18.3.

V - AS QUATRO FASES DA GRANDE TRIBULAÇÃO

Durante a 70ª Semana de Daniel, cuja última fase será marcada pela Grande Tribulação, haverá quatro fases distintas:

1) A falsa paz oferecida pelo Anticristo: “E olhei, e eis um cavalo branco; e o que estava assentado sobre ele tinha um arco; e foi-lhe dada uma coroa, e saiu vitorioso e para vencer”, Apocalipse 6.2.

2) A guerra: “E saiu outro cavalo, vermelho; e ao que estava assentado sobre ele foi dado que tirasse a paz da terra e que se matassem uns aos outros; e foi-lhe dada uma grande espada”, Apocalipse 6.4.

3) A fome: “E, havendo aberto o terceiro selo, ouvi o terceiro animal, dizendo: Vem e vê! E olhei, e eis um cavalo preto; e o que sobre ele estava assentado tinha uma balança na mão. E ouvi uma voz do meio dos quatro animais, que dizia: Uma medida de trigo por um dinheiro; e três medidas de cevada por um dinheiro; e não danifiques o azeite e o vinho”, Apocalipse 6.5.

4) A morte: “E, havendo aberto o quarto selo, ouvi a voz do quarto animal, que dizia: Vem e vê! E olhei, e eis um cavalo amarelo; e o que estava assentado sobre ele tinha por nome Morte; e o inferno o seguia; e foi-lhes dado poder para matar a quarta parte da terra com espada, e com fome, e com peste, e com as feras da terra”, Apocalipse 6.7-8.

Os quatro primeiros selos do Apocalipse são uma admirável síntese do que ocorrerá durante a Grande Tribulação. Em primeiro lugar, há a falsa paz oferecida pelo Anticristo. Paz esta, aliás, que, por ser estabelecida com base na injustiça, acabará por gerar guerras e desinteligências entre as nações. Como só irá acontecer em períodos de grandes conflagrações, a guerra trará a fome, que haverá de gerar epidemias e pestilências.

Importante! Não podemos confundir o primeiro cavaleiro do Apocalipse com o cavaleiro que aparece neste mesmo livro em 19.11.

VI - HAVERÁ SALVAÇÃO DURANTE A GRANDE TRIBULAÇÃO

Quando se estuda a Grande Tribulação, a pergunta é inevitável: Haverá salvação neste período? O livro do Apocalipse mostra dois grupos distintos de salvos: 1) Os 144 mil provenientes de todas as tribos de Israel (Apocalipse 7.4-8); 2). E os gentios martirizados por causa do testemunho de nosso Senhor Jesus Cristo (Apocalipse 7.9-14).

A Bíblia, apesar da oposição do Anticristo, continuará a ser largamente ensinada. Enganam-se, pois, os que afirmam que, no Arrebatamento da Igreja, as Sagradas Escrituras perderão a sua inspiração sobrenatural e única. Precisamos tomar muito cuidado com tais ensinamentos, pois não contam com nenhum respaldo bíblico. Diz o profeta Isaías: “Seca-se a erva, e caem as flores, mas a palavra de nosso Deus subsiste eternamente”, Isaías 40.8.

CONCLUSÃO

Estejamos, pois, devidamente apercebidos, a fim de que não sejamos pegos de surpresa no dia do Arrebatamento da Igreja. Os que não subirem terão de enfrentar a Ira do Cordeiro. Infelizmente, muitos são os que se acham a ressonar a morte espiritual. É hora de despertar desse sono! Caso contrário, como haveremos de escapar à Grande Tribulação?

QUESTIONÁRIO

1) O que é a Grande Tribulação?

2) Quando terá início a Grande Tribulação?

3) Qual o objetivo da Grande Tribulação?

4) Quais as quatro fases da Grande Tribulação?

5) A Igreja passará pela Grande Tribulação?


 

 

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Monday, October 9, 2006

Curso de Escatologia – 3ª Parte

Atenção Visitantes do Blog Escola Dominical Virtual!!   Está disponível o curso de escatologia do Prof. Claudionor Correia de Andrade. Convidamos você a participar. O curso está dividido em seis partes.  

O Arrebatamento da Igreja

Nas duas primeiras lições deste curso, vimos que os sinais e profecias referentes à Vinda de nosso Senhor Jesus Cristo estão se cumprindo de forma clara e insofismável em nossos dias. Isso significa que já estamos vivendo em plena era escatológica. Nesta lição, enfocaremos o Arrebatamento da Igreja - uma doutrina, cuja confiabilidade profética e teológica é atestada por mais de trezentas referências bíblicas.

Atenhamos-nos, pois, à lição. Leiamos os versículos citados; respondamos ao questionário; e, em espírito de oração e sincera humildade, meditemos em tudo o que o Pai Celeste, em seu infinito e insondável amor, preparou aos que aceitaram a Cristo como seu Salvador pessoal.

Não se esqueça, porém, de responder a esta pergunta: “Estou realmente preparado para o Arrebatamento da Igreja?”. Este é o momento propício para se renovar à aliança com o Senhor Jesus.

I - A VOLTA DO SENHOR JESUS

Houve tempo em que a palavra Arrebatamento era praticamente ignorada fora dos arraiais teológicos. A expressão mais usada era a Volta de Cristo. Os eruditos preferiam o vocábulo Advento. Também não se fazia muita questão de se detalhar os acontecimentos que se seguirão ao rapto dos santos. De modo geral, acreditava-se que, tão logo o Senhor Jesus levasse os salvos para o Céu, seria deflagrado o Juízo Final com a sumária punição dos ímpios. Com o incremento dos estudos bíblicos, todavia, o vocábulo Arrebatamento fez-se rapidamente conhecido. Hoje, é um dos termos mais populares na comunidade de fé pentecostal.

1) Sentido literal: A palavra arrebatamento, no contexto da escatologia cristã, é procedente do verbo grego harpazo, e significa tirar com rapidez e de forma inesperada. Quando o Novo Testamento foi traduzido para o latim, optou-se pelo vocábulo raptus que, originando-se do verbo raptare, comporta os seguintes significados: tirar, arrancar, tomar das mãos alguma coisa de forma violenta.

2) Definição bíblico-teológica: O Arrebatamento, por conseguinte, é a retirada brusca, inesperada e sobrenatural da Igreja deste mundo, a fim de que seja transportada às regiões celestes, onde se unirá eterna e plenamente com o Senhor Jesus. A essa doutrina, dedica o Novo Testamento dois capítulos: 1Coríntios 15 e 1Tessalonissenses 4. Nesta passagem, descreve Paulo a transladação sobrenatural dos santos; naquela, mostra como nossos corpos serão transformados. O evento constituir-se-á num dos maiores milagres de todos os tempos, por abranger, de maneira simultânea, diversos fatos que estarão a desafiar todos os precedentes históricos, científicos e lógicos do conhecimento humano.

II - QUANDO SE DARÁ O ARREBATAMENTO

Muitos são os que, interpretando extravagantemente alguns textos isolados das Escrituras Sagradas, ousaram marcar a data da Volta de Cristo. Além de se decepcionarem, caíram em descrédito. Hoje, servem-nos eles de advertência: não devemos especular com as coisas que Deus, em sua inquestionável soberania, reservou apenas para si (Lucas 21.34 e Atos 1.7).

1) O tempo do Arrebatamento: A Bíblia é clara e não admite tergiversações: o Arrebatamento dar-se-á a qualquer instante. Jesus Cristo virá como o ladrão da noite (1Tessalonicenses 5.4 e 2Pedro 3.10). Vigiemos, pois, para que este dia não nos surpreenda. Uma das bem-aventuranças do Apocalipse é endereçada justamente àqueles que se acham vigilantes à espera de Jesus: “Eis que venho como ladrão. Bem-aventurado aquele que vigia e guarda as suas vestes, para que não ande nu, e não se vejam as suas vergonhas”, Apocalipse 16.15. Virá o Senhor Jesus de improviso, e surpreenderá a muitos que, ao invés de estarem apercebidos, encontrar-se-ão embriagados com os desvelos e prazeres deste mundo.

2) Prenúncios do Arrebatamento: A maioria dos sinais e das profecias que nos deixou Jesus, prenunciando seu glorioso retorno, já está cumprida. O que dizer da criação de Israel? Comparado a figueira por nosso Senhor, já começa a enflorar (Mateus 24.32). Isaías foi mais do que preciso ao vaticinar o renascimento do Estado hebreu: “Quem jamais ouviu tal coisa? Quem viu coisas semelhantes? Poder-se-ia fazer nascer uma terra em um só dia? Nasceria uma nação de uma só vez? Mas Sião esteve de parto e já deu à luz seus filhos”, Isaías 66.8. Não foi exatamente o que se deu em 14 de maio de 1948? Nesse dia, os descendentes de Abraão, após uma peregrinação de mais de dois milênios, proclamam o Estado de Israel como a sua nação soberana.

Ficaremos indiferentes às guerras e aos rumores guerreiros? E as fomes? E as pestes? Permaneceremos impassíveis diante da imoralidade que vai grassando nos lares e até entre os santos? E a apostasia que ameaça a pureza doutrinária da Igreja de Cristo? O capítulo 24 de Mateus adverte-nos quanto à proximidade da Volta de nosso Senhor.

III - COMO SE DARÁ O ARREBATAMENTO

De acordo com a Primeira Epístola de Paulo aos Tessalonicenses, o Arrebatamento da Igreja de Cristo dar-se-á da seguinte forma:

1) Soada a trombeta de Deus pelo arcanjo Miguel, descerá o Senhor Jesus dos céus com alarido (1Tessalonicenses 4.16).

2) Ato contínuo, os que estivermos vivos seremos transformados, arrebatados e levados ao encontro do Senhor (1Tessalonicenses 4.17).

A glorificação dos santos quer vivos, quer mortos, ocorrerá num momento (1Coríntios 15.52). A palavra grega que o doutor dos gentios usa para descrever este instante é mui expressiva: átomo. Trata-se de uma fração de tempo tão ínfima que não comporta nenhuma divisão. Buscando exemplificar essa fração de tempo, o apóstolo traz à tona uma imagem comum a todos nós: o abrir e fechar de olhos - ripe ophthalmou. Ou seja: um instante pequeno demais para ser dimensionado de acordo com a noção de tempo do ser humano.

Temos aqui um ato, não um processo. Aqui temos um milagre, não uma operação natural. É algo que desafia as leis da física e das demais ciências engendradas pelo ser humano.

CONCLUSÃO

A teologia liberal, que tantos males vêm causando à Igreja de Cristo, não reconhece nem a veracidade nem a iminência do Arrebatamento dos Santos. Desgraçadamente, este vírus acha-se a contaminar, inclusive, alguns doutores e mestres que, ao invés de postarem-se como guardiões da são doutrina, deixam-se enlevar pela velha mentira com que Satanás induziu nossos primeiros pais à apostasia.

É hora de nos acercarmos com mais firmeza e convicção das verdades bíblicas. Caso contrário, não tomaremos parte do glorioso dia do Arrebatamento da Igreja. E quão triste será para os que, desprezando os alertas do Senhor, vivem como se estivessem no período que antecedeu ao Dilúvio: comiam, bebiam, casavam-se e davam-se em casamento. E, assim, toda aquela geração foi surpreendida pelo castigo divino!

Você está preparado para a Volta de nosso Senhor Jesus Cristo?

Esta é a sua oportunidade! Não a desperdice.

QUESTIONÁRIO

1) O que é o Arrebatamento da Igreja?

2) Como se dará o Arrebatamento da Igreja?

3) Quem tomará parte no Arrebatamento da Igreja?

4) Quais as etapas do Arrebatamento?

5) Você está preparado para o Arrebatamento da Igreja?



 

 

 

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Thursday, October 5, 2006

Curso de Escatologia – 2ª Parte

 Atenção Visitantes do Blog Escola Dominical Virtual!!   Está disponível o curso de escatologia do Prof. Claudionor Correia de Andrade. Convidamos você a participar. O curso está dividido em seis partes.

Curso de Escatologia - 2ª Parte

Sinais da Volta de Cristo - fora da Igreja

Na lição anterior, vimos que a apostasia da Casa de Deus constitui-se num dos mais fortes sinais do Arrebatamento da Igreja. Desta feita, estaremos considerando as profecias concernentes a Israel, ao mundo e à natureza. Infelizmente, muitos são os que vêem os sinais e profecias sobre a Volta de Cristo de maneira pessimista e até ansiosa. Se nos voltarmos, todavia, às Sagradas Escrituras, passaremos a encará-los como a plenitude de nossa Redenção. Foi o que Jesus disse aos seus discípulos.

Louvemos a Deus! Dentro em breve, seremos levados deste mundo para estar para sempre com o Senhor. Você está preparado para este grande dia? Está atento aos sinais que, de forma tão clara e eloqüente, mostram quão inadiável é o retorno do Senhor? Então, apronte-se o mais depressa possível, a fim de recepcionar o Cordeiro de Deus, e tomar parte em suas bodas.

Enumeremos, a seguir, os principais sinais que estão a indicar a iminência da Volta de Jesus.

I - O QUE SÃO OS SINAIS DA VOLTA DE JESUS

Os sinais concernentes à Volta de Nosso Senhor Jesus Cristo, consistem numa série de profecias, cujo principal objetivo é alertar a estarem convenientemente preparados para o Arrebatamento da Igreja. No Sermão Profético, o Senhor faz-nos esta advertência: “Igualmente, quando virdes todas estas coisas, sabei que ele está próximo, às portas”, Mateus 24.33.

Ao todo, podemos apontar mais de trezentos sinais e profecias referentes ao aparecimento iminente de Cristo. Sendo o tema de maior relevância das Sagradas Escrituras, assim devemos considerar os referidos sinais:

1) Com amor: “Desde agora, a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, justo juiz, me dará naquele Dia; e não somente a mim, mas também a todos os que amarem a sua vinda”, 2Timóteo 4.8.

2) Com sobriedade e vigilância: “E já está próximo o fim de todas as coisas; portanto, sede sóbrios e vigiai em oração”, 1Pedro 4.7.

3) Com paciência: “E já está próximo o fim de todas as coisas; portanto, sede sóbrios e vigiai em oração”, 1Pedro 4.7.

4) Com discernimento: “Aprendei, pois, esta parábola da figueira: quando já os seus ramos se tornam tenros e brotam folhas, sabeis que está próximo o verão”, Mateus 24.32.

Vejamos, pois, alguns sinais que estão a prenunciar o Rapto dos Santos.

II - OS SINAIS REFERENTES A ISRAEL


Israel é o mais forte sinal do eminente retorno de Cristo. E estes são os três momentos escatológicos mais importantes na vida do povo escolhido:

1) o renascimento de Israel como nação soberana;

2) a retomada de Jerusalém como a capital de Israel; e

3) a reconstrução do Santo Templo como lugar de adoração por excelência do povo judeu.

1) O renascimento de Israel como nação soberana: A volta dos judeus à terra dos seus ancestrais foi um dos maiores milagres de todos os tempos. Eis o que predissera Isaías acerca daquele 14 de maio de 1948, quando o fundador do Estado de Israel, David Bem Gurion, lia a declaração de independência da jovem nação hebréia: “Quem jamais ouviu tal coisa? Quem viu coisas semelhantes? Poder-se-ia fazer nascer uma terra em um só dia? Nasceria uma nação de uma só vez? Mas Sião esteve de parto e já deu à luz seus filhos”, Isaías 66.8

Aliás, o próprio Messias antecipou a restauração de Israel, ao evocar o renascimento da figueira (Mateus 24.32). Leia com atenção os capítulos 36 e 37 de Ezequiel.

2) A retomada de Jerusalém como a capital de Israel: O fato mais extraordinário ocorrido durante a Guerra dos Seis Dias, em junho de 1967, não foi à derrota infligida pelo exército de Israel às nações árabes. E, sim, a reconquista de Jerusalém que, desde que fora destruída por Nabucodonosor, em 586aC, vinha sendo pisada pelos gentios. Cumpria-se o que profetizara Cristo: “E cairão a fio de espada e para todas as nações serão levados cativos; e Jerusalém será pisada pelos gentios, até que os tempos dos gentios se completem”, Lucas 21.24.

3) A reconstrução do Santo Templo: Há fortes evidências proféticas de que, em breve, o Santo Templo será reconstruído (Daniel 9.27; Mateus 24.15 e 2Tessalonicenses 2.1-4). Não podemos afirmar se o Templo será reconstruído antes ou depois da Volta de Cristo. De uma forma ou de outra, temos certeza de que o sinal em breve se cumprirá.

III - OS SINAIS REFERENTES AO MUNDO

Conquanto os sinais referentes ao mundo e à natureza pareçam banais e repetitivos, devem eles serem bíblica e teologicamente considerados; revelam que a História é comandada por Deus (Daniel 4.17); é linear e não cíclica; ou seja: a História não se repete, pois comandada de conformidade com os decretos divinos (Daniel 2.44-45); e encaminha-se em direção do estabelecimento do Reino de Deus (Apocalipse 17.14; 19.16).

Consideremos os seguintes sinais que estão ocorrendo no cenário político e no âmbito da natureza, evidenciando, como os anteriores, a urgência da Segunda Vinda de Nosso Senhor:

1) Proliferação de falsos profetas e doutores: “E Jesus, respondendo, disse-lhes: Acautelei-vos, que ninguém vos engane, porque muitos virão em meu nome, dizendo: Eu sou o Cristo; e enganarão a muitos”, Mateus 24.4-5.

2) Guerras e conturbações internacionais: “E ouvireis de guerras e de rumores de guerras; olhai, não vos assusteis, porque é mister que isso tudo aconteça, mas ainda não é o fim. Porquanto se levantará nação contra nação, e reino contra reino, e haverá fomes, e pestes, e terremotos, em vários lugares”, Mateus 24.6-7.

3) Recrudescimento da perseguição contra os discípulos de Cristo: “Então, vos hão de entregar para serdes atormentados e matar-vos-ão; e sereis odiados de todas as gentes por causa do meu nome”, Mateus 24.9.

4) Aumento de escândalos na Igreja de Cristo: “Nesse tempo, muitos serão escandalizados, e trair-se-ão uns aos outros, e uns aos outros se aborrecerão. E surgirão muitos falsos profetas e enganarão a muitos”, Mateus 24.10-11.

5) Multiplicação da iniqüidade: “E, por se multiplicar a iniqüidade, o amor de muitos se esfriará. Mas aquele que perseverar até o fim será salvo”, Mateus 24.12-13.

6) Fomes, pestes e terremotos: “E haverá fomes, e pestes, e terremotos, em vários lugares”, Mateus 24.7.

7) A propagação universal do Evangelho de Cristo: “E será pregado este evangelho do Reino por todo o mundo, para testemunho a todas as nações. E então virá o fim”, Mateus 24.14. Apesar de existirem ainda muitos povos não-alcançados, não podemos ignorar que, em termos universais, o Evangelho já chegou aos confins da Terra. Além disso, essa profecia cumprir-se-á plenamente nas etapas posteriores ao arrebatamento da Igreja, conforme estaremos vendo nas próximas lições.

CONCLUSÃO

Apesar de não sabermos a data exata do Arrebatamento da Igreja, de uma coisa temos absoluta certeza: Jesus não tarda a voltar. Os sinais e as profecias estão a alertar-nos de que o dia de nossa redenção está mui próximo. E isso deve ser motivo de alegria para todos nós: “Olhai, não vos assusteis, porque é mister que isso tudo aconteça, mas ainda não é o fim”, Mateus 24.6.

Alegremos-nos! Em breve, iremos ao encontro de Nosso Senhor!

QUESTIONÁRIO

1) O que são os sinais concernentes à Volta de Cristo?

2) Quantos sinais e profecias temos acerca da Volta de Cristo?

3) Quais os principais sinais no âmbito da história de Israel?

4) Quais os sinais no âmbito político mundial?

5) Quais os sinais no âmbito da natureza?

6) Como devemos encarar os sinais da Volta de Cristo?

 

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Wednesday, October 4, 2006

Curso de Escatologia – 1ª Parte


Atenção Visitantes do Blog Escola Dominical Virtual!!   Está disponível o curso de escatologia do Prof. Claudionor Correia de Andrade. Convidamos você a participar. O curso está dividido em seis partes.

Sinais da Volta de Cristo - dentro da Igreja

Com esta matéria, iniciamos uma série de estudos bíblicos que mostrará a urgência e a gravidade dos dias em que vivemos. Seu objetivo é alertar o povo de Deus a manter-se devidamente preparado para o Arrebatamento da Igreja que, de acordo com as profecias, dar-se-á a qualquer momento (1Tessalonicenses 5.2).

Dentre os sinais que prenunciam a iminente Volta de Jesus, há de se destacar a apostasia que, qual tumor maligno, ameaça enfermar a Igreja de Cristo. A apostasia atual foi profética e energicamente denunciada por Paulo: “Mas o Espírito expressamente diz que, nos últimos tempos, apostatarão alguns da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores e a doutrinas de demônios”, 1Timóteo 4.1.

Vejamos, pois, alguns aspectos da apostasia que já campeia pelo arraial dos santos.

I - O QUE É APOSTASIA

O termo apostasia vem da palavra grega apostasia, e significa, neste caso, o abandono consciente, público e ostensivo da fé que, uma vez por todas, foi concedida aos santos (Judas 3). A apostasia destes últimos dias visa atacar, principalmente, os seguintes artigos da fé:

a) A soberania de Deus (Judas 4);

b) A divindade de Nosso Senhor Jesus Cristo como verdadeiro homem e verdadeiro Deus, e único salvador e redentor da humanidade (Atos 4.12);

c) A realidade da Vinda de Cristo (2Pedro 3.1-10).

Através da apostasia, objetiva o Diabo minar a resistência da Igreja, induzindo-a a deixar de ser Reino de Deus para tornar-se uma mera organização. Como a seguir veremos, um dos primeiros sintomas da apostasia é a perda do primeiro amor.

II - O ESFRIAMENTO DO AMOR CRISTÃO

Das igrejas da Ásia Menor, a de Éfeso era a mais conservadora e ortodoxa. Estava ela de tal forma sedimentada na Palavra, que era capaz, inclusive, de diferençar entre um apóstolo verdadeiro e um falso. Não obstante toda essa acuidade teológica, Éfeso estava prestes a perder a sua primazia: “Tenho, porém, contra ti que deixaste a tua primeira caridade. Lembra-te, pois, de onde caíste, e arrepende-te, e pratica as primeiras obras, quando não, brevemente a ti virei e tirarei do seu lugar o teu castiçal, se não te arrependeres”, Apocalipse 2.4-5.

A advertência de Cristo é gravíssima: se a ortodoxia bíblico-teológica não for acompanhada do primeiro amor, nenhum valor terá. Pois a falta deste acabará por lançar a Igreja nas garras da apostasia, e esta terminará por instigar os santos a se rebelarem contra Deus. No Sermão Profético, Jesus nos previne: “E, por se multiplicar a iniqüidade, o amor de muitos se esfriará”, Mateus 24.12.

Que a Igreja de Cristo reavive o primeiro amor, observando todas as demandas da Grande Comissão: evangelizar, fazer missões, discipular; mantendo o amor fraternal; e, especialmente, devotando ao Senhor Jesus todo o seu amor.

A apostasia desta última hora não conseguirá resistir a uma Igreja amorosa e fundamentada na Palavra de Deus.

III - A DOUTRINA DE BALAÃO

Não foi somente Israel que teve problemas com a doutrina de Balaão; teve-os também a igreja em Pérgamo. Havia lá os que agiam como aquele profeta venal que, por pouco, não levou os israelitas à ruína, conforme adverte o Senhor Jesus ao pastor daquela igreja: “Mas umas poucas coisas tenho contra ti, porque tens lá os que seguem a doutrina de Balaão, o qual ensinava Balaque a lançar tropeços diante dos filhos de Israel para que comessem dos sacrifícios da idolatria e se prostituíssem”, Apocalipse 2.14.

Não é o que estamos a presenciar? Muitos são os mestres que, torcendo as Escrituras, buscam introduzir o mundo na Igreja, sob a alegação de que esta não pode viver alheia à modernidade. Ora, ser contemporâneo da própria época não significa compactuar com este século nem se conformar com este mundo (Romanos 12.1-2). Significa, antes de mais nada, falar de Cristo com eficácia e poder à nossa geração.

Cuidado! A doutrina de Balaão continua a fazer estragos! Seu objetivo é comprometer a Igreja com a cultura e com os costumes deste século, rompendo-lhe todos os laços que, estreitando-a nas Sagradas Escrituras, levam-na a ser e a agir como a agência por excelência do Reino de Deus.

IV - O MISTICISMO HERÉTICO

A apostasia dos últimos tempos vem sendo caracterizada também por um misticismo herético extra-bíblico. Embora pareça espiritual, é extremamente nocivo à Obra de Deus. Assim o Senhor Jesus o desmascara: “Mas tenho contra ti o tolerares Jezabel, mulher que se diz profetisa, ensine e engane os meus servos, para que se prostituam e comam dos sacrifícios da idolatria”, Apocalipse 2.20. Esta profetisa em nada diferia de Balaão. Seu objetivo era, através de uma postura falsamente piedosa, induzir os crentes a um comportamento mundano. Infere-se, do texto bíblico, que a tal profetiza já havia conseguido as rédeas do governo eclesiástico de Pérgamo. Até o pastor achava-se em suas mãos.

O misticismo herético tem como principais características:

a) Culto aos anjos (Colossenses 2.18).

b) Falsas profecias (Mateus 24.11).

c) Prodígios de origem demoníaca (Mateus 24.24). 

d) Doutrinas de demônios (1Timóteo 4.1 e 1João 4.1). Estejamos, pois, precavidos: nem sempre fervor significa espiritualidade. Quando a congregação de Israel apostatou da fé, no deserto, aquele fervoroso movimento até parecia uma festa espiritual, não passava, todavia, de uma orgia desenfreada (Êxodo 32.6, 18).

V - A PROSPERIDADE FATAL

Laodicéia é um tipo perfeito da Teologia da Prosperidade que, desgraçadamente, vem infelicitando a Igreja de Cristo. No auge de sua riqueza, ousou o líder daquela igreja afirmar: “Rico sou, e estou enriquecido, e de nada tenho falta”, Apocalipse 3.17. O que vem isto nos mostrar?

A Teologia da Prosperidade é o braço econômico da apostasia destes últimos tempos. Ensinando os santos a endeusar os bens materiais em detrimento dos eternos, vão os seus proponentes ajuntando incalculáveis fortunas, a fim de financiar mentiras, enganos, heresias e apostasias. Consciente, ou inconscientemente, arrimam eles a estrutura demoníaca sobre a qual o Anticristo acha-se a construir o seu império.

Desgraçadamente, este arremedo de doutrina vem encontrando generosos espaços em nossos púlpitos. E, assim, com a nossa conivência, vai a Teologia da Prosperidade e suas congêneres produzindo uma geração de crentes cegos, nus (literal e figurativamente falando) e imperfeitos. Eles supõem, à semelhança dos amigos de Jó, serem os bens materiais a evidência maior das bênçãos e da aprovação divinas.

Eles amam a bênção mais que o abençoador; não têm a fé em Cristo, mas a fé na fé; a mente de Cristo, trocaram-na eles por um pensamento enganosamente positivo; determinando tudo, achando-se em estado terminal.

CONCLUSÃO

Estejamos apercebidos, a fim de que não sejamos surpreendidos pelo grande e terrível dia da Volta de Cristo. Se não estivermos vigilantes, certamente seremos subvertidos pela apostasia destes últimos tempos que, de forma desabrida e ousada, vem substituindo a Palavra de Deus por doutrinas de demônios.

QUESTIONÁRIO

1) O que é a apostasia?

2) O que representa o primeiro amor?

3) O que é a doutrina de Balaão?

4) O que é o misticismo espiritual?

5) Qual o grande problema da Teologia da Prosperidade?

 

Posted by Adailton Souza at 16:57:58 | Permalink | Comments (3)