Curso de Escatologia – 1ª Parte
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Sinais da Volta de Cristo - dentro da Igreja
Com esta matéria, iniciamos uma série de estudos bíblicos que mostrará a urgência e a gravidade dos dias em que vivemos. Seu objetivo é alertar o povo de Deus a manter-se devidamente preparado para o Arrebatamento da Igreja que, de acordo com as profecias, dar-se-á a qualquer momento (1Tessalonicenses 5.2).
Dentre os sinais que prenunciam a iminente Volta de Jesus, há de se destacar a apostasia que, qual tumor maligno, ameaça enfermar a Igreja de Cristo. A apostasia atual foi profética e energicamente denunciada por Paulo: “Mas o Espírito expressamente diz que, nos últimos tempos, apostatarão alguns da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores e a doutrinas de demônios”, 1Timóteo 4.1.
Vejamos, pois, alguns aspectos da apostasia que já campeia pelo arraial dos santos.
I - O QUE É APOSTASIA
O termo apostasia vem da palavra grega apostasia, e significa, neste caso, o abandono consciente, público e ostensivo da fé que, uma vez por todas, foi concedida aos santos (Judas 3). A apostasia destes últimos dias visa atacar, principalmente, os seguintes artigos da fé:
a) A soberania de Deus (Judas 4);
b) A divindade de Nosso Senhor Jesus Cristo como verdadeiro homem e verdadeiro Deus, e único salvador e redentor da humanidade (Atos 4.12);
c) A realidade da Vinda de Cristo (2Pedro 3.1-10).
Através da apostasia, objetiva o Diabo minar a resistência da Igreja, induzindo-a a deixar de ser Reino de Deus para tornar-se uma mera organização. Como a seguir veremos, um dos primeiros sintomas da apostasia é a perda do primeiro amor.
II - O ESFRIAMENTO DO AMOR CRISTÃO
Das igrejas da Ásia Menor, a de Éfeso era a mais conservadora e ortodoxa. Estava ela de tal forma sedimentada na Palavra, que era capaz, inclusive, de diferençar entre um apóstolo verdadeiro e um falso. Não obstante toda essa acuidade teológica, Éfeso estava prestes a perder a sua primazia: “Tenho, porém, contra ti que deixaste a tua primeira caridade. Lembra-te, pois, de onde caíste, e arrepende-te, e pratica as primeiras obras, quando não, brevemente a ti virei e tirarei do seu lugar o teu castiçal, se não te arrependeres”, Apocalipse 2.4-5.
A advertência de Cristo é gravíssima: se a ortodoxia bíblico-teológica não for acompanhada do primeiro amor, nenhum valor terá. Pois a falta deste acabará por lançar a Igreja nas garras da apostasia, e esta terminará por instigar os santos a se rebelarem contra Deus. No Sermão Profético, Jesus nos previne: “E, por se multiplicar a iniqüidade, o amor de muitos se esfriará”, Mateus 24.12.
Que a Igreja de Cristo reavive o primeiro amor, observando todas as demandas da Grande Comissão: evangelizar, fazer missões, discipular; mantendo o amor fraternal; e, especialmente, devotando ao Senhor Jesus todo o seu amor.
A apostasia desta última hora não conseguirá resistir a uma Igreja amorosa e fundamentada na Palavra de Deus.
III - A DOUTRINA DE BALAÃO
Não foi somente Israel que teve problemas com a doutrina de Balaão; teve-os também a igreja em Pérgamo. Havia lá os que agiam como aquele profeta venal que, por pouco, não levou os israelitas à ruína, conforme adverte o Senhor Jesus ao pastor daquela igreja: “Mas umas poucas coisas tenho contra ti, porque tens lá os que seguem a doutrina de Balaão, o qual ensinava Balaque a lançar tropeços diante dos filhos de Israel para que comessem dos sacrifícios da idolatria e se prostituíssem”, Apocalipse 2.14.
Não é o que estamos a presenciar? Muitos são os mestres que, torcendo as Escrituras, buscam introduzir o mundo na Igreja, sob a alegação de que esta não pode viver alheia à modernidade. Ora, ser contemporâneo da própria época não significa compactuar com este século nem se conformar com este mundo (Romanos 12.1-2). Significa, antes de mais nada, falar de Cristo com eficácia e poder à nossa geração.
Cuidado! A doutrina de Balaão continua a fazer estragos! Seu objetivo é comprometer a Igreja com a cultura e com os costumes deste século, rompendo-lhe todos os laços que, estreitando-a nas Sagradas Escrituras, levam-na a ser e a agir como a agência por excelência do Reino de Deus.
IV - O MISTICISMO HERÉTICO
A apostasia dos últimos tempos vem sendo caracterizada também por um misticismo herético extra-bíblico. Embora pareça espiritual, é extremamente nocivo à Obra de Deus. Assim o Senhor Jesus o desmascara: “Mas tenho contra ti o tolerares Jezabel, mulher que se diz profetisa, ensine e engane os meus servos, para que se prostituam e comam dos sacrifícios da idolatria”, Apocalipse 2.20. Esta profetisa em nada diferia de Balaão. Seu objetivo era, através de uma postura falsamente piedosa, induzir os crentes a um comportamento mundano. Infere-se, do texto bíblico, que a tal profetiza já havia conseguido as rédeas do governo eclesiástico de Pérgamo. Até o pastor achava-se em suas mãos.
O misticismo herético tem como principais características:
a) Culto aos anjos (Colossenses 2.18).
b) Falsas profecias (Mateus 24.11).
c) Prodígios de origem demoníaca (Mateus 24.24).
d) Doutrinas de demônios (1Timóteo 4.1 e 1João 4.1). Estejamos, pois, precavidos: nem sempre fervor significa espiritualidade. Quando a congregação de Israel apostatou da fé, no deserto, aquele fervoroso movimento até parecia uma festa espiritual, não passava, todavia, de uma orgia desenfreada (Êxodo 32.6, 18).
V - A PROSPERIDADE FATAL
Laodicéia é um tipo perfeito da Teologia da Prosperidade que, desgraçadamente, vem infelicitando a Igreja de Cristo. No auge de sua riqueza, ousou o líder daquela igreja afirmar: “Rico sou, e estou enriquecido, e de nada tenho falta”, Apocalipse 3.17. O que vem isto nos mostrar?
A Teologia da Prosperidade é o braço econômico da apostasia destes últimos tempos. Ensinando os santos a endeusar os bens materiais em detrimento dos eternos, vão os seus proponentes ajuntando incalculáveis fortunas, a fim de financiar mentiras, enganos, heresias e apostasias. Consciente, ou inconscientemente, arrimam eles a estrutura demoníaca sobre a qual o Anticristo acha-se a construir o seu império.
Desgraçadamente, este arremedo de doutrina vem encontrando generosos espaços em nossos púlpitos. E, assim, com a nossa conivência, vai a Teologia da Prosperidade e suas congêneres produzindo uma geração de crentes cegos, nus (literal e figurativamente falando) e imperfeitos. Eles supõem, à semelhança dos amigos de Jó, serem os bens materiais a evidência maior das bênçãos e da aprovação divinas.
Eles amam a bênção mais que o abençoador; não têm a fé em Cristo, mas a fé na fé; a mente de Cristo, trocaram-na eles por um pensamento enganosamente positivo; determinando tudo, achando-se em estado terminal.
CONCLUSÃO
Estejamos apercebidos, a fim de que não sejamos surpreendidos pelo grande e terrível dia da Volta de Cristo. Se não estivermos vigilantes, certamente seremos subvertidos pela apostasia destes últimos tempos que, de forma desabrida e ousada, vem substituindo a Palavra de Deus por doutrinas de demônios.
QUESTIONÁRIO
1) O que é a apostasia?
2) O que representa o primeiro amor?
3) O que é a doutrina de Balaão?
4) O que é o misticismo espiritual?
5) Qual o grande problema da Teologia da Prosperidade?
estou enteressado no estudo!
Deus abenço
muito bom conteudo…… perg… o arrebatamento da igreja sera antes ou depois da grande tribulaçao?
gostei muito do estudo pois temos visto em muitas igrejas isto acontecendo o estudo ajuda a alertar a igreja a estudar a palavra de Deus para nao ser enganado por falta de conhecimento.
escrito por Joelma Mir.
em 06.06.09