Friday, September 29, 2006

Esboço - Lição 1

A IMPORTÃNCIA DA DOUTRINA BÍBLICA PARA A VIDA CRISTÃ  At 2.42-47     
Lição 1 - 01/10/2006
DOUTRINA, O ALICERCE DA FÉ   At 2.42-47
1. A NECESSIDADE DO APRENDIZADO DOUTRINÁRIO
a) Deve haver a dedicação  em aprender - Js 1.8   2 Jo 1.9
b) Deve haver o desejo de compreender - At 8.31   Mt 22.29
c) Deve haver a disposição de praticar - Mt 7.24   Tg 1.22
2. A IMPLICÂNCIA DO ESVAZIAMENTO DOUTRINÁRIO
a) A sua rejeição provoca sofrimento -  Nm 11.6   Nm 21.5
b) A sua rejeição provoca esfriamento -  Pv 21.16    Pv 28.9
c) A sua rejeição provoca afastamento - Ez 3.27   Mt 15.8
3. A IMPORTÂNCIA DO ENTENDIMENTO DOUTRINÁRIO
a) Faz adquirir discernimento - Hb 5.14   Ez 44.23
b) Faz desenvolver habilidades - 2 Co 3.5   Tg 1.17
c) Faz enxergar responsabilidades - Ec 12.13   1 Co 9.16
Pr Adilson Guilhermel
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Wednesday, September 27, 2006

Lição 2 - Classe Novos Convertidos (Depto. Nova Vida)

 

Lembra-te das palavras do Senhor nos momentos de adversidades

 

Texto Áureo: Isaías 41:10

Leitura Bíblica: Deuteronômio 1.29-33

 

INTRODUÇÃO

Nesta lição abordaremos a necessidade do cristão, à exemplo de Israel, lembrar-se da Palavra do Senhor em meio as adversidades.

 

I - O SENHOR PROMETE ESTAR CONOSCO.

O texto descreve a situação do povo de Deus recebendo instruções a fim de avançar obedientemente, rumo à terra prometida. Diante deles a herança, e também os perigos visíveis e invisíveis.

Rm. 15.4, diz: “Porque tudo que dantes foi escrito para o nosso ensino foi escrito, para que pela paciência e consolação das Escrituras tenhamos esperança.” Portanto, a instrução na Palavra de Deus é também para nós que cremos.

1. Não devemos nos espantar. (v. 29a)

O povo estava assustado por causa das más notícias ventiladas pelos dez espias à respeito da terra de canaã. (Dt. 1.28) Deixaram de ouvir Josué e Calebe que confiavam em Deus. (Nu. 14.6-9)

Nós também, como povo de Deus hoje, temos que prosseguir rumo à “terra prometida”, a nossa pátria celestial. (Fp. 3.20) E somos exortados a não temer os inimigos que estão diante de nós. Como diz a Palavra de Deus: “Não temerás espanto noturno, nem seta que voe de dia.” (Sl. 91.5) O Senhor está conosco o tempo todo. Não faltarão àqueles que trazem palavras de desânimo, mas devemos estar firmados na Palavra de Deus. “Não temerá maus rumores: o seu coração está firme, confiando no Senhor.” (Sl. 112.7) Lembra-te da Palavra de Deus: “Não os temais.” (v. 29b)

3. O Senhor peleja por nós.

O Senhor vosso Deus que vai adiante de vós, ele por vós pelejará.” (v. 30a)

A promessa é animadora, o Senhor mesmo pelejará pelo seu povo. Não permitirá que seus filhos sejam vencidos, antes ele prepara para nós uma mesa perante os nossos inimigos. (Sl. 23.5) Fomos chamados para sermos de Jesus Cristo (Rm .1.6), e somos a sua propriedade exclusiva (1 Pd. 2.9), logo nada pode nos atingir se permanecermos Nele.

Somos exortados a estar quietos (Sl. 46.10), com o coração bem firmado no Senhor, até que possamos contemplar a vitória (Sl. 112.8). “Não temais, nem assusteis por causa desta grande multidão; pois a peleja não é vossa, senão de Deus. Nesta peleja não tereis que pelejar: parai, estai em pé, e vede a salvação do Senhor para convosco…” (2 Cr. 20.15b-17a).

 

II - O SENHOR NOS FAZ LEMBRAR DOS SEUS FEITOS NO PASSADO.

A nação israelita mostrou-se esquecida das Palavras ditas pelo Senhor, bem como de seus feitos. Agora, 40 anos depois de sair do Egito, o povo guardava vaga lembrança das maravilhas de Deus, por isso a necessidade de “recapitular”.

Jesus Cristo lançou mão deste recurso para fazer seus discípulos lembrar de ensinos importantes. (Mt. 16.13-16) Os escritores das Epístolas também usaram este recurso. (2 Co. 13.1-2; 2 Pd. 3.1-2)

Não somos diferentes daquele povo, por isso o Espírito Santo, nos faz lembrar das Palavras do Senhor e dos seus feitos, desde o dia da nossa conversão até o dia de hoje, para que reafirmemos a nossa fé.

1. Nos tempos mais remotos. (v. 30b)

O povo israelita tinha diante de si a missão de conquistar a terra que lhes fora prometida por Deus. Moisés os faz lembrar de tudo que o Senhor lhes fez diante dos seus próprios olhos no Egito e durante a jornada no deserto.

As experiências do passado nos ajudam a enfrentar novas

provações e passar por novas dificuldades com mais confiança. Quando nos lembramos dos obstáculos que o Senhor nos fez transpor no curso da nossa fé, nos sentimos mais seguros para enfrentar novos desafios.

2. Como conduziu o seu povo até os dias de hoje. (v. 31a)

Saber que o Senhor esteve com eles no passado torna-se um fato importante, mas muito melhor é destacar a maneira como Deus se fez presente. Ele esteve ali o tempo todo, mas não como mero espectador, e sim numa relação:

a) De Pai para filho (v. 31a)

“O Senhor, teu Deus, nele te levou, como um homem leva seu filho”. É um relacionamento seguro. O pai protegerá seu filho a qualquer custo. Quando for necessário lhe carregará nos ombros e lhe dará total segurança. Neste relacionamento não faltará, evidentemente, disciplina quando se fizer necessário.

Foi desta maneira que Deus lidou com o seu povo no deserto e é assim que trata conosco hoje. (Rm. 8.15-17; Hb. 12.7)

b) De Guia para o viajante (v. 31b)

Por todo o caminho que andastes, até chegardes a este lugar“. Conhecemos a história desta nação e sabemos como o Senhor cuidou dela. Tudo que era necessário para que eles chegassem a terra prometida, foi-lhes dado. Só errou o caminho quem quis errar. Só não chegou ao destino aqueles que se desviaram do caminho proposto por Deus. Sendo desobedientes a Palavra de Deus, pereceram no deserto. (Hb. 3.15-19)

O Senhor continua guiando o seu povo, a igreja. Só errará o caminho os que se desviarem da Palavra divina (Sl. 119.105), quem for desobediente a visão celestial (At. 26.19), quem se deixar guiar por toda sorte de ventos de doutrinas (Ef. 4.14), e seguir as fábulas (2 Tm. 4.4).

c) De Pastor para a ovelha (v. 33)

Que foi adiante de vós por todo o caminho, para vos achar o lugar onde vos devíeis acampar“.

O Senhor apascentou o seu rebanho durante a longa jornada de 40 anos pelo deserto. A coluna de fogo, durante a noite lhes ofereceu proteção contra o frio, direção na escuridão. A nuvem era a proteção de Deus contra o calor escaldante, e também um sinal claro de que estavam sendo pastoreados pelo Pastor celestial. (Êx. 13.21,22; Sl. 121)

Somos o povo mais feliz da terra. Temos o Sumo Pastor que nos tem apascentado, confortado, protegido, alimentado, desde o dia em que o aceitamos (Sl. 23). E hoje ainda continua chamando-nos pelo nome e proporcionando-nos copiosa salvação (Jo. 10.1-10).

 

CONCLUSÃO

A nossa felicidade consiste em ouvir, praticar e guardar a Palavra de Deus. Assim como Ele esteve com a nação de Israel no passado, assim está conosco hoje.

Não devemos temer as adversidades, pois o Senhor já provou que está conosco o tempo todo, tanto pelos feitos no passado como nos dias de hoje. Não temas, lembra-te da Palavra do Senhor nas adversidades.

 

1. Você consegue lembrar-se dos feitos de Deus na sua vida?

2. Ele tem sido o seu Pastor em todos os seus caminhos?

3. Você confia no Senhor em toda e qualquer situação?

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Tuesday, September 26, 2006

Lição 1 - A importância da doutrina bíblica para a vida cristã

 

TEXTO ÁUREO

“Todo aquele que prevarica e não persevera na doutrina de Cristo não tem a Deus; quem persevera na doutrina de Cristo, esse tem tanto o Pai como o Filho “ (2 Jo. 1.9).

 

OBJETIVOS

Após esta aula, seu aluno deverá estar apto a:

Conceituar o termo doutrina de acordo com o étimo bíblico.

Distinguir doutrina de costumes.

Explicar a necessidade da doutrina.

 

UMA REFLEXÃO- NOSSA BASE CRISTÃ

O cristão deve ter em mente em toda sua jornada os fundamentos de sua fé. Em primeiro lugar, ele precisa conhecer, examiná-los: de outra forma, como as bases doutrinárias poderão ser colocadas em prática? Em segundo lugar, o cristão tem a missão de expor e defender sua fé, conforme salientou Judas a necessidade de batalharmos pela fé “que uma vez foi dada aos santos” (v.3).

Para tomarmos posição declarada a favor das verdades fundamentais da fé cristã, é necessária a disposição para aprendê-la.

A igreja do Novo Testamento cresceu devido ao destaque dado ao ensino doutrinário; assim pôde ter um crescimento constante. Isto não quer dizer que a igreja não sofresse oposição, nem que não enfrentasse falsos ensinos e heresias, ao contrário, os cristãos foram martirizados por causa de suas profundas convicções doutrinárias; não abriram mão delas. Ninguém arrisca sua vida por algo em que não acredita fortemente. Os cristãos não negaram Cristo nem Sua palavra; para eles, os fundamentos de sua fé eram nítidos.

O fato é que a igreja desde sua origem, era estruturada na palavra, capaz de divulgar e defender suas doutrinas básicas: estava edificada “sobre o fundamento dos apóstolos e profetas, sendo ele mesmo, Cristo Jesus, a pedra angular”

(Ef. 2.20b). Os apóstolos transmitiram os ensinamentos de Jesus com fidelidade:

“Porque eu recebi do Senhor o que também vos entreguei” (1 Co. 11.23a -A R A ); “o que era desde o princípio , o que vimos com os nossos olhos, o que temos contemplado, e as nossas mãos tocaram da Palavra da vida (porque a vida foi manifestada , e nós a vimos e testificamos dela, e vos anunciamos a vida eterna, que estava com o Pai e nos foi manifestada)” (1 Jo. 1.1-2).

 

O QUE É DOUTRINA BÍBLICA

A p alavra doutrina sign ifica “ensino ou instrução”. No caso é bíblica, porque a sua base é a Bíblia.

OBS : A palavra doutrina se origina do grego “didache”, significando ensino ou instrução; seu sinônimo comum é didaskalia. Os dois termos expressam tanto o ato de ensino (sentido ativo) como aquilo quer é ensinado (sentido passivo). Didache aparece cerca de trinta vezes no Novo Testamento, já didaskalia cerca de dezesseis vezes nas epístolas pastorais; cerca de vinte e duas vezes em todo o Novo Testamento.

Doutrina se refere às doutrinas expostas na Bíblia e que representam o alicerce, o sustentáculo de nossa fé. Se descuidarmos, desprezarmos as doutrinas, perderemos a nossa identidade como servos de Deus, como seguidores de Cristo.

OBS : “Doutrina bíblica é um ensino normativo, terminante, final, extraído das Sagradas Escrituras e concernente à fé em Deus e à prática da vida cristã. Esse ensino deve ser desdobrado e embasado com a apropriada referenciação bíblica. Ela é chamada de „sã doutrina‟ (Tt. 2 .1 )”. (Antonio GILBERTO em Obreiro n ú m ero 1 3 ,p.17).

As doutrinas são uma exposição das verdades centrais ou fundamentais de nossa fé.

São estudadas se forma sistemática, agrupada São analisadas de forma que aprecem na Bíblia em ambos os Testamentos. Teologia Bíblica fornece o alicerce para a Teologia Sistemática.

Saber em que se crê é fundamental para a existência de uma vida cristã frutífera.

Assim se expressou o apóstolo Paulo: “Eu sei em que tenho crido” (2 Tm. 1.12). Ele tinha uma crença firme, razão pela qual foi capaz de suportar as tribulações.

Durante todas as épocas, houve determinadas formas de expressão para sintetizar a fé. Uma das mais conhecidas declarações é o “Shemá” (ouve em hebraico): Originalmente a declaração de fé israelita era Dt. 6.4-9. O centro da proclamação de

fé: “Ouve, Israel, o Senhor, nosso Deus é o único Senhor” (Dt. 6.4). A afirmação mostrava que a adoração a Deus em contraste com a proibição a adoração a ou tros deu ses: “Amarás, pois, o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu poder” (Dt. 6.5). As palavras deveriam ser repetidas ao longo do dia e transmitidas aos filhos. Estes não deveriam ignorar o princípio de adoração a Deus. Depois foram acrescentadas: Dt. 11.13-21 e Nm.

15.37-41. No Novo Testamento, também há importantes declarações relativas à fé como a de Pedro: “Tu és o Cristo , o Filho do Deus vivo” (Mt. 16.16); a de Marta: “Creio que tu és o Cristo , o Filho de Deus que havia de vir ao mundo” (Jo.11.27).

Paulo fez uma importante síntese do Cristianismo: “Porque primeiramente vo s entreguei o que também recebi; que Cristo morreu por nossos pecados, segundo as Escrituras, e que foi sepultado, e que ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras” (1Co. 15.3,4). A declaração se reveste de importância, uma vez que os evangelhos ainda não tinham sido escritos. Seu conteúdo era disseminado na forma oral.

OBS: Com o tempo foram formuladas regras de Fé para fazer distinção entre o Cristianismo e as heresias que tentavam penetrar na Igreja. Irineu (125 - 202 A.C.) e Tertuliano (155- 222 A.C.) estão entre os que estabeleceram essas regras. O Credo dos Apóstolos é a mais antiga síntese das doutrinas básicas explanadas na B íblia. (Credo significa “Creio”).

Em termos gerais, podemos dizer que há: 1)a doutrina de Deus: At.13.12.; 2)a doutrina dos homens: baseada nos conceitos humanos: Mt. 15.9; Mc. 7.7; Cl. 2.22. O problema maior se localiza no valor em que se dá maior valor importância a normas humanas do que a Palavra de Deus. Outras vezes, certos conceitos humanos se opõem frontalmente às verdades bíblicas; 3) a doutrina dos demônios:

1 Tm. 4.1. Esses ensinos de inspiração diabólica tanto disseminam a imoralidade quanto atacam a base de nossa fé, especialmente Cristo e Sua obra redentora.

Esses ensinos sofrem um ataque direto ou velado das forças do mal: “Assim como no meio do povo surgiram falsos profetas, assim também haverá entre vós falsos mestres, os quais introduzirão dissimuladamente heresias destruidoras, até ao ponto de renegarem o Soberano Senhor que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina d estru ição “ (2 Pe. 2.1- ARA).

Existem cristãos que não apreciam o ensino bíblico, declarando que só o amor é importante, como se o Cristianismo fosse algo para viver em superficialidade. Quanto ao amor, em primeiro lugar, observemos que Jesus ordenou a obediência aos Seus mandamentos, como prova de nosso amor para com Ele: “Se me amardes, guardareis os meus mandamentos” (Jo. 14.15). A seguir, verificamos pelas escrituras que o valor que damos a Seu ensino, mostra o relacionamento que temos com Ele: “E aquele que guarda os seus mandamentos nele está, e ele n ele” (1 Jo. 3.24). Estar nEle garante plena confiança, permite que O sirvamos, que prossigamos no Caminho com autenticidade: Estar firmados nEle é um fator de estabilidade na vida cristã.

 

Doutrina e costumes.

Doutrinas são ensinamentos expostos pela palavra de Deus aos quais não podemos desprezar; constituem a nossa regra de fé. Há cristãos que pensam que só o amor é importante, porém Jesus ensinou que devemos demonstrar o amor na prática: “Se guardardes os meus mandamentos, permanecereis no meu amor, do mesmo modo que eu tenho guardado os mandamentos de meu Pai e permaneço no seu amor” (Jo. 15.10). O valor que damos a Seu ensino, a Sua doutrina mostra o relacionamento que temos com Ele: “E aquele que guarda os seus mandamentos n ele está, e ele nele” (1 Jo. 3.24). Estar nEle, concede confiança no relacionamento com Deus.

Os costumes são influenciados pela época, local e especialmente pelo clima e por tradições recebidas. O problema é a imposição de costumes para a salvação, sendo dada maior importância a costumes, tradições do que a Palavra. Algo pode ser transmitido por tradição sem respaldo bíblico, conforme Jesus mostrou: “E assim invalidastes a palavra de Deus, por causa da vossa tradição” (Mt. 15.6 - ARA). Existem pessoas que julgam certas determinadas tradições, não as examinam, conforme as Escrituras.

OBS: Como exemplo de doutrinas impostas pelos homens, determinando condições para a salvação, observemos a declaração contida na Bula Unam Sanctam de 1302 d e Bonifácio V III: “Declaram os, afirmamos, definimos e pronunciam os que é absolutamente necessário para a salvação de cada criatura humana que ela sujeita ao pontífice romano” (H en ry B ETTENSON . Documentos da Igreja Cristã, p .194 ).

Os judeus, como qualquer povo, possuíam seus usos, costumes e tradições. Quando o Evangelho influenciou muitas vidas, os judeus queriam que as pessoas continuassem observando as cerimônias judaicas; estas eram impostas como condição à salvação: At. 15.1. Ocorre que a lei não dava justificação plena: At.13.39. O problema surge, quando damos maior valor aos costumes do que a palavra de Deus. Outro lado da questão é se os costumes entram em conflito com a palavra de Deus. Quando o evangelho chegou a vários lugares, ele foi o gerador de novos costumes. Em cidades como Corinto, havia muitos hábitos arraigados em termos de idolatria e imoralidade sexual. Os cristãos começaram a colocar a palavra de Deus em ação e ocorreram profundas mudanças.

No Novo Testamento, observamos atitude dos fariseus e mestres em referência à lei. Eles acusaram indiretamente os discípulos de não obedecerem à tradição. Os escribas e fariseus consideraram essencial a lavagem das mãos, não como forma de higiene, mas como uma lavagem cerimonial. Jesus censurou a sua hipocrisia, pois davam tanto valor às tradições e transgrediam os mandamentos “ensinando doutrinas que são preceitos de homens” (Mc. 7.7b). Eles que invalidavam, anulavam a palavra de Deus em favor de sus tradições: consideravam esta de maior importância que a palavra do Senhor. Jesus explicou como eles deixavam de lado os mandamentos de Deus para seguir as suas tradições. Era mais fácil observá-las à risca do que cuidar de seus deveres para com os pais. Ao pronunciar a palavra “corb ã” (oferta- Mc. 7.11) os judeus declaravam seus bens eram transferidos para o templo até a morte de seus pais. Assim , “livravam -se” do dever de amparar seus pais (Mc. 7.11). Mais tarde, poderiam recuperar seus bens. Usavam a própria religião, como desculpa, para não cumprir um mandamento estabelecido na Lei. A base para tal atitude era a tradição dos anciãos, não a palavra de Deus.

Em relação aos costumes qual deve ser a atitude do cristão? A Bíblia responde:

“Portai-vos de modo que não deis escândalo nem aos judeus, nem aos gregos nem à igreja de Deus” (1Co. 10.32).

Quando uma pessoa recebe Cristo, é necessário que ela rompa com os ensinos que ela recebeu por tradição, se forem contrários aos princípios bíblicos. Paulo soube romper com a tradição, quando esta era conflitante com a Palavra de Deus.

Desde que os costumes não agridam a palavra de Deus, não sejam colocados acima dela, não haverá problema em conservá-los. Devemos evitar discussões desnecessárias, destituídas de significado, a ponto de promovermos divisões no corpo de Cristo. Também é necessário evitar contendas por causa de determinadas situações e fugir de comportamentos que possam causar atritos aos nossos irmãos na fé.

Em termos de costumes de cunho pessoal, devemos lembrar-nos que somos o templo do Espírito Santo e que, em toda ocasião seja por palavras, ou por adoção de costumes devemos glorificar o nome de Cristo: “Ou não sabeis que o nosso corpo é o templo do Espírito Santo, quer habita em vós, proveniente de Deus, e que não sois de vós mesmos? Porque fostes comprados por bom preço; glorificai, pois, a Deus no vosso corpo e no vosso espírito, os quais pertencem a Deu s” (1Co. 6.19-20).

O ensino da doutrina bíblica produz a prática de bons costumes. Essa prática se deriva na nosso relacionamento com Deus; os costumes indecorosos, escandalosos não fazem parte do viver do cristão.

O crente e a doutrina:

 Obediência:§ “Mas graças a Deus porque, outrora escravos do pecado,contudo viestes a obedecer de coração à forma de doutrina a que fostes entregues” (Rm. 6.17- ARA). Observemos: a obediência necessita ser de coração; não é uma mera obediência formal, de aparência, mas uma obediência voluntária, consciente.

 Exame constante. O§ cristão deve fazê-lo para constatar o ensino das Escrituras:

“Ora, estes foram mais nobres do que os que estavam em Tessalônica, porque de bom grado receberam a palavra, examinando cada dia nas Escrituras se estas coisas eram assim “ (At. 17.11).

 Deve compreender que a observância à doutrina produz crescimento espiritual:

“Para que não sejam os mais meninos inconstantes, levados em roda por todo vento de doutrina, pelo engano dos homens que, com astúcia,enganam fraudulosamente. Antes, seguindo a verdade em caridade, cresçamos em tudo naquele que é a cabeça, Cristo” (Ef. 4.14-15).

 O padrão é o ensino§ de Cristo: “Se alguém ensina outra doutrina e não se conforma com as palavras de nosso Senhor Jesus Cristo e com a doutrina, que é segundo a piedade, é soberbo e nada sabe, mas delira acerca de questões e contendas de palavras, das quais nascem invejas, porfias, blasfêmias, ruins suspeitas” (1 Tm. 6.3-4)

 

A NECESSIDADE DA DOUTRINA

Aqueles que alegam : „O importante não é a teoria; e, sim : a prática. Observemos:

Em primeiro lugar, precisa-se conhecer a doutrina para, então praticá-la. Como podemos saber se estamos na luz, se não examinarmos nossos conceitos, nossas ações pela doutrina bíblica apresentada? “Examinai-vos a vós mesmos, se permaneceis na fé; provai-vo s a vó s m esm o s” (2 Co. 13.5).

Quando se expõe algo, nossa base não pode ser o julgamento próprio, mas, por meio da verdade, apresentada pela Bíblia.

Tendo conhecimento da doutrina, devemos praticá-la: “Ora, se sabeis estas cousas, bem-aventurados sois se as praticardes (Jo. 13.17); “Porque os simples ouvidores da lei não são justos diante de Deus, mas os que praticam a lei hão de ser justificados” (Rm . 3.13- ARA).

Ao terminar o “Sermão da Montanha”, Jesus esclarecer o que Ele esperava daqueles que ouviram Seus extraordinários ensinos: “Todo aquele, pois, que escuta estas minhas palavras e as pratica, assemelhá-lo-ei ao homem prudente, que edificou a sua casa sobre a rocha” (Mt. 7.24). Analisemos: primeiramente necessita-se ouvir o ensino; depois praticá-lo.

Quanto àqueles que não praticam seus ensinos, Jesus foi claro ao afirmar que edificam sua casa sobre a areia. De igual modo, terão “grande queda” (Mt. 7.27).

A reação dos ouvintes em razão do ensino do Mestre: “A multidão se admirou da sua doutrina, porquanto os ensinava com autoridade e não como os escribas” (Mt. 7.28-29).

 

A DOUTRINA CRISTÃ E O SERVIÇO CRISTÃO

Na evangelização

Na exposição da mensagem do Evangelho é necessário ter convicção da verdade apresentada. Quando falamos de Cristo, da salvação, perdão, esperança futura, estamos apresentando conteúdo doutrinário. A pessoa que compartilha o evangelho com alguém, na realidade está focalizando em que o Evangelho difere de outras crenças.

A forma da exposição do Evangelho faz diferença: “Porque o nosso evangelho não foi somente a vós somente em palavras, mas também em poder, e no Espírito Santo, e em muita certeza, como bem sabeis fomos entre vós, por amor de vós” (1 Ts. 1.5).

A pessoa que comunica a verdade do evangelho, precisa ter „muita certeza para poder comunicá-la efetivamente. Então, o Evangelho poderá ser recebido como palavra de Deus: “Pelo que também damos, sem cessar, graças a Deus, pois, havendo recebido de nós a palavra da pregação de Deus, a recebestes, não como palavra de homens, mas (segundo é, na verdade) como palavra de Deus, qual também opera em vós, os que crestes” (1 Ts. 2.13).

A razão do crescimento da igreja foi a cuidadosa exposição da palavra de Deus:

“Assim , a palavra do Senhor crescia poderosamente e prevalecia” (At. 19.20). Que a palavra de Deus possa ser anunciada e possa prevalecer nos corações que a ouvem!

Foi o que sucedeu em Éfeso: em meio a perseguições, feitiçaria (At.19.19) a palavra de Deus prevaleceu, porque foi pregada com firmeza e autoridade. A palavra é a poderosa semente na evangelização (Lc. 8.11).

 

Na instrução dos santos

Jesus era Mestre (Jo. 13.13), além de evangelizar, ocupava-se do ministério de en sin o: “E percorria Jesu s p or tod a a G aliléia, ensinando nas suas sinagogas, e pregando o evangelho do Reino” (Mt. 4.23).

A Igreja Primitiva jamais se descuidava do ensino metódico das Escrituras. Os apóstolos eram incansáveis no ensino das verdades cristãs: “E todos os dias, nos templos e nas casas, não cessavam de ensinar e de anunciar a Jesus Cristo”

(At. 5.42). De igual forma, o apóstolo Paulo: “como nada, que útil seja deixei de vos anunciar e ensinar publicamente e pelas casas” (At. 20.20). Que grande empenho: não paravam de ensinar, aponta para o ensino constante e metódico das Escrituras. O ensino envolve pessoas dedicadas a ele; envolve tempo; este é necessário para uma planta desenvolver-se para um cristão adquirir bases sólidas.

Assim, em Antioquia “todo um ano se reuniram naquela igreja e ensinaram muita gente” (At. 11.26); em Corinto, Paulo permaneceu “um ano e seis meses, ensinando entre eles a palavra de Deus” (At. 18.11b); em Éfeso permaneceu “por espaço de dois anos” (At. 19.10).

Pedro era insistente no ensino: “Por esta razão sempre estarei pronto para trazer-vos lembrados acerca destas cousas, embora estejais certos da verdade já presente convosco, e nela confirmados” (2 Pe. 1.12). Ele sabia que seus ouvintes já possuíam certeza dos ensinos fundamentais, porém dava instrução contínua. Pedro sabia que em breve partiria para a glória; seu desejo era que, após ele estar com o Senhor; o ensino bíblico estivesse vivo na mente de todos: “Mas de minha parte, esforçar-me-ei diligentemente por fazer que, a todo tempo, mesmo depois da minha partida, conserveis lembrança de tudo” (2 Pe. 1.15-ARA).

A instrução bíblica deve ser ministrada para a edificação e advertindo contra os falsos ensinos: “que pregues a palavra, instes a tempo e fora de tempo , redarguas, repreendas, exortes, com toda a longanimidade e doutrina” (1Tm. 4.2). Paulo destaca ação dos falsos mestres que não se amoldariam aos padrões bíblicos, rejeitando a necessidade de santidade: reunirão em torno de si “doutores conforme as suas próprias concupiscências” (2 Tm. 4.3). Não desejam seguir a doutrina, mas desejam obter líderes que apóiem seu proceder iníquo. Eles formulavam doutrinas antibíblicas, rejeitando a doutrina sadia, movidos por desejos egoístas. O ensino pode impedir, pela ação do Espírito Santo, que esses ensinos se alastrem . O falso en sin o se p rop ag a d e form a ráp id a, con tam in an d o tal com o “o ferm en to d os fariseu s” (Mt. 16.12).

Paulo faz recomenda a Tito que seja “apegado à palavra fiel, que é segundo a doutrina, de modo que tenha poder,assim para exortar pelo reto ensino como para convencer os que contradizem “ (1.9 - ARA). A palavra ensinada tanto instrui, como pode convencer os que abraçam ensinos errados; para tal é necessário agarrar-se, ser firme na sã doutrina.

Na defesa da santíssima fé.

As verdades bíblicas podem ser deturpadas; é o campo das falsas doutrinas.

Especialmente, versículos bíblicos tomados de forma isolada constituem a base para estranhas doutrinas. Timóteo permaneceu em Éfeso a pedido de Paulo para que aconselhasse que não fosse ensinada “outra doutrina” (1 Tm. 1.3). Timóteo também foi incentivado a defender a sua fé: “Combate o bom combate da fé. Toma posse da vida eterna, para a qual também foste chamado, e de que fizeste a boas confissão , perante muitas testemunhas” (2 Tm. 4.12- ARA).

Para atacar as heresias que tentavam atacar as doutrinas cristãs, a Igreja estabeleceu o cânon do Novo Testamento. Era necessário saber com segurança os livros que expunham as doutrinas de forma correta. Além disso, muitos cristãos arriscavam suas vidas pala preservação das Escrituras. A argumentação contra os falsos ensinos permitiu o desenvolvimento da teologia cristã. Os vários tipos de ensino falso contribuíram para um estudo mais profundo das verdades bíblicas. Na ânsia de defender a fé cristã, houve maior fortalecimento das bases cristãs.

 

CONCLUSÃO

O cristão deve ter conhecer as bases de sua fé, somente assim poderá transmiti-las.

O mundo precisa ver em nossa vida a prática de ações que demonstrem nossa convicção de raízes profundas no evangelho.

Os inimigos da Igreja Primitiva a contragosto declararam : “E eis que enchestes Jerusalém dessa vossa doutrina” (At. 5.28).

Que o Senhor nos ajude que possamos alimentar nossos alunos “com as palavras da fé e da boa doutrina” (1 Tm. 4.6- ARA).

Colaboração para o Portal EscolaDominical: Profa. Ana Maria Gomes de Abreu.

 

 

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As verdades centrais da fé cristã

INTRODUÇÃO AO TRIMESTRE - COMENTARISTA : Claudionor Correa de Andrade

A)                 Chegamos ao término de mais um ano letivo na Escola Bíblica Dominical, ano que se iniciou com o estudo de um livro da Bíblia, a epístola de Paulo aos Romanos, estudado sob o enfoque da doutrina da salvação e da justificação. Em seguida, estudamos a respeito das falsas doutrinas que têm proliferado no mundo da atualidade, inclusive os “modismos”, que ameaçam a saúde espiritual dos servos do Senhor. Em celebração ao centenário do movimento pentecostal mundial, ocorrido neste ano de 2006, estudamos as doutrinas bíblicas pentecostais e, agora, encerramos o ano analisando as verdades centrais da fé cristã, as “doutrinas bíblicas”, estudo este que é denominado de Teologia Sistemática.

                 A Bíblia Sagrada é a Palavra de Deus, ou seja, a revelação de Deus ao homem e, por isso, tudo que quisermos saber a respeito de Deus e que é relevante para a nossa salvação se encontra neste livro sagrado, fruto de uma revelação progressiva que o Senhor foi dando aos homens, durante um espaço de mais de mil anos.

                 Como a Bíblia Sagrada tem como seu único autor o próprio Deus, temos que esta obra apresenta uma unidade, um conjunto de ensinamentos que foi sendo revelado aos homens durante o tempo da inspiração das Escrituras. Estes ensinos dizem respeito a Deus, ao homem e ao processo pelo qual Deus deseja ter o homem em Sua companhia, mesmo depois que o homem quis se tornar independente de Deus, negando-Lhe obediência.

                  Todos estes ensinos constantes das Escrituras constituem o que se denomina de “doutrina” ou, ainda, a “sã doutrina”. “Doutrina” é palavra de origem latina que significa “o ensino dos doutores”, ou seja, o “ensino dos sábios”, o “ensino de quem sabe”. No caso da Bíblia Sagrada, dizemos que a “doutrina” ou a “sã doutrina” é o ensino constante das Escrituras, fruto da inspiração do Espírito Santo aos escritores dos diversos livros bíblicos, ou seja, aquilo que Aquele que sabe (ou seja, Deus) quer que o homem saiba para se salvar e ter a vida eterna.

                  Tais ensinos, naturalmente, encontram-se espalhados pelos diversos escritos inspirados da Bíblia Sagrada, visto que a Bíblia, como seu próprio nome indica, é um conjunto de livros, uma verdadeira “biblioteca”, cuja harmonia é, sem dúvida alguma, um milagre da parte do Senhor para cada ser humano.

                  Usando da sua capacidade de raciocínio, conferida por Deus ao homem, como vemos em Gn.2:19,20, o ser humano, ao observar a Bíblia Sagrada, logo descobriu que, nos diversos livros, que poderiam ser estudados individualmente, um a um, existia um conjunto de verdades a respeito de Deus, do homem, das demais criaturas e do relacionamento entre Deus e o homem, verdades estas que eram sempre as mesmas, até porque o autor de cada livro das Escrituras é o mesmo, embora os instrumentos sejam vários.

                  Por isso, logo surgiram duas formas de se estudar a Bíblia Sagrada: uma, através de cada livro da Bíblia isoladamente, mais apropriada para o estudo devocional diário; outra, por meio da coletânea destas verdades básicas e fundamentais que se encontram em todos os livros da Bíblia, de modo a que possamos perceber quais são os grandes e principais ensinamentos de Deus a nós a respeito dEle próprio, das demais criaturas e do relacionamento entre Deus e o homem. Este estudo deu origem à chamada “teologia sistemática”, cuja organização remonta já aos primeiros anos depois que se completou a inspiração das Escrituras.

                  A “Teologia Sistemática”, portanto, nada mais é que o estudo das verdades bíblicas fundamentais, das chamadas “doutrinas bíblicas”, ou seja, um estudo das principais verdades reveladas por Deus ao homem através da Bíblia Sagrada, que foram racionalmente organizadas pelos estudiosos, mediante a análise de cada livro das Escrituras.

                  Ao contrário do que ainda alguns mal informados que existem entre nós e que são inimigos do estudo das Escrituras, vemos que a “teologia” não é mal algum à vida espiritual do crente. Pelo contrário, a “teologia” se constitui no uso da razão, um dos principais atributos que Deus deu ao homem, para o entendimento da revelação divina, para o conhecimento daquilo que o Senhor quis nos ensinar a respeito de Si próprio, do mundo criado e do relacionamento dEle com o homem.

                  A importância do estudo da doutrina, além de ser o assunto da nossa primeira lição, voltará a ser analisada por nós nas lições 13 e 14, como veremos abaixo.

                  Tradicionalmente, os estudiosos das Escrituras identificam dez, doutrinas bíblicas fundamentais, que serão o objeto do nosso estudo neste trimestre, a saber:

a) Bibliologia – é a doutrina da Bíblia, ou seja, o ensino que nos mostra que a Bíblia é a Palavra de Deus, a única fonte de revelação de Deus aos homens, a verdade (Jo.17:17). Analisaremos a Bibliologia na lição 11.

b) Teologia propriamente dita ou Teontologia – é a doutrina de Deus, ou seja, o ensino bíblico a respeito de Deus, de Sua natureza, de Seus atributos, de Sua triunidade. Estudaremos a Teologia propriamente dita ou Teontologia nas lições 2 e 5.

c) Cristologia – é a doutrina de Cristo, ou seja, o ensino a respeito do Filho de Deus, inclusive sobre a Sua encarnação e a dupla natureza daí resultante. Estudaremos a Cristologia na lição 3.

d) Pneumatologia, Pneumagiologia ou Paracletologia – é a doutrina do Espírito Santo, ou seja, o ensino a respeito dessa Pessoa da Trindade. Estudaremos a Pneumatologia na lição 4.

e) Angelologia – é a doutrina dos anjos, ou seja, o ensino a respeito destes seres celestiais, inclusive aqueles que pecaram. Estudaremos a Angelologia na lição 6.

f) Antropologia – é a doutrina do homem, ou seja, o ensino a respeito do ser humano, sua criação, seu papel na ordem cósmica, seus atributos. Estudaremos a Antropologia na lição 7.

g) Hamartiologia – é a doutrina do pecado, ou seja, o ensino a respeito do pecado, sua origem e suas conseqüências no relacionamento entre Deus e o homem. Estudaremos a Hamartiologia na lição 8.

h) Soteriologia – é a doutrina da salvação, ou seja, o ensino a respeito da salvação do homem, do plano de Deus para a salvação do ser humano e do significado desta salvação. Estudaremos a Soterologia na lição 9.

i) Eclesiologia – é a doutrina da Igreja, ou seja, o ensino a respeito da Igreja, este povo formado por causa da salvação da humanidade na pessoa de Cristo Jesus. Estudaremos a Eclesiologia na lição 10.

j) Escatologia – é a doutrina das últimas coisas, ou seja, o ensino a respeito dos fatos que se sucederão após o período da Igreja sobre a face da Terra, começando pelo arrebatamento da Igreja e envolvendo a Grande Tribulação, o reino milenial de Cristo, o julgamento final e o Estado Eterno. Estudaremos a Escatologia na lição 12.

                                      Depois de termos estudado as dez doutrinas bíblicas fundamentais, teremos duas lições em que abordaremos os efeitos positivos do estudo doutrinário para a vida espiritual. Na lição 13, veremos que o estudo da doutrina, ao contrário do que dizem os mal informados anti-intelectualistas, produz avivamento e, na lição 14, veremos a importância da leitura na vida espiritual do cristão.

                                      O conhecimento das verdades bíblicas fundamentais é uma necessidade para a vida de qualquer cristão. A falta de conhecimento destas verdades foi apontada pelo autor da epístola aos hebreus como um dos motivos pelos quais aqueles crentes corriam o risco de apostatar da fé (Hb.5:12-6:2), numa repetição do que já havia afirmado o profeta Oséias, que denunciou que o motivo da destruição do reino do norte, o reino de Israel, se deu pela falta que o povo tinha de conhecimento das coisas de Deus (Os.4:6).

                                        Que o estudo deste trimestre sirva para renovar o nosso alicerce espiritual e, assim, nestes dias tão difíceis, permitir que continuemos firmes e inabaláveis, aguardando a volta do Senhor. São os sinceros votos que damos aos irmãos, aproveitando a oportunidade para lhes desejar um Feliz 2007.

B) LIÇÃO  Nº 1 – A IMPORTÂNCIA DA DOUTRINA BÍBLICA PARA A VIDA CRISTÃ

                                         O homem precisa aprender de Deus para ter uma vida espiritual correta e este aprendizado só é possível porque existe a doutrina bíblica.

INTRODUÇÃO

 - A Bíblia Sagrada é a revelação de Deus para a humanidade. Esta revelação contém ensinos preciosos e indispensáveis para que o homem viva. Estes ensinos é que constituem a “doutrina bíblica” ou “sã doutrina”.

- A “doutrina” verdadeira é a que provém da Palavra de Deus, é o ensino de Deus ao homem, não podendo se confundir com imaginações, filosofias ou invenções humanas, mesmo as que decorrem de costumes e culturas.

I – O QUE É DOUTRINA E A PALAVRA “DOUTRINA” NA BÍBLIA SAGRADA

- Doutrina é palavra de origem latina, cujo significado é “conjunto coerente de idéias fundamentais a serem transmitidas, ensinadas”. Em latim, “doctrina” significa “ensino, instrução dada ou recebida, arte, ciência, doutrina, teoria, método”. Assim, a doutrina é um ensinamento, uma instrução que alguém dá a outrem. Aliás, a palavra “doctrina” é derivada de “docere”, que significa ensinar. Doutrina, portanto, é um ensinamento, um ensino, uma instrução que alguém que sabe (o sábio ou “doutor”) dá a alguém que não sabe (o aprendiz).

- Vemos, portanto, pelo seu significado latino, que “doutrina” significa ensino e, portanto, quando falamos em “doutrina bíblica” estamos a falar no “ensino da Bíblia”. Ora, a Bíblia é a Palavra de Deus e, portanto, o “ensino da Bíblia” nada mais é que o ensino da Palavra de Deus, o ensino de Deus ao homem. “Doutrina”, portanto, é o ensino que Deus dá ao homem a partir da Sua Palavra, da revelação divina à humanidade, que consta da Bíblia Sagrada.

- A primeira vez que surge a palavra “doutrina” nas Versões Almeida (Revista, Corrigida, Fiel e Contemporânea) é em Dt.32:2, onde, no cântico de Moisés, consta a expressão “goteje a minha doutrina”, palavra que é a tradução de “leqach”, cujo significado é “ensino”, “instrução”, tanto que a palavra é traduzida por “ensino” em outras versões bíblicas (como a Tradução Brasileira, a Nova Tradução na Linguagem de Hoje e a Nova Versão Internacional). Neste primeiro aparecimento da palavra, ainda que em um contexto poético, percebe-se claramente que Moisés considera que todos os ensinos que havia dado ao povo de Israel, ensinos estes que eram resultado da revelação divina ao próprio Moisés, constituíam ensinos que deveriam ser continuamente ministrados ao povo e que representavam para este povo a sua própria fonte de vida, a sua própria renovação, pois deveriam estes ensinos “gotejarem”, ou seja, pouco a pouco, de forma contínua e permanente, cair sobre o povo, a fim de lhe dar vida, assim como a chuva e o orvalho, pela manhã, fazem em relação à terra.

- Esta expressão de Moisés, também, mostra-nos que a doutrina é algo que vem do alto, que vem do céu, seja na forma de chuva, seja por meio da condensação do vapor d’água encontrado no ar(o orvalho), indicando-se que a doutrina não é obra do homem, mas resultado da revelação divina, de um ensino vindo diretamente da parte do Senhor.

- Por fim, a expressão de Moisés dá-nos a nítida noção de que o trabalho da doutrina é manter a vida e uma vida renovada no ser humano, pois é comparada ao chuvisco sobre a erva e a gotas d’água sobre a relva. Todos nós já divisamos, pela manhã cedinho, o orvalho que está a manter molhadas as ervas e a relva, mantendo-as bem verdes, dando-lhes vida, vigor e exuberância (i.e., beleza). Os campos verdes, pela manhã, aquele frescor que sentimos quando nos encontramos em uma área verde logo pela manhã, que tão bem nos faz à saúde, é o resultado desta ação refrescante da chuva e do orvalho. Este é o papel da doutrina em nossa vida espiritual: refrigério para a nossa alma, renovação de nossas forças espirituais, concessão de beleza e de prazer aos nossos corações e a todos quantos travam contacto conosco. Bem se vê, portanto, que bem ao contrário dos que dizem que a doutrina torna o homem insensível a Deus, vemos que o papel da doutrina é precisamente o de nos conceder vida, vida abundante, refrescor e sensibilidade diante de Deus e dos homens.

- A segunda vez que vemos a palavra doutrina nas Versões Almeida é em Jó 11:4 (é importante lembrarmos que Jó seja, talvez, o livro mais antigo da Bíblia e, portanto, a sua referência seria anterior mesmo a de Dt.32:2), que é a mesma palavra “leqach” já mencionada. Aqui, um dos “amigos” de Jó, Zofar, acusa Jó de dizer que a “sua” doutrina era pura e que ele se sentia limpo aos olhos de Deus. A palavra “doutrina”, aliás, também é empregada pela Tradução Brasileira, pela Nova Tradução na Linguagem de Hoje e pela Nova Versão Internacional. Temos o mesmo significado do texto anterior. Embora se esteja a referir a um conjunto de ensinos de Jó, Zofar está a considerar que o patriarca é presunçoso ao querer dizer que seus ensinos são provenientes da parte de Deus. Doutrina continua a ser considerada como um ensino vindo da parte de Deus, um ensinamento com origem no céu.

- A palavra “doutrina” somente reaparecerá no livro de Provérbios, onde, na Versão Almeida Revista e Corrigida e na Edição Contemporânea de Almeida, é encontrada em Pv.1:8, 4:2, 13:14 e 16:23. Em Pv.1:8, é tradução da palavra “muwcar”, que a Versão Almeida Revista e Atualizada preferiu traduzir por “instrução” e a Fiel e Corrigida por “ensinamento”.  Com efeito, aqui se tem, basicamente, a idéia de uma orientação, de um ensino feito com base em repreensão e castigo, algo próprio da autoridade paterna.

- Já em Pv.4:2, temos a repetição da palavra “leqach” e a opção das versões pelo uso da palavra “doutrina”, que, no contexto, se refere ao ensino da Sabedoria, verdadeira personificação de Deus na linguagem do proverbista. Este ensino, além de vir do alto, é tido como bom. Fala-se da “boa doutrina”, a nos indicar que o ensino de Deus ao homem é bom por duas razões: a primeira, porque sendo um ensino de um ser que é bom (e não há ser bom a não Deus – Mt.19:17; Mc.10:18, Lc.18:19), ele só poderia, mesmo ser bom; a segunda, porque é um ensino que produz o bem aos que o aprendem. Além do mais, o proverbista faz uma correlação importantíssima: a boa doutrina não nos permite que deixemos a Sua lei. “Boa doutrina”, portanto, não é aquela que se apresente brilhante do ponto-de-vista intelectual nem que consegue acomodar as nossas crenças e o nosso modo de vida, mas única e exclusivamente aquela que estiver de acordo com a lei do Senhor, com a Palavra de Deus.

- Em Pv.13:14, na Versão Almeida Revista e Corrigida bem como na Almeida Fiel e Corrigida, a palavra “doutrina” é utilizada  para traduzir “torah”, palavra que é comumente traduzida por “lei”, mas cujo significado é mais precisamente “instrução”, “ensino”. Aqui se diz que “a doutrina do sábio” é fonte de vida para se desviar dos laços da morte. A doutrina do sábio não é, propriamente, do sábio, pois, como nos ensina o próprio proverbista, o temor do Senhor é o princípio da sabedoria (Pv.9:10), no que é acompanhado pelo salmista (Sl.111:10). Portanto, a “doutrina do sábio” outra não é senão a Palavra de Deus e só ela é capaz de dar origem à vida e nos desviar dos laços da morte. A doutrina, como se vê, portanto, é o próprio fator criador da vida espiritual e da sua manutenção até o fim.

OBS: A propósito, ensina-nos Nathan Ausubel que a Bíblia, para os judeus, no seu sentido singular de Torah, “…tem sido considerada pelos fiéis como redentora, quando entendida como forma total de vida…” (AUSUBEL, Nathan. Bíblia. In: A JUDAICA, v.5, p.77).

- Jesus, certa feita, disse que tinha vindo para trazer vida e vida em abundância (Jô.10:10). Disse, também, que Ele próprio era a vida(Jo.14:6), bem como o pão da vida(Jo.6:48). Ao Se dizer a vida, também disse ser a verdade (Jo.14:6) e a verdade, disse em outra oportunidade, é a Palavra de Deus(Jo.17:17). Por isso, a doutrina, enquanto ensino da Palavra de Deus, só pode, mesmo, ser a fonte de vida, de modo que não tem qualquer sentido alguém vir a dizer que o estudo, o aprendizado da Palavra de Deus seja causa de morte (interpretando, fora de contexto e sem qualquer fundamento, a expressão “a letra mata” de II Co.3:6). Bem ao contrário, é a doutrina quem nos desvia dos laços de morte, como, aliás, tivemos oportunidade de estudar no segundo trimestre deste ano, quando vimos que só o conhecimento da doutrina da Palavra de Deus nos impede de sermos enganados pelas falsas doutrinas, heresias e modismos que proliferam com cada vez maior intensidade à medida que se aproxima o dia da volta de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.

- Em Pv.16:23, a Versão Almeida Revista e Corrigida utiliza a palavra “doutrina”, que é a mesma palavra hebraica “leqach”. Entretanto, tal versão ficou isolada nesta tradução, pois a Versão Atualizada traduziu o termo por “persuasão”, a Fiel e Corrigida por “ensino” e a Edição Contemporânea por “instrução”. De qualquer modo, em que pese o isolamento da versão, temos aqui um outro ensino relevante a respeito da doutrina. É a circunstância de que a doutrina vem do coração, ou seja, o que o sábio ensina é o que lhe vem do coração e, sabemos, que o princípio da sabedoria é o temor do Senhor. Por isso, o que vem do coração do sábio é o que aí foi colocado pelo próprio Espírito Santo e, portanto, temos que a doutrina nada mais é que o resultado da operação do Espírito Santo na vida de alguém. O próprio Jesus nos ensina isto ao dizer que o Espírito Santo, que Ele mandaria para ficar com os Seus servos, nos ensinaria todas as coisas e nos faria lembrar de tudo quanto Jesus, a Palavra, havia dito (Jo.14:26). Vemos, pois, que a doutrina nada mais é que o resultado do ensino do Espírito Santo, o nosso Mestre por excelência. Mais uma vez, portanto, sem qualquer fundamento quem acha que o estudo doutrinário é uma exaltação humana. Bem ao contrário, o que temos é uma demonstração de submissão do homem, de reconhecimento da soberania e supremacia divinas.

- A palavra “doutrina” reaparece na Versão Almeida Revista e Corrigida em Is.29:24, onde, mais uma vez, traduz “leqach”, sendo seguido pela Fiel e Corrigida, já que a Atualizada e a Edição Contemporânea traduzem o termo por “instrução”. No texto, é dito que os murmuradores aprenderiam doutrina quando houvesse a santificação que o profeta prometia para o povo do Senhor. A santificação e o temor a Deus fariam com que os murmuradores, ou seja, aqueles que se queixam de Deus, que se rebelam contra o Senhor, viessem a aprender “doutrina”. Vemos que a “doutrina” só é aprendida por quem se separa do pecado, por quem se submete ao Senhor, por quem prima por uma vida de comunhão com Deus. Por isso, sentimos muita preocupação ao saber que muitos crentes, na atualidade, fogem dos “cultos de doutrina”, dos “cultos de ensino”, prova de que não estão a se santificar.

- A Versão Almeida Revista e Corrigida menciona “doutrina” em Is.42:4, para traduzir, desta feita, “torah”, sendo seguida pela Versão Atualizada. Já a Edição Contemporânea e a Fiel e Corrigida preferiram traduzir o termo por “lei”, mas, como dissemos supra, o termo “torah”, embora tenha adquirido a conotação de “lei” tem como seu significado o de “instrução”, de “doutrina”.

OBS: “…Há entre muitos judeus, e também cristãos, uma noção errônea muito difundida de que a tradução exata de ‘Torah’ é ‘Lei’. Esse erro, provavelmente involuntário em sua origem, foi sem dúvida cometidos pelos tradutores judeus de Alexandria, no século III a.E.C., que prepararam a versão grega da Bíblia, denominada Septuaginta. Estimulados, provavelmente, pela predileção  pela lei característica do ambiente cultural helenista, traduziram de maneira incompleta o conceito da palavra hebraica, fazendo-a aparecer como ‘Lei’. Uma vez que a versão Septuaginta das Escrituras era quase universalmente usada pelos judeus fora da Judéia e das regiões de língua aramaica do mundo greco-romano — poucos judeus ali sabiam hebraico ou mesmo aramaico (targum) — era natural que a tradução de Torah como ‘Lei’ entrasse nas obras judaicas pós-bíblicas escritas em grego ou traduzidas do hebraico para a língua grega.(…). O conceito de Torah entre os judeus, no entanto, é muito mais amplo e mais profundo do que tão somente a ‘Lei’: no seu sentido etimológico completo, ‘Torah’ também tem a conotação de ‘doutrina’, ‘instrução’ e ‘orientação’. Mesmo o exame mais superficial do Pentateuco comprova que a Torah tenta ser um inspirado guia absoluto para toda a crença e o culto, e abranger todas as ramificações da conduta individual e social. É, portanto, uma supersimplificação encarar a Torah como sendo somente ‘Lei’. A Torah também é uma crônica genealógica dos primórdios de Israel e inclui as biografias de seus ilustres antepassados e dos primeiros líderes. Além disso, é um sermão fervoroso: ensina e moraliza ininterruptamente. Exorta, incansavelmente, o israelita como indivíduo como a coletividade inteira de Israel, a esquivar-se das más ações e tomar os caminhos da verdade, da virtude, da misericórdia e da justiça, imitando os próprios atributos de Deus; a abandonar a adoração de ídolos e a encontrar Deuys vivo na prática do preceito ‘Ama teu próximo como a ti mesmo’, o qual, como disse Rabi Akiva no século II, é o princípio central da religião judaica.…” (AUSUBEL, Nathan. op.cit., p.81-2).

- Ao nos depararmos com este texto do profeta Isaías, vemos claramente que o Servo do Senhor prometido para o futuro seria alguém que traria a “doutrina” de Deus para as ilhas, isto é, até as extremidades da Terra. Neste texto, vemos que a missão de Jesus, o Messias, o Servo do Senhor, era o de levar a “doutrina” do Senhor para toda a Terra, “torah” que havia sido dada inicialmente só a Israel. Por isso, ao iniciar Sua pregação, o Senhor conclamou Seu povo ao arrependimento e a crer no Evangelho(Mc.1:14,15), o mesmo que determinou que fizéssemos depois de Sua ascensão ao céu (Mc.16:15). O “evangelho” é a “doutrina de Cristo”, é a “doutrina de Deus”. Por isso, não podemos crer em qualquer outra doutrina, em qualquer outro evangelho, ainda que seja trazido por anjos (Gl.1:8).

- Após o prenúncio da atuação de Cristo com relação à doutrina em Isaías, encontraremos apenas a palavra “doutrina” em o Novo Testamento, mais precisamente, em Mateus, onde o termo aparece, na Versões Almeida (Revista e Corrigida, Fiel e Corrigida, Atualizada e Contemporânea) em 7:28, 16:12 e 22:33(neste versículo, a Edição Contemporânea traduz a palavra ‘didaché’ por “ensino”), termo que é tradução de “didaché” (διδαχή), cujo significado é muito similar ao de “leqach”, pois quer dizer “instrução”, “ensino”, “o que é ensinado”.

- Nas três referências de Mateus, a palavra “doutrina” é utilizada para designar o conjunto de ensinamentos ministrados ao povo, sejam os ensinos de Jesus (7:28 e 22:33), seja os ensinos dos fariseus (16:12). “Doutrina”, portanto, é um conjunto de ensinos, a coleção dos ensinamentos que os mestres dos tempos de Cristo ensinavam, seja Ele próprio, seja o dos fariseus.

- Nas referências de Mateus, a doutrina de Jesus é apresentada como algo que admira, que causa assombro para os ouvintes, mostrando ser algo diferente, algo que não se confundia nem com a religiosidade existente, nem com as filosofias que também faziam parte dos discursos e ensinos ministrados naquela época. A doutrina de Jesus, portanto, como se pode observar é algo que não obedece a culturas, a costumes, nem à lógica humana.

- Em Mateus, também, vemos que a doutrina religiosa baseada na formalidade, na aparência exterior, no preconceito, nos rituais, nas cerimônias é uma doutrina que não tem o amparo nem a aprovação divinos, tanto que o Senhor fez questão de chamar tal doutrina de “fermento”, determinando aos Seus discípulos que jamais acolhessem, em seus corações, uma doutrina desta natureza. Já aqui vemos que o Senhor bem diferençava entre doutrina e costumes, entre doutrina e aspectos de somenos importância criados pelos homens para seu engrandecimento próprio.

- É assaz importante observar que a palavra grega “didaché” possui um significado passivo, ou seja, em muitas ocasiões seu significado é “o que é ensinado”, como a demonstrar que a “doutrina” não é algo que seja criação humana, mas, sim, algo que é recebido pelo homem da parte de Deus. A “doutrina”, portanto, não é algo que venha da imaginação ou da mentalidade de um homem, mas, sim, única e exclusivamente aquilo que tem origem em Deus. Não foi à toa que, no mesmo evangelho segundo Mateus, vemos a expressão esclarecedora do Senhor: “aprendei de Mim, que sou manso e humilde de coração e encontrareis descanso para as vossas almas” (Mt.11:29b).

- Este é o mesmo significado que encontramos nos outros dois evangelhos sinóticos. Em Marcos e em Lucas, a doutrina é apresentada como o conjunto de ensinamentos de Cristo, ensinamentos estes que causavam admiração por parte do povo, que também sentia que era um ensino que vinha de quem tinha autoridade, ou seja, de quem vivia aquilo que ensinava (Mc.1:27; 4:2; 11:18; Lc.4:32).

- Não é diferente no evangelho segundo João. Neste evangelho, escrito para mostrar que Jesus é o Filho de Deus, está uma das mais importantes afirmações bíblicas a respeito da doutrina. Interpelado sobre Seus ensinos, o Senhor Jesus limitou-se a dizer: “…A Minha doutrina não é Minha, mas dAquele que Me enviou. Se alguém quiser fazer a vontade dEle, pela mesma doutrina, conhecerá se ela é de Deus ou se Eu falo de Mim mesmo.” (Jo.7:16,17).

- Jesus mostra-nos, claramente, que a Sua doutrina outra não era senão a doutrina do Pai. A doutrina não fala do próprio doutrinador, mas, sim, de Deus e somente quem vivenciar a doutrina, quem nela crer e por ela viver, verá que esta doutrina é a verdade, que esta doutrina é a vontade de Deus. A doutrina é a manifestação da vontade de Deus para o homem. Seguir a doutrina é seguir a vontade de Deus para o homem e é por isso que muitos se têm levantado contra a doutrina, porque ela implica na renúncia do eu, na renúncia do ego, na renúncia de nós mesmos, sem o que é impossível seguir a Jesus (Mt.16:24). Daí porque Jesus foi interrogado pelo sumo sacerdote a respeito de Sua doutrina (Jo.18:19).

- Se temos a doutrina de Cristo, se a seguimos, não podemos, portanto, ser diferentes. A doutrina tem de ser a mesma e, neste passo, os doutrinadores não podem querer aparecer ou dizer o que é certo ou o que é errado, como muitos têm feito e já o faziam nos tempos apostólicos, onde já se registravam doutrinas de homens (Mt.15:9; Mc.7:7; Cl.2:22) e até doutrinas de demônios (I Tm.4:1). Devemos permanecer na doutrina de Cristo, pois quem não persevera nesta doutrina não tem a Deus (II Jo.9).

- Esta doutrina foi mantida pelos apóstolos e tal circunstância nos mostra, claramente, que é a doutrina que deve ser seguida pelo povo de Deus, pela Igreja. A primeira nota característica que se escreve a respeito dos salvos reunidos para fora do mundo, a partir do dia de Pentecostes, foi o fato de que “perseveravam na doutrina dos apóstolos” (At.2:42). Na igreja primitiva, o trabalho dos crentes outro não era senão encher Jerusalém da doutrina (At.5:28). A preocupação dos apóstolos era orar e ensinar a Palavra de Deus à igreja, ou seja, dar doutrina (At.6:2,4). Com estas informações que nos vêm do texto sagrado, temos alguma dúvida por que a igreja prosperava e a todo instante o Senhor acrescentava aqueles que haviam de se salvar (At.2:47) ? Simplesmente porque dava o primeiro lugar, em sua atividade, à doutrina !

- Esta primazia da doutrina foi sempre uma característica da igreja nos tempos apostólicos. Vemos que o procônsul Sérgio Paulo se admirou da doutrina pregada por Paulo (At.13:12), que não era de Paulo, mas do Senhor, como também, em Atenas, quiseram os filósofos do Areópago ter conhecimento da nova doutrina, precisamente a que era ensinada pelo apóstolo (At.17:19). Paulo, por sinal, em seus escritos, sempre demonstrou sua preocupação para que a doutrina tivesse sempre um espaço privilegiado não só na vida de cada crente, mas nas igrejas locais, pois entendia que ser salvo era ter adotado uma nova doutrina (Rm.6:17), que os inimigos dos crentes são os que promovem dissensões e escândalos contra a doutrina (Rm.16:17), que um culto não tem sentido se não houver doutrina (I Co.14:6,26), que a vida familiar deve ser construída, notadamente a educação dos filhos, pela doutrina do Senhor (Ef.6:4), que a vida do ministro está indissociavelmente vinculada ao ensino e à observância da sã doutrina (I Tm.1:3,10; 4:6,16; 5:17; 6:1,3; II Tm.4:2,3; Tt.2:1,7,10).

- O autor aos hebreus também demonstrou sua preocupação para com a doutrina, mostrando ser ela o verdadeiro alicerce que impede a apostasia do crente (Hb.6:1,2). O apóstolo João, também, mostrou a necessidade de o crente sempre observar a sã doutrina e nela perseverar (II Jo.2,9), bem assim, no Apocalipse, registrando as palavras do Senhor Jesus para as igrejas da Ásia, mostrou quão abominável é ao Senhor que os santos se desviem dos santos caminhos por causa de outras doutrinas (Ap.2:14,15 e 24).

II – A IMPORTÂNCIA DA DOUTRINA PARA A VIDA CRISTÃ ANTE AS REFERÊNCIAS BÍBLICAS ESTUDADAS

- Pelo que vemos das menções bíblicas à doutrina, é ela de fundamental importância para a vida espiritual de um servo de Deus. Em primeiro lugar, a Bíblia nos afirma que a doutrina é a fonte da vida espiritual, ou seja, não há sequer vida espiritual, não há comunhão com Deus se não houver a doutrina. Com efeito, como sabemos, a fé vem pelo ouvir e o ouvir pela palavra de Deus e a exposição e pregação da Palavra de Deus faz parte do ministério da palavra, que era tão considerado pelos apóstolos. Para que alguém ouça a palavra, é preciso que alguém a pregue e, quando pregamos a Palavra de Deus, estamos expondo a doutrina, pois a Palavra de Deus é o ensino que Deus deu aos homens para que estes possam obter a sua salvação.

- Como se não bastasse a doutrina ser a própria fonte da vida espiritual, temos que a sua continuidade é fundamental para que nos mantenhamos separados do pecado. Jesus disse que deveríamos ser santificados na verdade, ou seja, na doutrina e Moisés, como já dissemos supra, também afirmou que a doutrina deveria gotejar, cair como chuvisco e como orvalho, operando a renovação espiritual que é necessária para cada servo de Deus. Como dizem os judeus, devemos estudar a “Torah” até a morte, porque o homem esquece e, se esquecermos dos ensinos do Senhor, fatalmente pereceremos. A doutrina, portanto, além de ser a fonte da vida espiritual, é a base para o seu crescimento, de forma que a sobrevivência do cristão está vinculada à doutrina, ou seja, ao seu constante aprendizado da Palavra de Deus. Uma das características da igreja primitiva era a perseverança na doutrina dos apóstolos (At.2:42)

- Mas a doutrina, além de ser fonte e base de crescimento é, também, o alicerce da nossa vida espiritual. Jesus, no sermão do monte, disse que aquele que ouve e pratica as Suas palavras é semelhante ao sábio que edifica sobre a rocha. A rocha, portanto, nada mais é que o próprio Cristo, que a própria Palavra que por Cristo foi dita e que é lembrada e anunciada a nós por obra do Espírito Santo (Jo.14:26). Sem este fundamento, não poderemos crescer, pois são os rudimentos da doutrina (Hb.6:1). A Igreja, este povo de Deus, é edificado sobre a doutrina de Cristo e dos apóstolos, que já havia sido prenunciada pelos profetas (Ef.2:20). Sem doutrina, portanto, não se tem como possível a construção de uma edificação espiritual sobre a rocha, que resista aos abalos das provações, das tentações e das conseqüências dos nossos atos.

- A doutrina, portanto, é fonte, base de crescimento e alicerce da vida espiritual do cristão. Mas, além de tudo isto, vemos que a doutrina, também, é um guia de direção para todos os crentes. Somente pela doutrina sabemos como proceder nas muitas e diversas situações que vivemos a cada dia. A doutrina é nosso guia de comportamento, é nosso critério de ação, a nossa única regra de fé e prática, como se costuma dizer. O cristão não confia em homens, nem segue orientações humanas, mas tem à sua disposição o ensino do Salvador, a doutrina, que se encontra registrada na Palavra de Deus. Que privilégio sabermos que nosso Mestre é o próprio Senhor Jesus, Que, aliás, sempre reconheceu esta Sua qualidade (Jo.13:13). Por isso, não podemos admitir crentes que se espelham em outros homens, seguem preceitos e mandamentos humanos, com muito mais ardor do que a doutrina bíblica, residindo aí, aliás, um dos grandes focos de decepções e de escândalos, para não dizer de desvios espirituais e, mesmo, de apostasia. O verdadeiro crente tem de ser um conhecedor da doutrina e uma pessoa dirigida única e exclusivamente pelo Espírito Santo, cuja direção nada mais é que nos fazer lembrar o que Jesus anunciou em Sua Palavra.

- A importância da doutrina, da Palavra de Deus é tanta que o salmista afirmou que o Senhor pôs a Sua Palavra sobre Ele próprio, acima dEle mesmo (Sl.138:2). Se Deus dá tamanha importância à Sua Palavra, que, quando ensinada para nós, torna-se doutrina, por que haveríamos de menosprezá-la?

- Uma das características dos dias em que vivemos é o abandono da sã doutrina. Muitos dentre os que crentes se dizem ser, como nos afirmam as Escrituras, terão comichões nos ouvidos e não sofrerão mais a sã doutrina(II Tm.4:3), ou seja, não quererão se dobrar aos ensinos da Palavra de Deus e o distorcerão, a fim de poderem praticar os seus pecados, construindo para si doutores que justifiquem seus pecados e iniqüidades. São dias difíceis, mas nós, que conhecemos a Palavra, que fomos ensinados na boa doutrina, sabendo que estas coisas que iriam mesmo acontecer, só devemos ser cautelosos e, sobretudo, submissos aos ensinos do Senhor, pois, como aprendemos, a doutrina é essencial à vida cristã.

- A doutrina concede poder aos crentes. Diz o apóstolo Paulo que, quando retemos fielmente a Palavra, tornamo-nos poderosos, ou seja, temos a autoridade do Espírito Santo em nossas vidas e, por isso, podemos enfrentar e resistir ao mal. A autoridade espiritual acompanha o ensino e o aprendizado da doutrina, como nos dá conta o próprio Senhor Jesus, que, ao ensinar a doutrina, causou a admiração da multidão, por causa de Sua autoridade. Mas não nos iludamos: a exposição da doutrina somente confere autoridade àquele que, além de expor a doutrina, vive-a em sinceridade. Ensinar a Palavra e não viver de acordo com ela nada mais é que reprodução de farisaísmo (Mt.23:2,3).

III – DOUTRINA E COSTUMES

- A doutrina é a exposição da Palavra de Deus e não das tradições dos homens. Há muitos que confundem a doutrina com os costumes de uma determinada localidade, de uma determinada região, de um determinado grupo social ou, mesmo, de um segmento religioso. As tradições existem em qualquer grupo social e, como Deus fez o homem um ser social, é natural que, em toda igreja local, tenhamos costumes e tradições. Jesus, por exemplo, tinha o costume de ir à sinagoga (Lc.4:16), sem dúvida, um bom costume, mas que não passava de costume.

- O costume é, ao contrário da doutrina, algo que surge não da parte de Deus para os homens, mas, sim, da parte dos homens para os homens. Costume é uma prática, uma atitude, uma ação que é escolhida por um determinado grupo, que resolve um determinado problema na vida em sociedade e que, por isso, passa a ser praticada ininterruptamente pelos integrantes daquele grupo, adquirindo um caráter obrigatório.

- Sendo uma obra do homem, o costume tem todas as limitações que têm as criações humanas, em especial, o fato de ser algo que está submetido ao tempo e ao espaço. Por causa disto, o costume varia de região para região, de lugar para lugar e, ao longo dos tempos, ao longo dos anos, vai se modificando e, não poucas vezes, acaba se desfazendo, caindo em desuso.

- Como já dissemos, todo grupo social, e as igrejas locais não são exceção, tem seus costumes e tradições (tradição é o costume que se passa de geração para geração, que se entrega — e “tradere”, em latim, quer dizer entregar — de geração para geração). Dizer que uma igreja não tem costumes ou que não os deve ter é uma irracionalidade sem igual, é uma ilusão, para não dizermos que é uma inverdade, pois, se Deus criou o homem para viver em sociedade (Gn.2:18), fez de tal maneira que o homem criaria, nas suas sociedades, os seus costumes e tradições.

- O que a Bíblia condena, porém, é que estes costumes e tradições deixem o seu campo próprio, que é o do relacionamento entre os homens, para investir na área do relacionamento entre Deus e o homem. Como disse Jesus, ao comentar a respeito das tradições do seu tempo, a tradição não é um mal em si, mas o mal está em invalidarmos a Palavra de Deus por causa dos costumes e das tradições. No episódio em que os fariseus censuraram os discípulos de Cristo porque não lavaram as mãos antes da refeição, que era um costume do seu tempo, Jesus nem discutiu a respeito do costume, o que nos mostra que o reconheceu, mas, sim, foi a uma questão muito mais relevante, qual seja, o limite do costume e da tradição. Neste particular, mostrou que os fariseus estavam indo além dos limites, invalidando a Palavra de Deus por causa da tradição, a ponto de considerar que a ajuda de um filho a pais necessitados poderia ser negado se já havia um comprometimento de se mandar o dinheiro para o templo, algo que contrariava abertamente o mandamento de honra aos pais (Mt.15:1-9).

- Nos dias em que vivemos, também estamos a notar, para nossa tristeza, a mesma adoração vã denunciada por Jesus no Seu tempo de ministério terreno. Muito se fala, muito se prega, muito se minudencia a respeito de preceitos dos homens, ou seja, de costumes e de tradições, dando margem a toda sorte de discussões, pelejas, dissensões e, não raramente, divisões em diversas igrejas locais, esquecendo-se de que costumes podem se modificar, podem se alterar, variando conforme o tempo e o lugar e, o que é ainda mais relevante, que os costumes jamais podem invalidar a Palavra de Deus.

- Enquanto muitos se engalfinham com o “lavar das mãos”, multidões ficam sem conhecer a doutrina, que é a Palavra de Deus, ficam sem ter conhecimento do que Deus nos revelou na Sua Palavra. Os cultos de doutrina transformam-se em cultos de costumes e os obreiros deixam de ter a mesma visão que tinham os apóstolos, para os quais nada poderia lhes tomar o tempo da oração e do ensino da Palavra.

- Esta ênfase nos costumes e tradições, além do mais, tem permitido que muitas igrejas locais mais pareçam hoje grupos de discípulos de fariseus do que propriamente de Cristo. É preciso reverter esta situação, até porque, além de dar margem a dissensões, pelejas, iras e divisões, que são obras da carne e não do Espírito (Gl.5:19-21), e, portanto, procedimentos que não podem existir entre aqueles que, efetivamente, pertencem ao reino de Deus, uma tal discussão muito enfraquece a própria igreja local, não só internamente, mas também do ponto-de-vista externo, pois, nos dias em que vivemos, com o desenvolvimento intenso da ciência e da tecnologia, presenciamos um nítido relativismo cultural, as culturas, ou seja, o conjunto de costumes e tradições de determinados conjuntos de grupos, estão cada vez mais se entrelaçando, se misturando, o que diminui sobremaneira a própria autonomia de cada cultura.

- A ênfase nos costumes e tradições, portanto, além de desviar o foco da igreja local da doutrina, da Palavra de Deus, o que traz, como vimos supra, a perda da fonte de vida, de alicerce, de crescimento e de autoridade, faz com que a própria igreja se distancie da sociedade onde está, do mundo onde se encontra, o que vai completamente contra aos propósitos divinos para a Igreja que, embora não seja do mundo, está no mundo para anunciar as boas-novas da salvação. Ao pregar costumes e tradições, as igrejas locais deixam de pregar o Evangelho, que é a doutrina, trocando o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê (Rm.1:16), por preceitos de homens que nada mais são que vaidade (Mt.15:9).

- Ninguém está aqui dizendo que não devemos primar pelos bons costumes. Como já dissemos, todo grupo tem costumes e, na igreja local, estes costumes devem ser, naturalmente, bons costumes, pois nossa justiça tem de exceder a dos escribas e fariseus (Mt.5:20), tendo de ser a igreja luz do mundo e sal da terra, praticando boas obras que levem os homens a glorificar ao nosso Pai que está nos céus (Mt.5:13-16). Portanto, não há como termos os mesmos costumes do mundo, até porque, como estamos separados do pecado, somos diferentes dos ímpios, temos um caminho distinto do deles (Sl.1).

- No entanto, antes de nosso modo de viver, devemos nos preocupar com a doutrina. O apóstolo foi claro ao mostrar para Timóteo que a primeira coisa que deveria seguir nele era a doutrina e só, depois, o seu modo de viver (II Tm.3:10). Para Tito, o apóstolo disse que suas palavras deveriam ser de acordo com a doutrina, prova de que era a doutrina que determinava como Tito deveria falar e não o costume do lugar onde se encontrava (Tt.2:1). Ainda para Tito, disse que ele deveria ser um exemplo em tudo, o que inclui ter bons costumes, mas que, sobretudo, deveria ter um comportamento de incorrupção, gravidade e sinceridade na doutrina (Tt.2:7).

- O cristão tem bons costumes, seus costumes são diferentes dos do mundo, sua conduta deve ser mais excelente do que a de qualquer ímpio, pois, em todo costume, deverá mostrar que não existe qualquer tolerância com o pecado. Assim, é evidente que não se pode admitir, entre os crentes, a mesma licenciosidade e libertinagem que existem no mundo, licenciosidade e libertinagem que aumentam a cada dia que passa, já que vivemos dias de multiplicação do pecado (Mt.24:12). Entretanto, se devemos prezar pelos bons costumes, devemos nos lembrar que não são os costumes que dizem respeito à salvação nem ao relacionamento com Deus, mas, sim, a doutrina, pois só quem conhecer a doutrina poderá saber se os costumes do seu grupo social (família, escola, trabalho, cidade, país) estão, ou não, de acordo com a Palavra de Deus.

- Somente a observância da doutrina, e não dos costumes, traz salvação à pessoa (I Tm.4:16). Somente a observância da doutrina nos confere santificação, santificação esta que deve perdurar até o fim (Mt.24:13; Jo.17:17; Hb.12:14; Ap.22:11). Por que, então, centrarmos os esforços nos costumes e não na doutrina?

Colaboração para o Portal EscolaDominical: Prof. Dr. Caramuru Afonso Francisco.

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Friday, September 22, 2006

Lição 13 - O Espírito Santo e a vinda de Jesus

A tão discutida vinda de CRISTO é sempre assunto polêmico, atual e por muitas vezes, para a grande maioria das pessoas, um tema obscuro e desconhecido. Uns crêem na sua vinda, mas não sabem como se dará, outros perderam o temor e já não acreditam mais em nada. A grande maioria, porém, permanece indiferente, fria, alheia ao Evangelho. 
Texto Áureo:
“E, tendo elas ido comprá-lo, chegou o esposo, e as que estavam preparadas entraram com ele para as bodas, e fechou-se a porta” (Mt 25.10).
25.1 A PARÁBOLA DAS DEZ VIRGENS. Esta parábola ressalta o fato que todos os crentes devem constantemente examinar sua vida espiritual, tendo em vista a vinda de CRISTO num tempo desconhecido e inesperado. Devem perseverar na fé, para que uma vez chegados o dia e a hora, sejam levados pelo Senhor na sua volta (v. 10). Estar sem comunhão pessoal com o Senhor quando Ele voltar, significa ser lançado fora da sua presença e do seu reino. 
25.4 AZEITE.O azeite nesta parábola representa no crente a presença permanente do ESPÍRITO SANTO, aliada à fé verdadeira e à santidade. Cinco outras parábolas contendo a lição da perseverança são: O Semeador (Lc 8.4-15); O Servo Vigilante (Lc 12.35-40); O Mordomo Fiel (Lc 12.42-48); O Construtor da Torre (Lc 14.28-30); e O Sal Degenerado (Lc 14.34,35).
Verdade Prática:
O crente deve zelar pela sua vida espiritual, mantendo-se em comunhão com o ESPÍRITO SANTO e perseverando na fé para que não seja surpreendido na volta de JESUS.
Quanto aos crentes vivos, antes da tribulação, CRISTO lhes diz que ninguém pode calcular, nem sequer fazer uma estimativa do dia da sua volta para buscá-los (vv. 42-44). Por isto, devem estar prontos a qualquer momento, porque Ele voltará para os levar ao céu, i.e., à casa do seu Pai (Jo 14.2,3), numa hora em que não pensam que Ele virá.
Leitura Diária:
Segunda 2 Pe 3.8-14 A promessa infalível
2Pe 3.8Mas, amados, não ignoreis uma coisa: que um dia para o Senhor é como mil anos, e mil anos, como um dia.9O Senhor não retarda a sua promessa, ainda que alguns a têm por tardia; mas é longânimo para convosco, não querendo que alguns se percam, senão que todos venham a arrepender-se.10Mas o Dia do Senhor virá como o ladrão de noite, no qual os céus passarão com grande estrondo, e os elementos, ardendo, se desfarão, e a terra e as obras que nela há se queimarão.11Havendo, pois, de perecer todas estas coisas, que pessoas vos convém ser em santo trato e piedade,12aguardando e apressando-vos para a vinda do Dia de DEUS, em que os céus, em fogo, se desfarão, e os elementos, ardendo, se fundirão?
13Mas nós, segundo a sua promessa, aguardamos novos céus e nova terra, em que habita a justiça.14Pelo que, amados, aguardando estas coisas, procurai que dele sejais achados imaculados e irrepreensíveis em paz.

3.8 UM DIA… COMO MIL ANOS. DEUS olha o tempo sob a perspectiva da eternidade (cf. Sl 90.4). Mil anos para DEUS é diferente de mil anos para os seres humanos. DEUS pode realizar num só dia o que julgamos que levaria mil anos; assim como Ele pode levar mil anos para realizar algo que 
gostaríamos de ver feito num só dia.
3.9 NÃO QUERENDO QUE ALGUNS SE PERCAM. A demora na volta de CRISTO tem a ver com a pregação do evangelho do reino ao mundo inteiro (Mt 24.14). DEUS quer que todos ouçam o evangelho, pois não deseja que ninguém pereça eternamente (1 Tm 2.4; ver Ez 33.11; Jo 3.10). Isso não significa que todos serão salvos, porque se alguém rejeitar a graça e a salvação divinas, tal pessoa permanecerá perdida.
3.10 O DIA DO SENHOR. Esta expressão refere-se aos eventos que começam com a volta de CRISTO para arrebatar a sua igreja ao seu encontro nos ares e culmina com a destruição dos céus e terra atuais e com a criação dos novos céus e da nova terra (Ap 21,22; ver Jl 1.14; Sf 1.7; 1 Ts 5.2). O início do dia do Senhor ocorrerá num tempo ainda ignorado e será assinalado por rapidez inesperada (Ver Mt 24.42-44 )
3.11 SANTIDADE E PIEDADE. Sabendo que DEUS dentro em breve destruirá o mundo e julgará os ímpios, não devemos nos apegar ao sistema deste mundo, nem às suas coisas. Nossos valores, alvos e propósitos na vida devem centrar-se em DEUS e na esperança de novos céus e terra (v. 13)
3.12 APRESSANDO-VOS PARA A VINDA DO DIA DE DEUS. A igreja pode contribuir para encurtar o tempo que precede a volta de CRISTO, mediante (1) maior dedicação ao evangelismo e à obra missionária mundial (v. 9; Mt 24.14), e (2) ao desejo intenso da sua vinda, expresso na oração: “Certamente, cedo vem” (Ap 22.20; cf. Mt 6.10).
3.13 AGUARDAMOS NOVOS CÉUS. Ver Hb 11.10 = Abraão sabia que a terra que lhe fora prometida, aqui no mundo, não era o fim da sua jornada. Pelo contrário, o fim era bem além, na cidade celestial, que DEUS preparara para seus servos fiéis. Abraão serve de exemplo a todo o povo de DEUS; devemos 
reconhecer que estamos apenas de passagem neste mundo, caminhando para nosso verdadeiro lar no céu. Não devemos pensar em segurança plena neste mundo, nem ficar fascinados por ele (vv. 14,16; 13.14). Devemos nos considerar estrangeiros e exilados na terra. Esta não é a nossa pátria, mas território estrangeiro; o fim da nossa peregrinação será uma pátria melhor (v.16), a “Jerusalém celestial” (12.22) e a “cidade permanente” (13.14).

Terça  Ef 5.27 Como a noiva de CRISTO deve aguardá-lo

27 para a apresentar a si mesmo igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, mas santa e irrepreensível.
2 Coríntios 11.2 Porque estou zeloso de vós com zelo de DEUS; porque vos tenho preparado para vos apresentar como uma virgem pura a um marido, a saber, a CRISTO.
Colossenses 1.22 no corpo da sua carne, pela morte, para, perante ele, vos apresentar santos, e irrepreensíveis, e inculpáveis,

Quarta Tt 2.13; Fp 3.20,21 A esperança do crente

Tt 2.13aguardando a bem-aventurada esperança e o aparecimento da glória do grande DEUS e nosso Senhor JESUS CRISTO,
A BEM-AVENTURADA ESPERANÇA. A “bem-aventurada esperança” pela qual todo cristão deve ansiar é o “aparecimento da glória do grande DEUS e nosso Senhor JESUS CRISTO” e a nossa união com Ele por toda a eternidade (ver Jo 14.3). Essa esperança pode ser concretizada a qualquer momento (cf. Mt 24.42; Lc 12.36-40; Tg 5.7-9). Assim sendo, os cristãos nunca devem abrir mão da sua expectativa mantida em oração de que talvez ainda hoje a trombeta soará e o Senhor voltará
Fp 3.20Mas a nossa cidade está nos céus, donde também esperamos o Salvador, o Senhor JESUS CRISTO,21que transformará o nosso corpo abatido, para ser conforme o seu corpo glorioso, segundo o seu eficaz poder de sujeitar também a si todas as coisas.
NOSSA CIDADE ESTÁ NOS CÉUS. O termo “cidade” aqui (gr. politeuma) significa “cidadania” ou “pátria”. Paulo ressalta que os cristãos já não são cidadãos deste mundo: tornaram-se estranhos e peregrinos na terra (Rm 8.22-24; Gl 4.26; Hb 11.13; 12.22,23; 13.14; 1 Pe 1.17; 2.11). (1) No que diz respeito ao nosso comportamento, valores e orientação na vida, o céu é agora a nossa cidade. Nascemos de novo (Jo 3.3); nossos nomes estão registrados nos livros do céu (4.3); nossa vida está orientada por padrões celestiais, e nossos direitos e herança estão reservados no céu. (2) É para o céu que nossas orações sobem (2 Cr 6.21; 30.27) e para onde nossa esperança está voltada. Muitos dos nossos amigos e familiares já estão lá, e nós também estaremos ali dentro em breve. JESUS também está ali, preparando-nos um lugar. Ele prometeu voltar e nos levar para junto dEle (ver Jo 14.2,3; cf. Jo 3.3; 14.1-4; Rm 8.17; Ef 2.6; Cl 3.1-3; Hb 6.19,20; 12.22-24; 1 Pe 1.4,5; Ap 7.9-17). Por essas razões, desejamos profundamente uma cidade melhor, ou seja: a cidade celestial. Por isso, DEUS não se envergonha de ser chamado nosso DEUS, e Ele já nos preparou uma cidade eterna (Hb 11.16)

Quinta Ap 3.11-13; 20-22 A advertência do ESPÍRITO SANTO às Igrejas

Ap 3.11Eis que venho sem demora; guarda o que tens, para que ninguém tome a tua coroa.12A quem vencer, eu o farei coluna no templo do meu DEUS, e dele nunca sairá; e escreverei sobre ele o nome do meu DEUS e o nome da cidade do meu DEUS, a nova Jerusalém, que desce do céu, do meu DEUS, e também o meu novo nome.13Quem tem ouvidos ouça o que o ESPÍRITO diz às igrejas.
Filipenses 4.5 Seja a vossa eqüidade notória a todos os homens. Perto está o Senhor.
Apocalipse 1.3 Bem-aventurado aquele que lê, e os que ouvem as palavras desta profecia, e guardam as coisas que nela estão escritas; porque o tempo está próximo.
Apocalipse 22. 12 E eis que cedo venho, e o meu galardão está comigo para dar a cada um segundo a sua obra.
Ap 3.20Eis que estou à porta e bato; se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa e com ele cearei, e ele, comigo.21Ao que vencer, lhe concederei que se assente comigo no meu trono, assim como eu venci e me assentei com meu Pai no seu trono.22Quem tem ouvidos ouça o que o ESPÍRITO diz às igrejas.
Lucas 12.37 Bem-aventurados aqueles servos, os quais, quando o Senhor vier, achar vigiando! Em verdade vos digo que se cingirá, e os fará assentar à mesa, e, chegando-se, os servirá.
João 14.23 JESUS respondeu e disse-lhe: Se alguém me ama, guardará a minha palavra, e meu Pai o amará, e viremos para ele e faremos nele morada.

Sexta Ap 22.17,20 O clamor do ESPÍRITO

17E o ESPÍRITO e a esposa dizem: Vem! E quem ouve diga: Vem! E quem tem sede venha; e quem quiser tome de graça da água da vida.18Porque eu testifico a todo aquele que ouvir as palavras da profecia deste livro que, se alguém lhes acrescentar alguma coisa, DEUS fará vir sobre ele as pragas que estão escritas neste livro;19e, se alguém tirar quaisquer palavras do livro desta profecia, DEUS tirará a sua parte da árvore da vida e da Cidade Santa, que estão escritas neste livro.20Aquele que testifica estas coisas diz: Certamente, cedo venho. Amém! Ora, vem, Senhor JESUS!
Sábado Ap 21.7,8; 22.14,15 Os vencedores e os vencidos
Ap 21.7Quem vencer herdará todas as coisas, e eu serei seu DEUS, e ele será meu filho.8Mas, quanto aos tímidos, e aos incrédulos, e aos abomináveis, e aos homicidas, e aos fornicadores, e aos feiticeiros, e aos idólatras e a todos os mentirosos, a sua parte será no lago que arde com fogo e enxofre, o que é a segunda morte.
QUEM VENCER. O próprio DEUS declara quem herdará as bênçãos do novo céu e da nova terra: aqueles que perseverarem fielmente como vencedores em CRISTO (ver 2.7). Quem viveu no pecado e na iniqüidade será lançado no lago de fogo
Ap 22.14Bem-aventurados aqueles que lavam as suas vestiduras no sangue do Cordeiro, para que tenham direito à árvore da vida e possam entrar na cidade pelas portas.15Ficarão de fora os cães e os feiticeiros, e os que se prostituem, e os homicidas, e os idólatras, e qualquer que ama e comete a mentira.
Apocalipse 21.27
E não entrará nela coisa alguma que contamine e cometa abominação e mentira, mas só os que estão inscritos no livro da vida do Cordeiro.
Apocalipse 21.2 E eu, João, vi a Santa Cidade, a nova Jerusalém, que de DEUS descia do céu, adereçada como uma esposa ataviada para o seu marido.
Apocalipse 21.6 E disse-me mais: Está cumprido; Eu sou o Alfa e o Ômega, o Princípio e o Fim. A quem quer que tiver sede, de graça lhe darei da fonte da água da vida.

Leitura Bíblica Em Classe: MATEUS 25.1-13
1Então, o Reino dos céus será semelhante a dez virgens que, tomando as suas lâmpadas, saíram ao encontro do esposo.2E cinco delas eram prudentes, e cinco, loucas.3As loucas, tomando as suas lâmpadas, não levaram azeite consigo.4Mas as prudentes levaram azeite em suas vasilhas, com as suas lâmpadas.5E, tardando o esposo, tosquenejaram todas e adormeceram.6Mas, à meia-noite, ouviu-se um clamor: Aí vem o esposo! Saí-lhe ao encontro!7Então, todas aquelas virgens se levantaram e prepararam as suas lâmpadas.8E as loucas disseram às prudentes: Dai-nos do vosso azeite, porque as nossas lâmpadas se apagam.9Mas as prudentes responderam, dizendo: Não seja caso que nos falte a nós e a vós; ide, antes, aos que o vendem e comprai-o para vós.10E, tendo elas ido comprá-lo, chegou o esposo, e as que estavam preparadas entraram com ele para as bodas, e fechou-se a porta.11E, depois, chegaram também as outras virgens, dizendo: Senhor, senhor, abre-nos a porta!12E ele, respondendo, disse: Em verdade vos digo que vos não conheço.13Vigiai, pois, porque não sabeis o Dia nem a hora em que o Filho do Homem há de vir.
25.1 A PARÁBOLA DAS DEZ VIRGENS. Esta parábola ressalta o fato que todos os crentes devem constantemente examinar sua vida espiritual, tendo em vista a vinda de CRISTO num tempo desconhecido e inesperado. Devem perseverar na fé, para que uma vez chegados o dia e a hora, sejam levados pelo Senhor na sua volta (v. 10). Estar sem comunhão pessoal com o Senhor quando Ele voltar, significa ser lançado fora da sua presença e do seu reino. 
(1) O que faz a diferença entre o néscio e o sábio é aquele (louco) não reconhecer que o Senhor, ao voltar (ver Jo 14.3), virá num tempo em que não é aguardado, nem precedido de sinais visíveis específicos (v. 13; ver 24.36,44). 
(2) CRISTO mostra aqui e em Lc 18.8 que uma grande parte dos crentes estará despreparada no momento da sua volta (vv. 8-13). CRISTO deixa, pois, claro que Ele não vai esperar até que todas as igrejas locais estejam preparadas para a sua vinda. (3) Note-se que todas as dez virgens (tanto as prudentes como as loucas) foram surpreendidas, ao vir o noivo (vv. 5-7). Isto indica que a parábola das dez virgens refere-se aos crentes vivos antes da tribulação e não àqueles durante a tribulação, os quais terão sinais específicos precedendo a volta de CRISTO no final da tribulação.
25.4 AZEITE. JESUS, numa série de ilustrações, ressalta a necessidade de fidelidade e vigilância do crente até que Ele volte. A parábola das dez virgens destaca a urgente necessidade disso, pelo fato de CRISTO vir numa data imprevisível. Na vossa paciência , disse JESUS, possuí a vossa alma (ver Lc 2l.19). O azeite nesta parábola representa no crente a presença permanente do ESPÍRITO SANTO, aliada à fé verdadeira e à santidade. Cinco outras parábolas contendo a lição da perseverança são: O Semeador (Lc 8.4-15); O Servo Vigilante (Lc 12.35-40); O Mordomo Fiel (Lc 12.42-48); O Construtor da Torre (Lc 14.28-30); e O Sal Degenerado (Lc 14.34,35).
Objetivos: Após esta aula, seu aluno deverá estar apto a:
1- Relacionar a obra do ESPÍRITO SANTO e a segunda vinda de CRISTO.
2- Descrever as mensagens de despertamento que os apóstolos escreveram.
3- Citar as manifestações do caráter santo do ESPÍRITO.
Comentários: Introdução:

A VOLTA DE JESUS SERÁ:
Os eleitos:
Entre nuvens: Mt 24.30; 26.64; Ap 1.7
Devem considerá-la como eminente: Rm 13.12; Fp 4.5; 1 Pe 4.7
Na glória de Deus: Mt 16.27
A Benção de estarem preparados: Mt 24.46; Lc 12.37,39
Na sua própria glória: Mt 25.31
Amam-na: 2 Tm 4.8- Reinarão com Ele: Dn 7.27; 2 Tm 2.12; Ap 5.10; 20.6;22.5
Em fogo: 2 Ts 1.8
Esperam-na: Fp 3.20; Tt 2.13
Com poder: Mt 24.30
Aguardam-na: 1 Co 1.7; 1 Ts 1.10
Acompanhada por anjos: Mt 16.27; 25.31; Mc 8.38; 2 Ts 1.7
Apressam-na: 2 Pe 3.12 - Serão semelhantes a Cristo: Fp 3.21; 1 Jo 3.2
Com seus santos: 1 Ts 5.2; Jd 14
Oram por ela: Ap 22.20 - Aparecerão com Ele: Cl 3.4
Subitamente: Mc 13.36
Preparados: Mt 24.44; Lc 12.40 - Receberão a coroa: 2 Tm 4.8; 1 Pe 5.4
Inesperada: Mt 24.44; Lc 12.40; 1 Ts 5.2; 2 Pe 3.10; Ap 16.15
Vigilantes: Mt 24.42; Mc 13.35-37; Lc 21.36
Como o relâmpago: Mt 24.27
Aguardam-na pacientemente: 2 Ts 3.5; Tg 5.7,8
Com ressurreição de mortos: 1 Ts 4.16
Preservados: Fp 1.6; 2 Tm 4.18; 1 Pe 1.5; Jd 24
Com arrebatamento: 1 Ts 4.17
Não se envergonham da mesma: 1 Jo 2.28; 1 Jo 4.17
I. A MENSAGEM DOS APÓSTOLOS SOBRE A VINDA DE JESUS
Todos os Apóstolos tinham como pregação básica a volta do amado mestre e Senhor, pois sentiam profundamente a falta daquele amigo e companheiro que os ensinava a amara ao PAI, confiando num futuro glorioso.

1. Paulo.
Alegrou-se com a igreja de Tessalônica e confirmou para os cristãos dali: “pois eles mesmos, no tocante a nós, proclamam que repercussão teve o nosso ingresso no vosso meio, e como, deixando os ídolos, vos convertestes a Deus, para servirdes o Deus vivo e verdadeiro e para aguardardes dos céus o seu Filho, a quem ele ressuscitou dentre os mortos, Jesus, que nos livra da ira vindoura” (1 Ts 1.9-10). E a Timóteo ele fez saber: “já agora a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, reto juiz, me dará naquele Dia; e não somente a mim, mas também a todos quantos amam a sua vinda” (2 Tm 4.8).
O apóstolo Paulo em sua l ª Epístola aos crentes de Corinto, nos revela um grande mistério: “Na verdade, nem todos dormiremos, mas todos seremos transformados, num momento, num abrir e fechar de olhos, ante a última trombeta; porque a trombeta soará, e os mortos ressuscitarão, e nós seremos transformados”.(I Cor 15.51-54)
Que revelação extraordinária, na vinda do Senhor, nossos corpos serão transformados e receberemos um corpo glorioso semelhante ao de JESUS, “porque convém que isto que é corruptível se revista da incorruptibilidade, e que isto que é mortal se revista da imortalidade” (I Cor 15.53) “… Então cumprir-se-á a palavra que está escrita: Tragada foi a morte na vitória”.
Todos os cristãos serão vivificados em CRISTO. Mas cada um por sua ordem: CRISTO, as primícias, depois os que são de CRISTO, na sua vinda (I Cor 15.23).
Muitas pessoas só têm se preocupado com os cuidados e afazeres desta vida, mas é necessário buscar primeiro o reino de DEUS e a sua justiça, e todas as demais coisas nos serão acrescentadas (Mt 6.33). As coisas inerentes a DEUS devem ter prioridade em nossas vidas, pois “a nossa cidade está nos céus, donde também esperamos o Salvador, o Senhor JESUS CRISTO, que transformará o nosso corpo abatido para ser conforme o seu corpo glorioso…” (Fp 3.20,21 a).
Em sua 1ª Epístola aos Tessalonicenses, Paulo torna a falar acerca da ressurreição e vinda de CRISTO:
“Dizemo-vos, pois, isto, pela palavra do senhor: Que nós, os que ficarmos vivos para a vinda do Senhor, não precederemos os que dormem. Porque o mesmo Senhor descerá do céu com alarido e com voz de arcanjo e com a trombeta de DEUS; e os que morreram em CRISTO ressuscitarão primeiro; depois nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens, a encontrar o Senhor nos ares, e assim estaremos para sempre com o Senhor”.(I Tes 4.15-17)
Imagine isso! De todos os confins da terra pessoas serão arrebatadas dentre as massas humanas, mas todas irão numa só direção: ao encontro de JESUS nos ares. Para o mundo será um mistério quando num momento, em meio as mais diferentes e costumeiras atividades cotidianas, multidões desaparecerão da terra de maneira sobrenatural e misteriosa.
Esse acontecimento passará desapercebido para muitos. Só depois é que irão dar falta, quando a imprensa falada e escrita, através dos meios de comunicação, noticiar o desaparecimento de milhões de pessoas em todo o globo terrestre.

O SENHOR JESUS DISSE( João 14:1-3 )
 PAULO APOSTOLO RECEBE A REVELAÇÃO ( I Te 4:13-18 )
Não se turbe v.1 
Não vos entristeçais v.13
Credes v.1
Cremos v.14
Deus, mim v.1
Jesus, Deus v.14
Vo-lo teria dito v.1
Dizemo-vos v.15
Vos levarei v.3
Vinda do Senhor v.15
Para mim mesmo v.3
Ao encontrar o Senhor
Onde estiver, estejais vós também v.3
Estaremos sempre com o Senhor v.17
   (Stanly Ellissen-Biography of Great Planet) página 112
2. Pedro. Uma afirmação de Pedro, que se ajusta muito bem à parábola das dez virgens, mostra quanto o tempo dos apóstolos ainda era impregnado pela expectativa da volta de Jesus: “Temos, assim, tanto mais confirmada a palavra profética, e fazeis bem em atendê-la, como a uma candeia que brilha em lugar tenebroso, até que o dia clareie e a estrela da alva nasça em vosso coração” (2 Pe 1.19).
Nos últimos dias, disse Pedro “… virão escarnecedores com seus escárnios, andando segundo suas próprias paixões, e dizendo: onde está a promessa da sua vinda?” Porque desde  meninos ouviram falar e hoje são adultos e Ele ainda não veio. Um dia vem após o outro e todas as coisas permanecem como desde o principio da criação. E zombam dizendo: ” Isso é conversa dos crentes”. Dando de ombro saem sem dar a menor importância.
“Mas amados, não ignoreis uma coisa: que um dia para o Senhor é como mil anos, e mil anos como um dia. O Senhor não retarda a sua promessa ainda que alguns a têm por tardia: mas é longânimo para convosco, não querendo que alguns se percam, se não que todos venham a arrepender-se.” (II Pe 3.8,9).
Não tendo em conta os tempos de ignorância, DEUS anuncia agora a todos os homens e em todo o lugar, que se arrependam “Arrependei-vos, pois, e convertei-vos, para que sejam apagados os vossos pecados, e venham a ser os tempos do refrigério pela presença do Senhor” (At. 3.19) 
Com certeza, o caos e o pânico tomarão conta do planeta terra. Haverá tristeza e pranto. Angústia e desespero pela falta de parentes. Uma grande expectativa tomará conta de todos. Virão escarnecedores e enganarão o povo. Levantar-se-á a hipótese de terem sido discos voadores, mas os muitos milhões de desviados saberão que foi CRISTO que voltou e levou Sua Igreja para o céu. Mas será tarde demais, o Senhor já terá levado os seus remidos; seremos arrebatados repentinamente, num momento terá acontecido, antes que se perceba.
Nós o esperamos todos os dias, porque sabemos como será, mas não podemos dizer exatamente quando será “por isso estai vós apercebidos também; porque o Filho do homem há de vir à hora em que não penseis”.(Mt 24.44)
Há quase 2.000 anos veio humilde, montado num jumentinho. Não tinha onde reclinar a cabeça; veio como servo veio para servir. Agora virá como Rei. Rei dos reis e Senhor dos senhores, com poder e grande glória.
É bom frisar e deixar bem claro que a 2ª Vinda de CRISTO abrange duas fases distintas: Na primeira Ele virá nas nuvens para arrebatar a Sua Igreja. A Segunda fase se refere à manifestação visível e pessoal de JESUS, no final da Grande Tribulação, quando Ele assombrará o mundo com o seu poder e o resplendor de Sua presença. Então julgará as nações e estabelecerá o Milênio na terra.
“Ora, o fim de todas as coisas está próximo” (1 Pedro 4:7).
3. João. 
    Revelação de Jesus Cristo, a qual Deus lhe deu para mostrar aos seus servos as coisas que brevemente devem acontecer; e pelo seu anjo as enviou e as notificou a João, seu servo, o qual testificou da palavra de Deus, e do testemunho de Jesus Cristo, e de tudo o que tem visto. (Apoc. 1:1-2)
Portanto estamos diante de uma revelação de Deus, que está sendo dada aos homens, mostrando as coisas que deverão acontecer em um futuro muito próximo.
João estava exilado na ilha de Patmos quando recebeu esta revelação através de um anjo. Este fato aconteceu por volta do ano 95 ou 96 de nossa era, portanto, aproximadamente 60 anos após a morte e ressurreição de Jesus Cristo.
“… quando ele se manifestar seremos semelhantes a ele; porque assim como é o veremos”.(I Jo 3.2 b)
No apocalipse se vê que João conscientemente é influenciado pelo ESPÍRITO (1.10; 4.2); e a mensagem dirigida à sete igrejas é a mensagem do ESPÍRITO (2.7,11,17,29).
Assim como nosso Senhor Jesus Cristo é o personagem central do Apocalipse, a segunda vinda de Cristo em glória e majestade é o acontecimento mais importante deste livro protético. Cada cena do estremecedor drama profético do Apocalipse aponta para o retorno de Jesus. É a culminação do grande conflito entre o bem e o mal, e o momento em que Satanás será acorrentado e finalmente destruído.
Os anjos de Jesus recolherão a todos os escolhidos ou fiéis. Os que morreram amparados pela graça de Deus, havendo aceitado a Jesus como seu Salvador e Mediador, ressuscitarão ( 1 Tessalonicenses 4:13-16 ), e formarão um mesmo grupo com os fiéis crentes em Jesus que estarão vivos. Todos ascenderão nas nuvens para estar sempre com o Senhor ( 1 Tessalonicenses 4:17 ). A ascensão será possível porque o Senhor transformará nosso corpo à semelhança do que Ele tinha ao ascender ao Céu ( 1 Coríntios 15:51-54; Filipenses 3:20, 21 ).
A diferença entre quem será salvo ou quem será condenado não obedece a discriminações. Esta determinada pela aceitação ou rejeição de Cristo. (Veja a importante revelação feita por Jesus e registrada por João o autor do livro de Apocalipse em São João 3:16-18).
4. Judas. 
    Aguardemos a bem-aventurada esperança. Os escarnecedores não querem, de forma alguma, que creiamos na segunda vinda de Nosso Senhor. Por isso zombam eles dessa doutrina, menosprezando-a e desacreditando-a. Todavia, como ressalta Pedro, virá o Senhor como ladrão, surpreendendo-os em seus delitos, enganos e pecados (2 Pe 3.10).
Aguardemos, pois, a vinda de Cristo Jesus. Ele pode vir agora mesmo para arrebatar a sua Igreja. Você está preparado?
5. Tiago. 
Nossa tarefa é a semeadura, mas aquele dia e hora pertencem ao Pai e a ninguém mais.
                          “A vinda do Senhor está próxima”. Você crê nessa afirmativa? Talvez você esteja a pensar : Tiago escreveu isso há centenas de anos e até agora Cristo não voltou. Será que ele não exagerou ao dizer isso aos crentes de sua época?
                        É preciso reconhecer que os escritores do NT consideravam a vinda de Jesus como algo próximo. O fato de não ter se concretizado naqueles dias não deve nos levar a descrer das Escrituras, tampouco presumir que o Senhor não vem mais. Ele vem. A Bíblia afirma que Ele vem.Nossa história terá o capítulo final!                         Devemos acautelar-nos contra a precipitação de marcarmos  datas para a volta de Cristo, como fazem alguns,  até conhecidos nossos. Dois textos devem vir ä nossa mente: Mateus 24:36 e Mateus 24:46.
                          Quando passarmos por tribulações que antecederão a vinda de Cristo seremos certamente tentados a nos queixarmos. As dificuldade da vida e a pressão contra os filhos de Deus podem criar uma necessidade de se reclamar, como que num desabafo. Lembremos que as murmurações de Israel quando de sua peregrinação no deserto foram todas punidas. Deus pune o ESPÍRITO de murmuração. Por isso que Tiago diz: “Para que não sejais julgados.”

II. O ESPÍRITO SANTO MANTÉM NOSSA LÂMPADA ACESA

O derramamento pentecostal para a renovação da Igreja tem implicado num renovado e redobrado zelo evangelístico e missionário. Nestes últimos anos da presente década, a Igreja vem sendo despertada pelo ESPÍRITO SANTO para empreender um maciço, profundo e total avanço na conquista de almas para o reino de DEUS, por todos os meios disponíveis, por todos os crentes, em todos os lugares, e entre todos os povos.

1. Precisamos estar abertos para a operação do ESPÍRITO. 
O ESPÍRITO SANTO fala quase imperceptível e inaudível ao ser humano, é voz espiritual, é preciso ter sensibilidade espiritual para ouví-Lo. É preciso dar lugar ao ESPÍRITO SANTO para que ELE haja nas circunstâncias adversas de nossa caminhada aqui na terra.
2. O crente cuja lâmpada está acesa.
Lâmpada acesa fala de comunhão com o ESPÍRITO SANTO. Acesa porque o fogo é resultado da presença de DEUS.
a) É uma vida na expectativa do clamor da meia-noite (Mt 25.6).
Todo o tempo o crente está na expectativa da volta de seu Senhor, mantendo a comunhão com o ESPÍRITO SANTO.
b) É uma vida que sabe orar conforme a última oração registrada na Bíblia: “Ora, vem, Senhor JESUS!” (Ap 22.20).
Desejar a vinda de JESUS é obrigação e dever de todo o crente, pois quem é que ama e não deseja estar perto? Qual noiva ama e não deseja conhecer mais de seu amado, de estar juntinho dele?
c) É uma vida que espera (Lc 12.36) e ama (2 Tm 4.8) a vinda de JESUS.
Ansiosamente esperamos pelo nosso rapto desta terra e de nossos temores e tremores. Desejamos ardentemente a vinda de nosso Senhor e Mestre para nos levar para morarmos para sempre com ELE.

III. QUANDO A NOSSA LÂMPADA ESTÁ ACESA

De que modo as dez virgens foram ao encontro do Senhor? Com suas candeias acesas. Isso simboliza a palavra profética, que deve ser colocada no velador. A exortação do Senhor Jesus é: “Cingido esteja o vosso corpo, e acesas, as vossas candeias. Sede vós semelhantes a homens que esperam pelo seu senhor, ao voltar ele das festas de casamento; para que, quando vier e bater à porta, logo lha abram” (Lc 12.35-37). De fato, a era da igreja primitiva era fortemente caracterizada pela espera pelo Senhor, como Jesus disse na parábola: “Então, o reino dos céus será semelhante a dez virgens que, tomando as suas lâmpadas, saíram e encontrar-se com o noivo”.

1. Evidências da nossa lâmpada acesa

a. A chama do ESPÍRITO SANTO é chama de santidade. 
1Pe 1.2 “Eleitos segundo a presciência de Deus Pai, em santificação do Espírito, para a obediência e aspersão do sangue de Jesus Cristo: graça e paz vos sejam
multiplicadas”.
Santificação (gr. hagiasmos) significa “tornar santo”, “consagrar”, “separar do mundo” e “apartar-se do pecado”, a fim de termos ampla comunhão com Deus e servi-lo com alegria.
Os filhos de Deus são santificados mediante a fé (At 26.18), pela união com Cristo na sua morte e ressurreição (Jo 15.4-10; Rm 6.1-11; 1 Co 130), pelo sangue
de Cristo (1Jo 1.7-9), pela Palavra (Jo 17.17) e pelo poder regenerador e santificador do Espírito Santo no seu coração (Jr 31.31-34; Rm 8.13; 1Co 6.11; 1Pe 1.2; 2Ts 2.13).

b. A chama do ESPÍRITO é chama de amor. 

1Co 13 =  O MAIOR… É O AMOR. Este capítulo deixa claro que um caráter semelhante ao de Cristo, Deus o enaltece acima do ministério, da fé ou da posse dos dons espirituais. (1) Deus valoriza e destaca o caráter que age com amor, paciência (v. 4), benignidade (v. 4), altruísmo (v. 5), aversão ao mal e amor à verdade (v.6), honestidade (v.6), e perseverança na retidão (v. 7), muito mais do que a fé que move montanhas ou realiza grandes feitos na igreja (vv. 1,2,8,13). (2) Os maiores no reino de Deus serão aqueles que aqui se distinguem em piedade interior e no amor a Deus, e não aqueles que se notabilizam pelas realizações exteriores (ver Lc 22.24-30 nota). O amor de Deus derramado dentro do coração do crente pelo Espírito Santo, é sempre maior do que a fé, a esperança, ou qualquer outra coisa (Rm 5.5).

c. A chama do ESPÍRITO é chama de esperança. 
Os cristãos experimentam o amor de Deus
nos seus corações, pelo Espírito Santo; especialmente em tempos de aflição. O verbo “derramar” está no tempo pretérito perfeito contínuo, significando que o Espírito continua a fazer o amor transbordar em nossos corações. É essa experiência sempre presente do amor de Deus, que nos sustenta na tribulação (v. 3) e nos assegura que nossa esperança da glória futura não é ilusória (vv. 4,5). A volta de Cristo para nos buscar é certa.
2. Quatro bênçãos de uma lâmpada espiritual acesa.
As virgens prudentes tinham suas lâmpadas bem acesas e brilhantes - elas serviam para iluminar a chegada do noivo. Elas fizeram aquilo que Jesus havia exigido: deixaram suas luzes brilhar e esperavam por Ele. Elas firmaram-se na palavra profética e deram-lhe atenção “como a uma candeia que brilha em lugar tenebroso, até que o dia clareie e a estrela da alva nasça em vosso coração”.
a. As trevas se dissipam. 
Onde a luz entra, as trevas saem. Diz-se numa historinha infantil que a Caverna um dia convidou ao Sol para conhecer sua escuridão, porém ao entrar na Caverna o Sol perguntou para a mesma: - Onde estão as trevas de que a senhora tanto falava? Com a presença da luz de CRISTO que está no crente não há lugar para as trevas onde quer que estejamos (Mt 5.14).
b. Nossa vida é diferente.
O homem é produto do meio em que vive. Fala o que sempre escuta, se veste de acordo com a moda de onde reside, gosta das músicas de acordo com sua região, come de acordo com os costumes de seu povo e tem a religião de sua maioria; porém o crente é cidadão do céu: - Fala a Palavra de DEUS, Se veste como santo, Ouve hinos de louvor e adoração a DEUS, Não é glutão e só tem JESUS CRISTO como Senhor e Salvador de sua vida, vivendo em comunhão com o ESPÍRITO SANTO, sendo guiado pelo mesmo e é sempre fiel a DEUS onde quer que esteja. 
Nossa atitude nessa separação do mal, deve ser de (a) ódio ao pecado, à impiedade e à conduta de vida corrupta do mundo (Rm 12.9; Hb 1.9; 1Jo 2.15), (b) oposição à falsa doutrina (Gl 1.9), (c) amor genuíno para com aqueles de quem devemos nos separar (Jo 3.16; 1Co 5.5; Gl 6.1; cf. Rm 9.1-3; 2Co 2.1-8; 11.28,29; Jd v. 22) e (d) temor de Deus ao nos aperfeiçoarmos na santificação (7.1).

c. Temos clara visão das belezas de CRISTO.

O crente é atraído pelas maravilhosas Palavras de seu mestre (Jo 6.63; 7.46), sente o suave perfume de CRISTO  (2Co 2.15)
d. Passamos a ser uma bênção para os outros.
Mt 5.13 Vós sois o sal da terra; le, se o sal for insípido, com que se há de salgar? Para nada mais presta, senão para se lançar fora e ser pisado pelos homens.
14 Vós sois a luz do mundo; não se pode esconder uma cidade edificada sobre um monte;15 nem se acende a candeia ne se coloca debaixo do alqueire, mas, no velador, e dá luz a todos que estão na casa.16 Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, espera que vejam as vossas boas obras e
glorifiquem o vosso Pai, que está nos céus.
SAL DA TERRA. Os cristãos são o sal da terra . Dois dos valores do sal são: o sabor e o poder de preservar da corrupção. O cristão e a igreja, portanto, devem ser exemplos para o mundo e, ao mesmo tempo, militarem contra o mal e a corrupção na sociedade. (1) As igrejas mornas apagam o poder do Espírito Santo e deixam de resistir ao espírito predominante no mundo. Elas serão lançadas fora por Deus (ver Ap 3.16 nota). (2) Tais igrejas serão destruídas, pisoteadas
pelos homens (v.13); i.e., os mornos serão destruídos pelos maus costumes e pelos baixos valores da sociedade ímpia (cf. Dt 28.13,43,48; Jz 2.20-22).
 
IV. COMO PODEMOS TER O ÓLEO DO ESPÍRITO RENOVADO
Sempre estar lendo a Palavra de DEUS, Orando e jejuando, ocupados fazendo a obra de DEUS, desejando ganhar almas, este é o segredo de estarmos sempre alegres e na presença de DEUS.

1. A luz tudo manifesta (Ef 5.13). 
Quem está em comunhão não teme a luz, pois vive nesta luz e não teme as trevas e nem o porvir.

2. Desperta tu que dormes, e levanta-te dentre os mortos (Ef 5.14). 
O dormir pode ser comparado ao dia mal, ao tempo de tribulação, aos dias em que nos descuidamos da Palavra e DEUS e da oração. Temos que nos levantar diante do externo e nos lembrarmos de que somos filhos de DEUS, somos mais do que vencedores, somos libertos do mal.

3. E CRISTO te esclarecerá (Ef 5.14). 
“Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará” Esta é grande saída do crente, é através do conhecimento de DEUS através de sua Palavra e da amizade e comunhão com o ESPÍRITO SANTO que temos a certeza da salvação e da presença poderosa de DEUS conosco todos os dias de nossa vida.
CONCLUSÃO
A era dos apóstolos e os tempos pós-apostólicos (de Pentecostes até o início do século 3 d. C.)
Esse foi o tempo do primeiro amor, caracterizado por uma espera diária e viva pela volta de Jesus Cristo, que o Senhor descreve da seguinte maneira: “Então, o reino dos céus será semelhante a dez virgens que, tomando as suas lâmpadas, saíram a encontrar-se com o noivo” (Mt 25.1).
Na época dos apóstolos e nos primórdios da Igreja, a Palavra ainda era tão viva e eficaz entre os crentes, que eles esperavam constante e intensamente pelo Senhor e por Sua volta. Era costume na época, por exemplo, cumprimentar-se com a saudação “Maranata”, que significa “Vem, nosso Senhor!”
Havia nesse tempo um movimento evangelístico, orientado pelo Senhor, indo em Sua direção como que com tochas acesas e brilhantes. Em quase todas as suas cartas, os apóstolos escreviam sobre a esperança viva da volta de Jesus, apresentando-a às igrejas como sendo possível a qualquer momento.
E NÓS COMO ESTAMOS ESPERANDO A VINDA DE JESUS?
ENTENDENDO A PROMESSA DA SUA VINDA
O arrebatamento. A qualquer momento os crentes serão arrebatados da terra e levados vivos ao céu por Cristo, transformados naquele momento. A expressão “seremos arrebatados juntamente com eles” em 1 Ts 4.17, significa o ato em que o Senhor Jesus arrancará deste mundo a sua Igreja, como o noivo que vem buscar a sua noiva (Ef 5.22,23; Ap 21.9). Arrebatamento é o encontro do Senhor Jesus com a sua Igreja para a grande festa nupcial: “Regozijemo-nos, e alegremo-nos, e demos-lhe glória, porque vindas são as bodas do Cordeiro, e já a sua esposa se aprontou. E foi-lhe dado que se vestisse de linho fino, puro e resplandecente; porque o linho fino são as justiças dos santos” (Ap 19.7,8). A Igreja já se ataviou como noiva para receber o seu esposo, o Senhor Jesus. Essas bodas, porém, só poderão ser realizadas no céu, e não na terra. Os que antes morreram em Cristo ressuscitarão primeiro. Os que estiverem vivos nesta ocasião terão seus corpos transformados e serão arrebatados com os santos de todos os tempos, para encontrar com o Senhor nos ares.
Paulo chama o arrebatamento de “bendita esperança” (Tt 2.12, 13). Para ele, a esperança de estar com Cristo no céu era a principal motivação para uma vida piedosa. Ao ensinar a respeito da Ceia do Senhor mediante o pão e o cálice, Paulo observou que isto seria feito “até que Ele venha” (1 Co 11.26). Esta é a esperança inabalável do Cristianismo.
Deus revelou a Paulo em detalhes este glorioso e enigmático acontecimento. Porém, a base da esperança do crente em relação a este assunto está nas palavras do próprio Senhor Jesus: “Voltarei e vos receberei para mim mesmo, para que onde eu estiver estejais vós também”, Jo 14.3. Esta promessa foi feita na noite em que Ele foi traído. 
Entre as últimas palavras de Jesus estão as da sua volta: “Eis que presto venho!” (Ap 22.7,12). Os zombadores podem dizer: “Onde está a promessa da sua vinda?” (2 Pe 3.4). Deve-se lembrar, porém, que Deus não considera o tempo da mesma maneira que o homem: “Um dia para o Senhor é como mil anos, e mil anos, como um dia” (2 Pe 3.8). Para o crente, é melhor ocupar-se no Seu serviço, cumprindo as tarefas que Ele nos confia até que Ele volte (Mc 13.33,34; Lc 19.13).
Devemos, pois, estar alerta e vigilantes, cada um em sua própria posição (Mt 24.45-51; Mc 13.32-37; Lc 21.29-36) aguardando o glorioso dia da volta do Senhor Jesus. 
Aquele que professa uma religião formal, fria, sem vitalidade e sem fé, mesmo estando arrolado em uma igreja evangélica, poderá ficar aqui para o sofrimento da Grande Tribulação. O essencial para ser arrebatado é estar com Cristo no coração e permanecer fiel (Ap 2.10).
(site www,escoladominical.com.br)
O DIA DO SENHOR. Esta expressão refere-se aos eventos que começam com a volta de Cristo para arrebatar a sua igreja ao seu encontro nos ares e culmina com a destruição dos céus e terra atuais e com a criação dos novos céus e da nova terra (Ap 21,22; ver Jl 1.14 nota; Sf 1.7 nota; 1 Ts 5.2 nota). O início do dia do Senhor ocorrerá num tempo ainda ignorado e será assinalado por rapidez inesperada (Ver Mt 24.42-44)

Maranata = Expressão aramaica que significa Vem, Senhor nosso. Assim os cristãos primitivos professavam sua confiança na certeza da Segunda vinda de CRISTO.
Consciência = Voz secreta que temos na alma que aprova ou reprova nossos atos. É alimentada pelo direito natural que DEUS incutiu em cada ser humano. 
O ARREBATAMENTO DA IGREJA
1Ts 4.16,17 “Porque o mesmo Senhor descerá do céu com alarido, e com voz de arcanjo, e com a trombeta de DEUS; e os que morreram em CRISTO ressuscitarão primeiro; depois, nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens, a encontrar o Senhor nos ares, e assim estaremos sempre com o Senhor.”

O termo “arrebatamento” deriva da palavra raptus em latim, que significa “arrebatado rapidamente e com força”. O termo latino raptus equivale a harpazo em grego, traduzido por “arrebatado” em 4.17. Esse evento, descrito aqui e em 1Co 15, refere-se à ocasião em que a igreja do Senhor será arrebatada da terra para encontrar-se com Ele nos ares. O arrebatamento abrange apenas os salvos em CRISTO. 
(1) Instantes antes do arrebatamento, ao descer CRISTO do céu para buscar a sua igreja, ocorrerá a ressurreição dos “que morreram em CRISTO” (4.16). Não se trata da mesma ressurreição referida em Ap 20.4, a qual somente ocorrerá depois de CRISTO voltar à terra, julgar os ímpios e prender Satanás (Ap 19.11-20.3). A ressurreição de Ap 20.4 tem a ver com os mártires da tribulação e possivelmente com os santos do AT (ver Ap 20.6).
(2) Ao mesmo tempo que ocorre a ressurreição dos mortos em CRISTO, os crentes vivos serão transformados; seus corpos se revestirão de imortalidade (1Co 15.51,53). Isso acontecerá num instante, “num abrir e fechar de olhos” (1Co 15.52).
(3) Tanto os crentes ressurretos como os que acabaram de ser transformados serão “arrebatados juntamente” (4.17) para encontrar-se com CRISTO nos ares, ou seja: na atmosfera entre a terra e o céu.
(4) Estarão literalmente unidos com CRISTO (4.16,17), levados à casa do Pai, no céu (ver Jo 14.2,3), e reunidos aos queridos que tinham morrido (4.13-18).

(5) Estarão livres de todas as aflições (2Co 5.2,4; Fp 3.21), de toda perseguição e opressão (ver Ap 3.10), de todo domínio do pecado e da morte (1Co 15.51-56); o arrebatamento os livra da “ira futura” (ver 1.10; 5.9), ou seja: da grande tribulação.
(6) A esperança de que nosso Salvador logo voltará para nos tirar do mundo, a fim de estarmos “sempre com o Senhor” (4.17), é a bem-aventurada esperança de todos os redimidos (Tt 2.13). É fonte principal de consolo para os crentes que sofrem (4.17,18; 5.10).
(7) Paulo emprega o pronome “nós” em 4.17 por saber que a volta do Senhor poderia acontecer naquele período, e comunica aos tessalonicenses essa mesma esperança. A Bíblia insiste que anelemos e esperemos contínua e confiadamente a volta do nosso Senhor (cf. Rm 13.11; 1Co 15.51,52; Ap 22.12,20).
(8) Quem está na igreja mas não abandona o pecado e o mal, sendo assim infiel a CRISTO, será deixado aqui, no arrebatamento (ver Mt 25.1; Lc 12.45). Os tais ficarão neste mundo e farão parte da igreja apóstata (ver Ap 17.1), sujeitos à ira de DEUS.
(9) Depois do arrebatamento, virá o Dia do Senhor, um tempo de sofrimento e ira sobre os ímpios (5.2-10; ver 5.2). Seguir-se-á a segunda fase da vinda de CRISTO, quando, então, Ele virá para julgar os ímpios e reinar sobre a terra (ver Mt 24.42,44).
O PERÍODO DO ANTICRISTO
2Ts 2.3,4 “Ninguém, de maneira alguma, vos engane, porque não será assim sem que antes venha a apostasia e se manifeste o homem do pecado, 
o filho da perdição, o qual se opõe e se levanta contra tudo o que se chama DEUS ou se adora; de sorte que se assentará, como DEUS, no templo de 
DEUS, querendo parecer DEUS.”

Segundo a Bíblia, está para vir o Anti-CRISTO (cf. 1Jo 2.18); aquele que trama o derradeiro ataque furioso de Satanás contra CRISTO e os santos, pouco antes do tempo em que nosso Senhor JESUS CRISTO estabelecerá o seu reino na terra. As expressões que a Bíblia usa para o Anti-CRISTO são “o homem de pecado” e “o filho da perdição” (2.3). Outras expressões usadas na Bíblia são “a besta que sobe do mar” (Ap 13.1-10), a “besta de cor escarlate” (Ap 
17.3) e “a besta” (Ap 17.8, 16; 19.19,20; 20.10).

SINAIS DA VINDA DO ANTICRISTO. Diferente do arrebatamento da igreja, a vinda do Anti-CRISTO não ocorrerá sem sinais precursores. Pelo menos 
três eventos deverão ocorrer antes dele surgir na terra: (1) o “mistério da injustiça” que já opera no mundo, deverá intensificar-se (2.7); (2) virá a “apostasia” (2.3); (3) “um que, agora, resiste”, deve ser afastado (2.7).

(1) O “mistério da injustiça”, i.e., a atividade secreta dos poderes do mal, ora evidente no mundo inteiro (ver 2.7), aumentará até alcançar seu ponto máximo na total zombaria e desprezo a qualquer padrão ou preceito bíblicos. Por causa do predomínio da iniqüidade, o amor de muitos esfriará (Mt 24.10-12; Lc 18.8). Mesmo assim, um remanescente fiel permanecerá leal à fé apostólica conforme revelada no NT (Mt 24.13; 25.10; Lc 18.7; ver 
Ap 2.7). Por meio desses fiéis, a igreja permanecerá batalhando e manejando a espada do ESPÍRITO até ser arrebatada (ver Ef 6.11). 
(2) Ocorrerá a “apostasia” (gr. apostasia), que literalmente significa “desvio”, “afastamento”, “abandono” (2.3). Nos últimos dias, um grande número de pessoas da igreja apartar-se-á da verdade bíblica. (a) Tanto o apóstolo Paulo quanto CRISTO revelam um quadro difícil da condição de grande parte da igreja - moral, espiritual e doutrinariamente - à medida que a era presente chega ao seu fim (cf. Mt 24.5, 10-13, 24; 1Tm 4.1; 2Tm 4.3,4). Paulo, principalmente, ressalta que nos últimos dias elementos ímpios ingressarão nas igrejas em geral. (b) Essa “apostasia” dentro da igreja terá duas dimensões. (i) A apostasia teológica, que é o desvio de parte ou totalidade dos ensinos de CRISTO e dos apóstolos, ou a rejeição deles (1Tm 4.1; 2 Tm 4.3). Os falsos dirigentes apresentarão uma salvação fácil e uma graça divina sem valor, desprezando as exigências de CRISTO quanto ao arrependimento, à separação da imoralidade, e à lealdade a DEUS e seus padrões (2Pe 2.1-3,12-19). Os falsos evangelhos, voltados a interesses humanos, necessidades e alvos egoístas, gozarão de popularidade). (ii) A apostasia moral, que é o abandono da comunhão salvífica com CRISTO e o envolvimento com o pecado e a imoralidade. Esses apóstatas poderão até anunciar a sã doutrina bíblica, e mesmo assim nada terem com os padrões morais de DEUS (Is 29.13; Mt 23.25-28). Muitas igrejas permitirão quase tudo  para terem muitos membros, dinheiro, sucesso e prestígio (ver 1Tm 4.1). O evangelho da cruz, com o desafio de sofrer por CRISTO (Fp 1.29), de renunciar todo pecado (Rm 8.13), de sacrificar-se pelo reino de DEUS e de renunciar a si mesmo será algo raro (Mt 24.12; 2Tm 3.1-5; 4.3). (c) Tanto a história da igreja, como a apostasia predita para os últimos dias, advertem a todo crente a não pressupor que o progresso do reino de DEUS é infalível na sua continuidade, no decurso de todas as épocas e até o fim. Em determinado momento da história da igreja, a rebelião contra DEUS e sua Palavra assumirá proporções espantosas. No dia do Senhor, cairá a ira de DEUS contra os que rejeitarem a sua verdade (1Ts 5.2-9). (d) O triunfo final do reino de DEUS e sua justiça no mundo, portanto, depende não do aumento gradual da igreja professa, mas da intervenção final de DEUS, quando Ele se manifestará ao mundo com justo juízo (Ap 19-22; ver  2Ts 2.7,8; 1Tm 4.1; 2Pe 3.10-13; Jd). 
(3) Um evento determinante deverá ocorrer antes do aparecimento do “homem do pecado” e do Dia do Senhor começar (2.2,3), que é a saída de alguém (2.7) ou de algo, que “detém”, resiste, ou refreia o “mistério da injustiça” e o “homem do pecado” (2.3-7). Quando o restringidor do “homem do pecado” for retirado, então poderá começar o Dia do Senhor (2.6,7). (a) O que agora o detém é, sem dúvida, uma referência ao ESPÍRITO SANTO, pois somente Ele tem poder de deter a iniqüidade, o homem do pecado e Satanás (2.6). Esse que agora o detém ou resiste (2.7), leva no grego o artigo definido masculino e ao mesmo tempo o artigo definido neutro, em 2.6 (“o que o detém”). De modo semelhante, a palavra “ESPÍRITO” na língua grega pode levar pronome masculino ou neutro (ver Gn 6.3; Jo 16.8; Rm 8.13; ver Gl 5.17, sobre a obra do ESPÍRITO SANTO a restringir o pecado). (b) No começo dos sete anos de tribulação, o ESPÍRITO SANTO será “afastado” (v. 7). Isso não significa ser Ele tirado do mundo, mas que cessará sua influência restritiva à iniqüidade e ao surgimento do Anti-CRISTO. Todas as restrições contra o pecado serão removidas, e começará a rebelião inspirada por Satanás. O ESPÍRITO SANTO, todavia, agirá na 
terra durante a tribulação, convencendo pessoas dos seus pecados, convertendo-as a CRISTO e dando-lhes poder (Ap 7.9, 14; 11.1-11; 14.6,7).
(c) Retirando-se o ESPÍRITO SANTO, cessará a inibição à aparição do “homem do pecado”, no cenário terreno (2.3,4). DEUS então liberará uma influência poderosa enganadora sobre todos os que se recusam a amar a verdade de DEUS (ver 2.11); os tais aceitarão as imposturas do homem do pecado, e a sociedade humana descerá a uma depravação jamais vista. (d) A ação do ESPÍRITO SANTO restringindo o pecado é levada a efeito em grande parte através da igreja, que é o templo do ESPÍRITO SANTO (1Co 3.16; 6.19). Por isso, muitos expositores da Bíblia acreditam que a saída do ESPÍRITO SANTO é uma clara indicação de que o arrebatamento dos santos ocorrerá nessa ocasião (1Ts 4.17). Noutras palavras, a volta de CRISTO, para levar a igreja e livrá-la da ira vindoura (1Ts 1.10), ocorrerá antes do início do Dia do Senhor e da manifestação do “homem do pecado”  (e) Entende-se, nos meios eruditos da Bíblia, que o restringente em 2.6 (no gênero neutro) refere-se ao ESPÍRITO SANTO e seu ministério de conter a iniqüidade, ao passo que em 2.7, “um que, agora” (no gênero masculino) refere-se aos crentes reunidos a CRISTO e tirados daqui, i.e., arrebatados ao encontro do Senhor nos ares, a fim de estarem sempre com Ele (1Ts 4.17). 

AS ATIVIDADES DO ANTICRISTO. Ao começar o Dia do Senhor, “o iníquo” aparecerá neste mundo. Trata-se, no meios eruditos da Bíblia, de um governante mundial que fará aliança com Israel por sete anos, antes do fim da presente era (ver Dn 9.27).
(1) A verdadeira identificação do Anti-CRISTO será conhecida três anos e meio mais tarde, quando ele romper sua aliança com Israel, tornar-se governante mundial, declarar ser DEUS, profanar o templo de Jerusalém, proibir a adoração a DEUS (ver 2.4, 8,9) e assolar a terra de Israel (ver Dn 9.27 ; 11.36-45).
(2) O Anti-CRISTO declarará ser DEUS, e perseguirá severamente quem permanecer leal a CRISTO (Ap 11.6,7; 13.7, 15-18; ver Dn 7.8, 24,25). Exigirá adoração, certamente sediada num grande templo que será usado como centro de seus pronunciamentos (cf. Dn 7.8, 25; 8.4; 11.31, 36). O homem aspira tornar-se divino desde a criação (ver 2.8; Ap 13.8,12).
(3) O “homem do pecado” fará mediante poder satânico, grandes sinais, maravilhas e milagres a fim de propagar o engano (2.9). “Prodígios de mentira” significa que seus milagres são sobrenaturais, parecendo autênticos, para enganar as pessoas e levá-los a crer na mentira. (a) Tais demonstrações possivelmente serão vistas no mundo inteiro, pela televisão. Milhões de pessoas ficarão impressionadas, enganadas por esse líder altamente convincente, por não darem a devida importância à Palavra de DEUS nem ter amor às suas verdades (2.9-12). (b) Tanto as palavras de Paulo (2.9), quanto as de JESUS (Mt 24.24) devem despertar os crentes para o fato de que nem todo milagre provém de DEUS. Aparentes “manifestações do ESPÍRITO” (1Co 12.7-10) ou fenômenos supostamente vindos da parte de DEUS devem ser provados à base da obediência a CRISTO e às Escrituras, por parte da pessoa atuante. 

A DERROTA DO ANTICRISTO. No fim da tribulação, Satanás congregará muitas nações no Armagedom, sob o comando do Anti-CRISTO, e guerrearão contra DEUS e o seu povo numa batalha que envolverá o mundo inteiro (ver Dn 11.45; Ap 16.16). Quando isso ocorrer, CRISTO voltará e intervirá de modo sobrenatural, destruindo o Anti-CRISTO, seus exércitos e todos os que não obedecem ao evangelho (ver Ap 19.15-21). A seguir, CRISTO prenderá Satanás e estabelecerá seu reino na terra (20.1-6).
FONTES DE CONSULTA
Fontes diversas: Lições Bíblicas CPAD, folhetos, revistas seculares e principalmente a Bíblia Sagrada, que é a Palavra de DEUS. (Bíblia de Estudo Pentecostal). www.cpad,com.br
Israel, Gogue e o anticristo…………………………………………………………………………            Abraão de Almeida
O arrebatamento……………………………………………………………………… Wim Malgo
Sinais da próxima vinda de CRISTO…………………………………… Gordon Lindsay
Norbert Lieth
Filhinhos
  1 Jo 2.18 Filhinhos, esta é a última hora; e, conforme ouvistes que vem o anticristo, já muitos anticristos se têm levantado; por onde conhecemos que é a última hora.
QUATRO PERGUNTAS:
1.       O QUE É E QUANDO SERÁ A ÚLTIMA HORA?
2.       POR QUE SABEMOS QUE É JÁ A ÚLTIMA HORA?
3.       ONDE VOCÊ ESTARÁ APÓS A ÚLTIMA HORA?
4.       QUE FAZER A RESPEITO?
1. O QUE É E QUANDO SERÁ A ÚLTIMA HORA?
A ÚLTIMA HORA É A VINDA DE NOSSO SENHOR E SALVADOR JESUS CRISTO PARA BUSCAR SUA IGREJA, SUA NOIVA; SANTA, PURA, SEM MÁCULA E NEM RUGA. É A HORA DO ARREBATAMENTO DA IGREJA (RAPTO). A HORA E O DIA NINGUÉM SABE, SENÃO O PAI (É TAMBÉM A HORA DA ANGÚSTIA E TORMENTO PARA OS QUE FORAM REBELDES AO SEU CHAMADO); SABEMOS OS SINAIS E A ESTAÇÃO:
Mt 24:32-36
32 Aprendei, pois, da figueira a sua parábola: Quando já o seu ramo se torna tenro e brota folhas, sabeis que está próximo o verão.33 Igualmente, quando virdes todas essas coisas, sabei que ele está próximo, mesmo às portas. 34 Em verdade vos digo que não passará esta geração sem que todas essas coisas se cumpram. 35 Passará o céu e a terra, mas as minhas palavras jamais passarão. 36 Daquele dia e hora, porém, ninguém sabe, nem os anjos do céu, nem o Filho, senão só o Pai.
A FIGUEIRA É ISRAEL, OS RAMOS SÃO POVOS E TRIBOS, FRUTOS SÃO OS JUDEUS ESPALHADOS PELA TERRA Ez; Is E Mq E MUITOS OUTROS PROFETIZARAM A ESSE RESPEITO (VALE DE OSSOS P/ EXEMPLO).
A figueira, que é Israel, está agora mesmo brotando em cumprimento à Palavra de DEUS. Esta nação milenar é como o relógio de DEUS a revelar “o horário” em que nos encontramos dentro da presente dispensação da graça (Ef 3.2). Particularmente o retorno dos JUDEUS à sua pátria, depois de quase vinte séculos, constitui um extraordinário sinal de que estamos vivendo no “tempo do fim”, nos dias que antecedem a volta em glória do Senhor JESUS CRISTO, a Cabeça da Igreja e o Messias de Israel.
“Ora, quando estas coisas começarem a acontecer, olhai para cima e levantai as vossas cabeças, porque A VOSSA REDENÇÃO ESTÁ PRÓXIMA”.(Lucas 21.28) 
2. POR QUE SABEMOS QUE É JÁ A ÚLTIMA HORA?
2.1-   MESQUITA DE OMAR ( Rachaduras nas paredes, conserto impossível )
2.2-  TEMPLO PRÉ-MOLDADO PRONTO ( Judeus já prepararam os utensílios e pedras para reconstrução )
2.3-   REINOS MERCOSUL; ALCA;  M.C.E.(EURO); CHIP LOCALIZADOR E CONTROLADOR; TUDO PRONTO. 
2.4-   DICAS DE JESUS PARA A ÚLTIMA HORA:
Mc 13:3-13 : Vv 6: MUITOS VIRÃO EM MEU NOME E ENGANARÃO A MUITOS:
 (REVERENDO  MOON  E  OUTROS FANÁTICOS QUE SE FAZEM PASSAR POR JESUS, OU PELO MENOS TENTAM  INFLUENCIAR AS PESSOAS COM FALSAS PROMESSAS DE PARAÍSO TERRESTRE);
Vv 7: GUERRAS E RUMORES DE GUERRAS;
Vv 8A: TERREMOTOS;
Vv 8B: FOMES E PESTES;
Vv 9A: ENTREGANDO-SE UNS AOS OUTROS;
Vv 9B: TESTEMUNHO A PRESIDENTES E REIS;
Vv 10: EVANGELHO A TODOS (FRONTEIRAS ABERTAS: ALEMANHA, CUBA E CHINA) 
Vv 12: DIVISÃO NA FAMÍLIA, IGREJA E NÃO CRENTES.
Vv 13: ABORRECIDOS POR TODOS
 2. 5-    MAIS SINAIS EM LUCAS 21:25-28
Vv 25A: SINAIS NO SOL, LUA E ESTRELAS (NO CÉU, ECLIPSE)
Vv 25B: SINAIS NA TERRA, BRAMIDO DO MAR, TUFÕES, MAREMOTOS, TERREMOTOS, VULCÕES, RACHADURAS POR TODA PARTE.
O aumento geral do número de terremotos tem sido um dos notáveis fenômenos dos últimos cem anos. Os registros dos quinhentos anos passados mostram um aumento constante dessas convulsões terrestres:
SÉCULOS:
- XV………………… 174
- XVI………………. 253
- XVII……………… 378
- XVIII……………. 640
- XIX……………. 2.119
LUCAS 21:31 QUANDO VIRDES ACONTECER TODAS ESSA COISAS…
LUCAS 21:34 NÃO SE CARREGUEM DE GLUTONARIAS….
3. ONDE VOCÊ ESTARÁ APÓS A ÚLTIMA HORA?
LUCAS 13:19 NAQUELES DIAS (APÓS ARREBATAMENTO) AFLIÇÃO QUAL NUNCA HOUVE Am 8:11-12 FOME E SEDE DE OUVIR A PALAVRA DE DEUS, PROCURARÃO, MAS NÃO ENCONTRARÃO. Ap 9:6 NAQUELES DIAS OS HOMENS MORARÃO EM CAVERNAS E BURACOS SOB A TERRA E BUSCARÃO A MORTE E NÃO A ACHARÃO; E DESEJARÃO MORRER, E A MORTE FUGIRÁ DELES. DIRÃO AOS MONTES: CAIAM SOBRE NÓS…( É AÍ QUE VOCÊ DESEJA ESTAR? OU É COM JESUS, NA GLÓRIA? )
LEMBRAMOS AO CARÍSSIMO LEITOR QUE A ÚLTIMA HORA PODE SER TAMBÉM A HORA DE SUA MORTE, O QUE VOCÊ TEM PREPARADO? E PARA QUEM SERÁ?
4. O QUE FAZER A RESPEITO?
Dt 30:19 DOIS CAMINHOS
Jo 14:6 JESUS É O ÚNICO CAMINHO
1 Tm 2:5 JESUS O ÚNICO MEDIADOR
Mt 11:28 CONVITE DE JESUS
1 Jo 1:9 SE CONFESSARMOS
Rm 10:9 CONFESSAR COM A BOCA E CRER COM O CORAÇÃO
Mt 10:32 DIANTE DE TESTEMUNHAS
Rm 8:1 NENHUMA CONDENAÇÃO PARA OS QUE ESTÃO EM CRISTO JESUS
Ap 3:10 TE GUARDAREI DA HORA DA TENTAÇÃO
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Wednesday, September 20, 2006

A Unção do Riso: Caos teológico

Fonte: Paulo Romeiro
(Esboço baseado no livro El avivamiento de la risa. Caos teológico en la iglesia contemporánea, de Jorge Erdely. Cidade do México: MBR, 1996. O texto integral pode ser lido aqui)

I - INTRODUÇÃO

Atualmente há em todo o planeta distintos “avivamentos”. Um dos mais notórios é o das religiões orientais, particularmente do hinduísmo. O mundo ocidental está vendo nestes últimos dias uma invasão de gurus, lamas tibetanos, mestres iluminados, e uma infinidade de técnicas de meditação, yoga e cursos para alcançar “graus elevados de consciência”.

Em meio a tudo isto temos uma ala do movimento carismático (também chamado de neo-pentecostal) que decidiu ter sua própria versão comercial do misticismo oriental para não ficar atrás na conquista das massas. Este novo fenômeno religioso se chama “O Avivamento do Riso”, “A Unção do Riso”, “A Bebedeira Espiritual”, “A Bênção de Isaque” e “A Bênção de Toronto”.

Devem ser bem poucos os cristãos que no Brasil a esta altura ainda não ouviram falar da “Experiência de Toronto”. Até o programa Fantástico, da Rede Globo, apresentou reportagem especial sobre a “Bênção de Toronto”. Uma onda de manifestações físicas, incluindo prostrações, estremeções e especialmente riso tem assolado, e ainda assola, as igrejas em várias partes do mundo.

II - O FENÔMENO DE TORONTO E SUAS RAÍZES

A. A expressão:

O nome “Benção de Toronto”, ou “Unção do Riso”, como prefiro chamá-la, tem sido aplicado a estes fenômenos porque a mais importante erupção destas manifestações ocorreu na Igreja Vineyard do Aeroporto de Toronto. Na verdade, não há nada que seja novo nestes fenômenos.

B. Suas Raízes:

Rodney Howard-Browne, segundo todos os estudos que existem a respeito do fenômeno, a figura mais respeitada atrás do controvertido fenômeno. Ele é considerado o “bartender (garçom de bar) de Deus”.

C. Principais Promotores

Nos Estados Unidos a maioria dos pregadores da prosperidade, como por exemplo Oral e Richard Roberts, Pat Robertson, Paul Crouch, Kenneth Copeland, Francis e Charles Hunter, Benny Hinn. Temos ainda na Inglaterra Colin Day (que já esteve várias vezes no Brasil), Breed Flooker (que também já esteve no Brasil). São muitos os pregadores no Brasil que foram influenciados por esta nova onda, a ponto de hoje termos várias empresas de turismo fazendo vôos turísticos para Toronto levando vários pastores brasileiros para visitar a Igreja Vineyard do Aeroporto de Toronto.

III - DIVINO OU DEMONÍACO?

A comunidade evangélica em todo mundo está dividida a este respeito. Uns consideram esta experiência um sinal divino ainda que reconheçam que não tem respaldo bíblico, nem na história do cristianismo. Outros embora a considerem demoníaco, reconhecem que algo acontece (algo sobrenatural), porém, descartam totalmente a possibilidade que seja de origem do Espírito Santo; mas que se trata, crêem, de algo parecido com uma manifestação de terreiro de candomblé, umbanda ou até um transe como acontece nas reuniões dos gurus da Nova Era. Veja I Co 14:29; I Ts 5:21; I Jo 4:1ss.

IV - BEM VINDOS AO CIRCO DA ALEGRIA

Os cultos promovidos pelos pregadores são de aparência igual a qualquer culto numa igreja carismática ou pentecostal. Muito louvor e na hora da mensagem começam a falar que algo novo vai acontecer na vida das pessoas que ali estão, e que elas serão cheias de alegria naquela noite. Em meio às pregações começam a ouvir aqui ou ali pessoas rindo de uma forma incontrolável, algumas pessoas começam a dar gargalhadas a ponto de caírem no chão, incontroláveis.

A chamada Igreja Vineyard do Aeroporto de Toronto é uma comunidade carismática que enfatiza as experiências místicas mais do que a Palavra de Deus e os valores cristãos objetivos. Eles têm sido um dos centros de atenção mundial ao que o “Avivamnento do Riso” se refere. O que acontece nos cultos do pastor Randy Clark é bastante similar ao que acontece em todo mundo, apesar de existirem traços distintivos. Além das gargalhadas, os participantes emitem sons de vários animais como “prova” de estarem possuídos por Deus. Mulheres rugem como leoas, homens bufam como touros, e uivam como lobos, gritam como aves. Em muitos destes cultos há uma participação muito grande de padres e freiras católicas que também recebem esse “poder”.

V - NEGANDO A BÍBLIA, A HISTÓRIA E A RAZÃO

É quase impossível que pessoas razoáveis e em são juízo se deixem levar por este fenômeno. Ainda que seja normal o fato do ser humano rir ao ouvir algo engraçado, se uma pessoa o fizer sem causa alguma isso muitas vezes pode ser considerado como um sintoma de demência. Ainda mais se isto acontece por um período prolongado. Minha experiência ao visitar vários manicômios e hospitais psiquiátricos, é que a maioria dos seus internos chegou ali com estes sintomas.

VI - TORCENDO OS FATOS

Se é praticamente impossível que uma pessoa em sua sã consciência participe do Avivamento do Riso, o mesmo podemos dizer de qualquer cristão que conhece a Palavra de Deus e a história dos avivamentos cristãos. Sinceramente, o fenômeno da “Gargalhada Santa” não tem precedente algum, nem na Bíblia nem na História. Não só isso: é totalmente contrário e incompatível com os princípios que ensinou nosso Senhor Jesus Cristo. Convencê-los do erro é outro assunto.

VII - OS FENÔMENOS DOS AVIVAMENTOS HISTÓRICOS

Os defensores dos fenômenos atuais astutamente lembram aos seus leitores que ocorreram fenômenos extraordinários nos avivamentos históricos. Isso é verdade; no entanto, o mais estranho é que nenhum historiador de religião ou erudito de avivamento o tenha percebido em centenas de anos. Uma leitura atenta das evidências mostra que esses fenômenos eram significativamente diferentes do que se vê hoje no movimento do “riso”.

A. América do Norte

O nome que estão procurando associar hoje, na tentativa de defender o que está acontecendo, é Jonathan Edwards.

B. As Ilhas Britânicas

Um quadro similar emerge aqui, pois nos avivamentos todos os tipos de fenômenos se manifestaram. Todavia, mais uma vez, os líderes dos avivamentos geralmente procuravam distinguir a obra de Deus da de Satanás, e desencorajar ou proibir as manifestações que pareciam se originar em Satanás.

VIII - FENÔMENOS ACONTECENDO EM OUTRAS RELIGIÕES

O problema da unção do riso tem afetado não apenas o meio evangélico, mas também a outros movimentos religiosos, como por exemplo: Hinduísmo, Meditação Transcendental, seitas da Nova Era, etc. O fenômeno também é usado em técnicas de hipnose.

IX - REFUTAÇÃO BÍBLICA

Os que favorecem a “Experiência de Toronto” freqüentemente citam certos textos ou incidentes bíblicos em apoio à sua causa. (Salmo 23:2)

A. Velho Testamento

1. Abraão caiu num sono profundo, conforme (Gn 15:12)

2. II Cr 5:13,14

3. Daniel caiu amedrontado com o rosto em terra (Dn 8:17)

B. Novo Testamento

1. Caiam em adoração (Mt 2:11) ou para rogar-lhe socorro (Mc 1:40)

2. Caiam de medo (Mt 17:6; Mt 28:4)

3. A experiência de Pedro (At 10:10)

4. A experiência de (João Ap 1:7)

X - O PERIGO DO ENGANO

Um dos mais sérios perigos que defrontam o avivamento é a incapacidade demonstrada por líderes e liderados de discernir entre a obra de Deus nas almas dos homens e a obra do diabo no contra-avivamento.

A. A Necessidade de Discernimento

Há pelo menos meia dúzia de passagens no Novo Testamento que falam da astúcia e das manhas do maligno. (II Co 11:13, 14 e Ef 6:11).

B. O Mandado para Julgar

Não se deve confundir realidade com legitimidade. Numa época de experiências religiosas sem conteúdo, a atração exercida por fenômenos espirituais poderosos é muito maior do que a da sua legitimidade.

XI - DISCERNIMENTO E MENTE SÃ

Um dos aspectos mais estarrecedores dos pregadores é a seguinte exortação: “Não tente usar a sua mente para entender isto. Apenas o receba”. Isso é completamente contrário ao ensino do Novo Testamento. O apóstolo Pedro, ao instar com seus leitores, e conosco, a que nos preparemos para servir a Deus, escreve: “Cingi os lombos do vosso entendimento” (I Pe 1:13 (RA), cf. 4:7; 5:8).

XII - CONCLUSÃO: CRISES E VALORES TEOLÓGICOS EM CAOS

A existência e popularidade do fenômeno conhecido como Avivamento do Riso deve preocupar qualquer pessoa sensata, mesmo que seja remota a possibilidade de que se deixe enganar por ele. Deve ser motivo de reflexão tanto para o pastor como para as ovelhas ver milhões de pessoas caindo na gargalhada santa ou latindo como cachorros, rugindo como animais e agindo como verdadeiros beberrões num show onde usam o nome de Deus. Infelizmente muitas pessoas deixam sua razão em troca de experiências místicas que as levam a um profundo caos teológico e intelectual; essas mesmas pessoas podem levar vidas aparentemente normais fora desses cultos religiosos.

O perigo não tem limite e legitima a pergunta: Uma vez que uma seita pode induzir seus seguidores a praticarem o suicídio coletivo (como aconteceu recentemente com 39 pessoas nos Estados Unidos), ou outras vezes induzir seus seguidores a entregarem grande quantia de dinheiro, a latir, a babar como um louco sem motivo algum, o que acontecerá depois? Qual será a próxima experiência que nos oferecerão? Já que têm sido removidos os limites de sã teologia e do sentido comum, a resposta é: Qualquer coisa. Nós estamos à mercê disto e outros mil tipos distintos de gurus carismáticos sem escrúpulos que têm acesso direto a consciência de seus seguidores.

Jim Jones, em Guiana, Mangayonon Butog, nas Filipinas, Park Soon Ja, na Coréia do Sul, David Koresh, em Texas, Luc Jouret, em Cantão de Friburgo e Marshall Appelewhite, no Rancho Santa Fé sobreenfatizaram as experiências subjetivas, anularam a razão dos seus respectivos adeptos e logo sobreveio a tragédia. Com o movimento Avivamento do Riso, as portas estão abertas a todo tipo de abuso.

Haverá no século XXI uma religião mundial única que imponha as experiências subjetivas sobre a razão, a sã teologia e a verdade objetiva? Será substituído o cristianismo por técnicas metafísicas da Nova Era para induzir a estados alterados de consciência? Continuará enfatizando estranhas revelações em vez da Palavra de Deus? Continuará a presente tendência a utilizar a religiosidade como simples escalão para obter prazer através das experiências esotéricas? Seremos perseguidos pelos poderosos impérios desses gurus ao negarmos a reconhecer as tais experiências como divinas? A resposta é clara a todos aqueles que ainda têm raciocínio, famílias, e valores cristãos a defender. Façamos algo para impedi-lo. Promovamos ativamente o genuíno cristianismo, o estudo sério da Bíblia e denunciemos claramente os perigos e erros das falsas doutrinas e experiências

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Única referência concreta a Jesus Cristo pode ter sido encontrada em Israel

Fonte: Agência Estado - www.agestado.com.br

A inscrição encontrada em aramaico: “Tiago, filho de José, irmão de Jesus”
21/10

WASHINGTON - Uma inscrição em um ossuário que foi descoberto recentemente em Israel parece ser a mais antiga evidência arqueológica de Jesus Cristo, de acordo com um especialista que acredita que ele data de três décadas depois da crucificação.

Ao escrever na Biblical Archaeology Review, Andre Lemaire, especialista em inscrições antigas na Practical School of Higher Studies da França, diz que é muito provável que o achado seja uma referência autêntica a Jesus de Nazaré.

O ossuário encontrado em Israel

A revista de arqueologia planejava anunciar a descoberta em uma coletiva de imprensa na segunda-feira.

Que Jesus existiu não é uma dúvida para estudiosos, mas o que mundo sabe sobre ele vem quase que inteiramente do Novo Testamento. Nenhum artefato material do século primeiro relacionado a Jesus foi descoberto e verificado. Lemaire acredita que isso mudou, embora permaneçam dúvidas, tais como onde a peça com a inscrição esteve por mais de 19 séculos.

A inscrição, na língua aramaica, aparece em um ossuário vazio de pedra calcária. Lê-se: “Tiago, filho de José, irmão de Jesus”. Lemaire diz que o objeto data de 63 d.C.

Uma das línguas semíticas, o aramaico foi falado no Oriente Médio a partir do século sétimo a.C. e foi a principal língua do Império Persa do século quarto a.C. ao século sexto a.C.

As primeiras evidências diretas do aramaico datam do século 10 a.C. e ele existe como língua viva até hoje, sendo falado em dialetos modernos por minorias no Iraque, Turquia, Irã e Síria.

Acredita-se que a maioria dos falantes está em comunidades de emigrantes da Armênia e da Geórgia.

Lemaire disse que o estilo de escrita, e o fato de os judeus usarem ossuários somente entre 20 a.C. e 70 d.C., colocam a inscrição na época de Jesus e Tiago.

Os três nomes eram muito comuns, mas ele estima que somente 20 Tiagos existiram em Jerusalém durante a época.

Além disso, colocar o nome do irmão e o do pai no ossuário era “muito incomum”, diz Lemaire. Há somente um outro exemplo de um ossuário em Aramaico encontrado até hoje.

Desse modo, esse “Jesus” em particular deve ter sido uma pessoa importante - ou o próprio Jesus de Nazaré, como conclui Lemaire.

No entanto, é impossível provar que o Jesus escrito no ossuário é, de fato, Jesus de Nazaré.

A revista de arqueologia diz que dois cientistas da Pesquisa Geológica do governo israelense realizaram um detalhado exame microscópico da superfície e da inscrição. Eles informaram no mês passado que “não há evidências que possam tirar a autenticidade da peça”.

O dono do ossuário também pediu a Lemaire para proteger sua identidade, então a atual localização da caixa não foi revelada.

Tiago é considerado o irmão de Jesus no Novo Testamento e líder da Igreja em Jerusalém no Livro dos Atos e nas cartas de Paulo.

No século primeiro o historiador judeu Josephus escreveu que “o irmão de Jesus conhecido como Cristo, de nome Tiago”, e foi apedrejado até a morte sendo considerado um herege em 62 d.C. Se seus ossos foram colocados em um ossuário, isso teria ocorrido no ano seguinte, com a inscrição datando de 32 d.C.

O reverendo Joseph Fitzmyer, professor de teologia na Universidade Católica que estudou fotos da caixa, concorda com Lemaire na idéia de que o estilo de escrita “se encaixa perfeitamente” ao de outros exemplos do século primeiro e admite que a aparição desses três nomes famosos juntamente é “impressionante”.

“Mas o problema é, você tem que me mostrar que este Jesus é o Jesus de Nazaré, e ninguém pode mostrar isso”, diz Fitzmeyer.

O dono do ossuário nunca percebeu sua potencial importância até que Lemaire o examinou no início do ano. Hershel Shanks, editor da Biblical Archaeology Review, viu a caixa no dia 25 de setembro.

Lemaire disse à Associated Press que o proprietário quer o anonimato para evitar longos contatos repórteres e religiosos. Ele também quer evitar o custo do seguro do artefato, e disse que não tem planos de expô-lo para o público.

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Batistas fazem manifesto à Nação

O Conselho Geral da Convenção Batista Brasileira (CBB) lançou nesta segunda-feira, dia 18/09, um Manifesto à Nação Brasileira.

O documento mostra a indignação dos batistas brasileiros com o atual sentimento de insegurança vivido no país, principalmente nas grandes cidades, e também contra a corrupção na política, pelo bem comum nos municípios, Estados e Federação.

A leitura do manifesto aconteceu na sede da CBB, às 15h. O diretor executivo da entidade, pastor Sócrates Oliveira de Souza, confiou ao Deputado Federal Arolde de Oliveira a leitura do documento ao Congresso Federal.

Além da leitura oficial no Congresso, o Deputado Federal Arolde de Oliveira disse que irá distribuir cópias a todos os gabinetes no Senado e no Congresso. Leia o manifesto na íntegra.

Manifesto à nação brasileira

O Conselho Geral da Convenção Batista Brasileira, reunido na cidade do Rio de Janeiro, decidiu manifestar sua indignação com o presente estado de insegurança que domina nosso país, especialmente as cidades, e a corrupção que destrói a força política pelo bem comum nos municípios, nos Estados e na Federação brasileira.

Conscientes de nossa cidadania, dever moral e espiritual, protestamos contra a prática de compras de votos, propinas e negociações superfaturadas feitas por gestores da coisa pública. Repudiamos a ação de políticos, independente de sua fé religiosa, que em vez de cumprir o mandato servindo o povo, usam do Estado para servir a interesses políticos e econômicos particulares. A corrupção impede a prevalência do salutar embate das idéias, do bom senso e da justiça.

Reconhecendo o valor da autoridade como instituição divina e a necessidade do Estado, que cuida de uma nação, devemos fazer tudo que for possível e justo para construir uma sociedade firmada nos valores éticos e espirituais, inspirados nas Sagradas Escrituras. Por isto, conclamamos o povo a defender, ética e democraticamente, o respeito à pessoa e a garantia dos direitos individuais, para a manutenção do bem coletivo.

Conclamamos o povo a condenar e evitar a corrupção nas transações pessoais e familiares, bem como nos negócios realizados nos trabalhos e instituições. Exortamos os cristãos e as igrejas a condenarem a venda ou a troca de votos em busca de benefícios e favores dos políticos.

Conclamamos o povo a votar, escolhendo pessoas de ilibada moral, experientes na prática do bem, da retidão e da justiça, que se interessam verdadeiramente pelo bem-estar do povo no Brasil. Chegou a hora de unir a força do voto consciente para lutar contra a corrupção, a impunidade e a violência que minam as riquezas e a confiança do povo no futuro do país.

Conclamamos o povo a se unir nos lares e nos templos, em orações a favor do Brasil. A gravidade do momento requer de todos que se humilhem, reconheçam os seus pecados, busquem o perdão de Deus, reparem os seus erros e vivam de maneira justa.

Só assim veremos dias melhores e deixaremos um legado de justiça, paz e prosperidade para as futuras gerações.
Rio de Janeiro, 18 de agosto de 2006

Pr. Dr. Paschoal Piragine Junior - Presidente da Convenção Batista Brasileira
Pr. Sócrates Oliveira de Souza - Diretor Executivo

Fonte: Elnet

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Chega ao Brasil o evangelho apócrifo de Judas

Segue (transcrita) abaixo notícia veiculada no Jornal Bem Paraná:

 

No início desse ano, o mundo teve acesso aos textos do Evangelho de Judas, fato que provocou grande entusiasmo e discussão entre historiadores, arqueólogos e a comunidade cristã. Depois de traduzido do copta, língua dos egípcios do início da Era Cristã, para o inglês, a Prestigio Editorial e a National Geografic trazem para o Brasil O Evangelho de Judas, em português.

Achado por camponeses egípcios, em 1970, o pergaminho de quase 1.700 anos só chegou às mãos de renomados estudiosos de copta e religião, no ano de 2001, para que pudesse ser restaurado, autenticado, traduzido e interpretado.

A recente descoberta mudou a imagem de traidor associada a Judas Iscariotes que era tido como delator de Jesus, levando-o à crucificação. De acordo com o manuscrito, Judas traiu Jesus a seu pedido para tornar sua morte possível, permitindo assim a fuga das amarras físicas de seu corpo e o retorno a sua morada celestial. Essa revelação fortalece a crença dos cristãos gnósticos, cuja defesa é de que o mundo material e o corpo humano foram criados por divindades inferiores e que só a busca da sabedoria esotérica ajudaria a libertar o homem da escravidão do corpo.

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Tuesday, September 19, 2006

Uma resposta Bíblica ao Código Da Vinci

Prefácio

Este trabalho está dividido em seis partes referentes aos seis principais mitos que Dan Brown coloca em seu livro “O Código Da Vinci”,  tentando provar, através de seus personagens, que o cristianismo é uma farsa.

Os mitos são:

1. O quadro de Da Vinci é um código secreto
2. A divindade de Jesus foi forjada
3. Os evangelhos apócrifos são documentos valiosos do cristianismo primitivo
4. Constantino estabeleceu o cânon sagrado.
5. Madalena foi esposa de Jesus.
6. O cristianismo é uma imitação do mitraísmo
Chamamos a estas sentenças de mitos porque não passam disso, como veremos nas páginas a seguir. A reprodução total deste material está autorizada, desde que citada a fonte.

Parte 1 - O primeiro mito:

O quadro de Da Vinci é um código secreto

Introdução:

O código Da Vinci é um interessante romance recheado de falsas e bombásticas afirmações sobre o cristianismo.
Desejo neste trabalho elucidar 6 mitos principais que têm causado confusão na mente das pessoas com menos conhecimento de história e teologia

O quadro de Da Vinci é um código secreto
Não é de hoje que as pessoas colocam palavras na boca de Da Vinci.
Seus quadros, por causa de seu gênio, são motivo de todo o tipo de interpretação. No entanto, não existe nenhuma declaração de da Vinci confirmando nenhuma delas. Isso reduz cada uma destas afirmações a meras especulações, sem nenhuma base histórica.
No caso da Última Ceia, muitos já tentaram decifrá-lo, assim como com o sorriso de Monalisa, que muitos afirmam inclusive ser um travesti.
Quanto a Ceia, os astrólogos dizem ter toda a certeza de que se trata de um fenomenal estudo sobre o zodíaco. Por sua vez, os afeiçoados à psicologia dizem que se trata de um fabuloso estudo de temperamentos e reações da alma humana.

Quem está com a razão?

É possível que o velho Da Vinci em nada disto tenha pensado. Pode ser inclusive que estivesse falando mal do governo, como fez o escultor Aleijadinho em sua famosa obra de escultura sobre a paixão de Cristo, exposta em Congonhas – MG.

Quem sabe? Só ele!

Desta forma, Dan Brown não é nada original nem poderia jamais ser conclusivo naquilo que afirma.

Conhecendo o assunto

Toda a trama do livro está em torno do conhecimento secreto sobre a verdade, detida por uma organização secreta denominada “Priorado de Sião”, da qual supostamente Leonardo Da Vinci fazia parte e que, em face da perseguição católica a todo aquele que conhece a verdade, os tais que conheciam os “segredos” dos bastidores do cristianismo, para preservar o conhecimento e sua própria vida, codificaram estes segredos em obras de arte, arquitetura e literatura.

No caso, o autor insiste em colocar o quadro a “Última Ceia” que Leonardo pintou no refeitório do Mosteiro Dominicano de Nossa Senhora da Graça, em Milão, Itália, em 1497, como uma destas obras codificadas.

Ele chama atenção para algumas curiosidades tais como a aparência feminina de João e a ausência do cálice na ceia, afirmando com isto que a figura feminina seria Maria Madalena, que teria se casado com Jesus e que teria sido apontada por ele para a sucessão na igreja.

A ausência do cálice significa, segundo Brown, que o cálice na verdade é Madalena, pois foi ela que guardou em seu ventre o sangue de Cristo (uma filha), sendo ela mesma o santo Graal (O código Da Vinci, pp. 225 e 231)

Comentando o assunto

Algumas coisas são de fato curiosas. Por exemplo, a aparência feminina do apóstolo João.

O porquê desta aparência feminina é explicado de maneira histórica por Erwin Lutzer, que é bacharel e mestre em artes, mestre em Teologia e doutor em direito, em seu livro “ A fraude do Código Da Vinci” . Ele diz que a pintura de Da Vinci tem um forte teor cultural da Itália, mais precisamente de Florença, que, na história de Jesus, enfatiza os atos e não a liturgia, ou seja, enfatiza a traição e o sacrifício, em lugar do cálice e da instituição do sacramento (LUTZER, Erwin. A fraude do Código Da Vinci, p. 70).

O cálice, no contexto florentino, não tinha a menor importância. Lembre-se de que estamos próximos ao renascentismo, onde os dogmas católicos são confrontados pelos artistas em sus próprias obras de arte religiosa.

Eis a razão da ausência do cálice que representava o sacramento e a grande ênfase nas expressões faciais tanto de Judas quanto de Cristo, que indicava a valorização humanista da renascença.
Bruce Boucher, do Instituto de artes de Chicago, citado por Lutzer, afirma que a aparência feminina de João condiz com outros retratos de origem florentina.
Aquilo que Dan Brown chama de código, os historiadores chamam de traço cultural de uma região e de uma época. Aliás, tudo o que o Código da Vinci afirma sobre Leonardo Da Vinci é muito questionável.

Eis as palavras de Jack Waserman, professor aposentado de História da arte, na Temple University, citado por Lutzer:

“Quase tudo que Dan Brown afirma sobre Leonardo (da Vinci) está errado”
(LUTZER, Erwin. A fraude do Código Da Vinci, p. 70)

Parte dois – O segundo Mito:  A divindade de Jesus foi forjada

A igreja cristã sustenta sua fé na realidade de Jesus ser verdadeiramente o filho de Deus, o Deus vivo que desceu dos Céus para salvar a humanidade.

O Código Da Vinci procura por todos os meios colocar em xeque o fato da divindade de Jesus ao afirmar que foi uma invenção política de Constantino, com o propósito de perpetuar o culto ao sagrado masculino.

Na página 221, o personagem Sir Teabin faz a seguinte afirmação:

… Até aquele momento da história, Jesus era visto pelos seus discípulos como um mero profeta mortal… um grande e poderoso homem, mas que não passava de um homem. Um mortal. “Constantino promoveu Jesus a divindade quase três séculos depois de sua morte…”.

O autor menciona o Concílio de Nicéia (325 AD) como o palco da falsificação do cristianismo.

O concílio de Nicéia de fato reuniu-se para tratar da divindade de Jesus. Essa foi a única verdade escrita por ele sobre o Concílio. No entanto, em nada se pareceu com aquilo descrito pelo livro.
A referida reunião teve ocasião porque o bispo Ário, de Alexandria, provocou enorme polêmica ao afirmar que Jesus não era completamente Deus, mas um deus menor, criado pelo Deus Todo Poderoso.

Neste ponto, Dan Brown cometeu um segundo terrível erro histórico ao afirmar que, no Concílio, a votação foi apertada, como se houvesse alguma dúvida.
Isso é pura invencionice. A opinião quase unânime dos mais de 300 bispos foi pela reafirmação da divindade de Jesus. Apenas 5 bispos votaram contra.(LUTZER, Erwin. A fraude do Código Da Vinci, p. 32).

O mais importante desta questão é que a divindade de Jesus não foi uma estratégia de Constantino, mas uma verdade crida desde o princípio. O Concílio apenas ratificou esta verdade, em face da heresia de Ário.

Como podemos provar isto?

1 - O testemunho da história nos opositores do cristianismo

Muito antes do Concílio de Nicéia, acontecido em 325 AD, os não-cristãos testemunharam em suas cartas que os cristãos adoravam a Cristo como Deus.
O interessante é que a maioria destas cartas até ridiculariza a fé cristã, dando a elas isenção, o que é por demais precioso no estudo que ora fazemos: temos o testemunho de quem era contra o cristianismo, sobre a adoração cristã, antes do Concílio de Nicéia.

1.1 - Luciano de Samosata (170 aD) escreveu uma carta hostil sobre o cristianismo, que apenas creditou historicamente que Jesus era adorado antes do Concílio de Nicéia

“Os cristãos, como todos sabem, adoram um homem até hoje - o distinto personagem que iniciou  seus novos rituais – e foi crucificado por causa disto”
( Lucian, The Death of Peregrine 11-13 (AS), citado por Josh McDowel e Bill Wilson em Ele andou entre nós, p. 60)
Os cristãos eram condenados por adorarem a Cristo, em detrimento aos imperadores romanos os quais antes adoravam, bem como os outros deuses romanos.

            1.2 - Trajano, Imperador romano em 112 AD (bem antes do Concílio de Nicéia), respondendo a Plínio II, governador da província da Bitínia sobre seu procedimento contra os cristãos escreveu o seguinte:

         “Se forem acusados e condenados devem ser castigados, desde quem quer que negue ser cristão cristão e dê prova prática disto invocando os nossos deuses deve receber perdão com base neste repúdio”.

         (citado por Josh McDowel e Bill Wilson em Ele andou entre nós, p. 54).

2 - O testemunho da história nas pessoas neutras

            1.3 - Flávio Josefo, o grande historiador judeu afirmou em seus escritos sobre a impossibilidade de Jesus ser um homem. Ele o identificou como o Messias. Desta maneira, na qualidade de historiador, ratificou sua ressurreição, que é uma das provas de sua divindade.

         “…Cerca desta época viveu Jesus, um homem, se de fato podemos chamá-lo homem. Pois ele foi alguém que realizou feitos surpreendentes e ensinou as pessoas que aceitavam   alegremente a verdade. Ele atraiu muitos judeus e gregos. Era o Messias. Quando Pilatos, depois de ouvir acusações contra ele feitas por homens das mais elevadas posições entre nós, condenou-o para ser crucificado, os que haviam passado a amá-lo não desistiram de sua afeição a ele. No terceiro dia, ele apareceu a eles restaurado à vida, pois os profetas de Deus haviam profetizado essas e inúmeras outras coisas sobre ele. A tribo dos cristãos, que recebeu este nome por causa dele, ainda não desapareceu até hoje”.  (Antiguidades 18.3.3(63-4)

3 - O testemunho da história nos defensores do cristianismo

As cartas dos pais da igreja afirmavam esta verdade muito antes do Concílio

            3.1 - Inácio, martirizado por sua fé em cerca de 117 A. D., chamou Jesus de Deus.

            Pois o nosso Deus, Jesus o Cristo, foi concebido no ventre de Maria, segundo uma dispensação, da  semente de Davi, mas também do Espírito Santo; e Ele nasceu e foi batizado” .
Como se vê é completamente absurda e desprovida de fundamento histórico a afirmação de Dan Brown de que o Concílio de Nicéia existiu, sob o mando de Constantino, para forjar a divindade de Jesus.
O mundo romano era tolerante com qualquer credo, desde que não confrontasse a divindade de César. A prova disto é que foram tolerantes inclusive com o monoteísmo judeu, desde que não atacassem a César.
O cristianismo foi perseguido por constituir Jesus como único Deus e Senhor, negando qualquer outra divindade, inclusive César.
Dan Brown afirma que somente depois do Concílio de Nicéia é que o cristianismo passou a acreditar na divindade de Jesus. Ora, então que sentido faria a perseguição romana ao cristianismo, se não tinham outro Deus além de César e nem a ele se opunham?

4 - O Testemunho das escrituras

            3.1 O que a Bíblia afirma sobre a divindade de Jesus:

         3.1.1– Que Ele é Deus eterno  -  João 1:1-3:

        “ No princípio era aquele que é a Palavra{1}. Ele estava com Deus, e era Deus. Ele estava com Deus no princípio. Todas as coisas foram feitas por intermédio dele; sem ele, nada do que existe teria sido feito.”

         3.1.2 – Que Ele é Senhor (esta expressão é atribuída a Jeová no Antigo Testamento) - Atos 10:36:
         “Vocês conhecem a mensagem enviada por Deus ao povo de Israel, que fala das boas novas de paz por meio de Jesus Cristo, Senhor de todos.”
         3.1.3 – Que É Ele o criador de todas as coisas -  Col 1:16,17:
         “pois nele foram criadas todas as coisas nos céus e na terra, as visíveis e as invisíveis, sejam tronos ou soberanias, poderes ou autoridades; todas as coisas foram criadas por ele e para ele. Ele é antes de todas as coisas, e nele tudo subsiste.”
         3.1.4 – Que é Ele quem sustenta todas as coisas -  Hb 1:3:
          “O Filho é o resplendor da glória de Deus e a expressão exata do seu ser, sustentando todas    as coisas por sua palavra poderosa. Depois de ter realizado a purificação dos pecados, ele se assentou à direita da Majestade nas alturas,”

            3.2 - O que disseram Seus discípulos sobre Ele

         3.2.1 - O testemunho de Tomé – Jo.20:27,28

         E Jesus disse a Tomé: “Coloque o seu dedo aqui; veja as minhas mãos. Estenda a mão e coloque-a no meu lado. Pare de duvidar e creia”. 28 Disse-lhe Tomé: “Senhor meu e Deus meu!”

            3.3 - O que o próprio Jesus disse de si mesmo

         3.3.1 - testemunho de Jesus a João Evangelista  - Ap.1:8:

         “Eu sou o Alfa e o Ômega”, diz o Senhor Deus, “o que é, o que era e o que há de vir, o Todo - poderoso.”

            3.4 - As mais de 300 profecias do Antigo Testamento que se cumpriram em Jesus também atestam Sua divindade.

Elas anunciaram:

Fato

Profecia

Cumprimento

Ser Jesus o filho de Deus

Sl. 2:7

Mt. 3:17

Ser descendente de Davi (filho deJessé)

Is. 11:1

Lc. 3:23,32

O lugar de Seu nascimento – Belém

Mq. 5:2

Mt. 2:1

O Genocídio ordenado por Herodes

Jr. 31:5

Mt. 2:16

Um pregoeiro que o anunciaria – João Batista

Is. 40:3

Mt. 3:1,2 e Mt. 3:3

 Assim como as profecias estão corretas ao afirmar as circunstâncias de Sua vinda, também

Is. 40:3,4

Lc. 1:68,69,79

Ex. 3:14

Jo. 8:56-58

Jr. 17:10

Ap. 2:26

Is. 60:19

Lc. 2:32

Is. 6:10

Jo. 12:37-41

Is. 8:12,13

1 Pe. 3:14,15

Nm. 21:6,7

1 Co. 10:9

Sl. 23:1

Jo. 10:11

Ez.l 34:11,12

Lc. 19:10

Dt. 6:16

Mt. 4:10

estão corretas ao afirmar Sua natureza divina. Raimundo de Oliveira diz em seu livro  As grandes doutrinas da Bíblia que muitas das citações do Antigo Testamento referentes a Jeová são cumpridas no Novo Testamento na pessoa de Jesus:

  (OLIVEIRA, Raimundo de. As grandes doutrinas da Bíblia, p.75)

Além disto, existe em toda a terra, testemunho de vidas completamente transformadas mediante o doce conhecimento do Filho de Deus.

Que outro ser reúne estas características?

Que dizer de Jesus senão que Ele é Deus?

Parte 3 - O terceiro mito:

Os evangelhos apócrifos são documentos valiosos do cristianismo primitivo

O assunto mais polêmico do livro é a afirmação de Jesus ter sido casado com Madalena. Ele diz isso baseado no evangelho apócrifo de Filipe.
Nos dias de hoje, os evangelhos apócrifos estão em alta. Muitos os têm buscado como um caminho alternativo para o cristianismo como se fossem um testemunho verdadeiro e não autorizado sobre Jesus, contendo inclusive preceitos espirituais ditos por Jesus.
Mas será que eles merecem crédito como textos cristãos inspirados por Deus e como relatos históricos sobre Jesus?
Enfaticamente não. Vamos por partes:

1 - O que é um evangelho apócrifo?

A palavra apócrifo significa “duvidoso”
Refere-se a mais de 80 textos escritos nos primeiros três séculos e que foram encontrados em uma biblioteca gnóstica em Nag Hammadi, no Egito.
São treze códices que incluem cinqüenta e dois tratados que, segundo Borchert, muitos representam interpretações gnósticas do cristianismo.
Os três textos mais conhecidos são chamados evangelhos valentinianos: o evangelho de Tomé (composto de uma série de breves palavras atribuídas a Jesus), o evangelho de Filipe (que é, na verdade, uma coletânea de expressões, metáforas e argumentos esotéricos) e o evangelho da verdade (um discurso sobre a deidade e a unidade, que lembra a linguagem do quarto evangelho, mas especialmente orientado em direção à mitologia gnóstica).
Para se ter uma idéia do que isso significa, é como se nós, cristãos, resolvêssemos reeditar a história de Buda, tornando-o um cristão devoto. (BORCHERT, G.L. Enciclopédia histórico teológica da Igreja Cristã, p. 203)

2 - Merecem confiança os evangelhos gnósticos?

Não. Especialmente porque, em sua esmagadora maioria, contradizem abertamente todo o resto da Bíblia e não somente o Novo Testamento.
Como lhes dar crédito cristão, se eles representam exatamente as heresias combatidas pelos apóstolos no Novo Testamento?
         - Gnosticismo - que negavam a encarnação de Jesus. Para eles o espírito de Cristo apossou-se do corpo de um
homem no momento de seu batismo, e através deste trouxe ensinamentos, abandonando-o na hora da crucificação).

         - Docetismo - para quem Jesus era só espírito
         - Ebionismo - que aceitavam a Cristo como Messias, mas impunham a continuidade do judaísmo com a Lei.
O problema com os apócrifos é que as pessoas insistem em dizer que são uma versão verdadeira, mas não autorizada do cristianismo. Isso é mito. Eles são uma versão gnóstica do cristianismo.

Uma contradição interessante

Afirmamos categoricamente que estes escritos são uma adaptação gnóstica, direcionada aos gnósticos e enfatiza as doutrinas gnósticas, e não a doutrina cristã.
Os que apresentam com o evangelho de Filipe como novas e secretas verdades sobre Jesus, estranhamente não evidenciam o evangelho apócrifo de João, onde há uma reinterpretação gnóstica do livro do Gênesis. Por que não citam? Porque este faz cair por terra o fascínio de uma “biografia não autorizada de Jesus” e confirma que, assim como o Gênesis gnóstico, os evangelhos apócrifos também são uma adaptação e não uma revelação, não merecendo crédito nem como texto sagrado nem como texto histórico.

Os Evangelhos apócrifos ou gnósticos não podem ser considerados Escritura pelo simples fato conter ensinamentos gnósticos tão combatidos no Novo Testamento

Como é que seus ensinos poderiam compor uma mesma Escritura?A revista Super-Interessnte, edição de 10/12/2004, mostra nas páginas 52 e 53, um quadro com os principais evangelhos apócrifos e a razão de sua proibição:

Evangelho

Conteúdo

Por que foi proibido

Evangelho de Pedro

Provavelmente circulou no século 2…conta uma versão diferente da ressurreição de Cristo: O Salvador
teria sido conduzido ao céu por dois anjos

Acusado de uma heresia chamada docetismo, pela qual Jesus era só espírito

Evangelho de Filipe (séc 3)

Traz histórias que não estão na Bíblia, como a de que Jesus mudava de aparência para conhecer aqueles a quem Se revelava. Sugere um relacioamento com Madalena (século 3 dC)

Por ser gnóstico e afirmar que só as

mulheres virgens entravam no paraíso

(o que inviabilizaria as famílias)

Evangelho de Maria Madalena

Num dos poucos fragmentos que restaram, Cristo ressuscitado instrui os discípulos a espalhar o gnosticismo e avisa que não deixou leis. Afirma que Jesus transmitiu segredos a Madalena

O texto é escrito de acordo com o gnosticismo que foi condenado como

heresia

Evangelho de Tomé

São 144 frases atribuídas a Jesus. Nelas ele afirma que a salvação vem do autoconhecimento e que a
centelha divina está em cada um.

Foi combatido pelos primeiros padres da igreja por causa de seu conteúdo gnóstico

O tão famoso evangelho de Tomé encerra-se com as seguintes palavras:

         Simão Pedro disse a eles: Que Maria se afaste de nós, pois as mulheres não merecem viver. Jesus disse: Ó conduzi-la-ei, para eu possa torná-la homem, para que ela possa também tornar-  se espírito vivente, à semelhança de vós, homens. Pois toda mulher que se fizer homem entrará   no reino do céu.
         (Citado por Wayne Grudem em Teologia Sistemática atual e exaustiva, p. 39)
Isso Brown não cita, ou seja, os evangelhos apócrifos são heréticos e contraditórios, tendo sido rejeitados desde o início, e não no Concilio de Nicéia, como afirmou Brown.

Parte 4 – O quarto mito:  Constantino estabeleceu o cânon sagrado.

Esta é uma inverdade grosseira. Primeiro, porque o cânon já estava fechado quando Constantino estabeleceu o Concílio de Nicéia.

1 - O que é Cânon?

CÂNON - (hebraica “qãneh” e no grego: “kanón” em Gl 6.16″), tem sido traduzido em nossas versões em português como, “regra”, “norma”.  Gl 6:16:
         Paz e misericórdia estejam sobre todos os que andam conforme essa regra, e também sobre o  Israel de Deus.  Literalmente: vara de medir, ou régua.
         Indica as Regras ou critérios que comprovam a autenticidade e inspiração dos livros bíblicos (www.cacp.org.br)
O cânon do Antigo Testamento vai de Gênesis a Malaquias, em um total de 39 livros.
O cânon do Novo Testamento vai de Mateus a Apocalipse, em um total de 27 livros.

2 – Quem estabeleceu o cânon?

Brown afirmou que quem formou o Cânon sagrado foi Constantino, no já referido Concílio de Nicéia (352 AD). Ele diz, na página 220:
         “— Aí é que está – exclamou Teabing, cheio de entusiasmo. – A ironia fundamental da cristandade! A Bíblia, conforme a conhecemos hoje, foi uma colagem composta pelo imperador romano Constantino, o Grande.”

Esta é outra informação completamente absurda e que trai a história.
Na verdade, o Concílio de Nicéia nem sequer tocou no assunto do cânon sagrado. A única coisa referente aos Evangelhos é que Constantino ordenou que Eusébio escolhesse os melhores copistas para reproduzirem 50 cópias a serem enviadas a Constantinopla.

3 - Quem formou o cânon do Novo Testamento foram os próprios apóstolos.

O que era necessário para que um livro fosse considerado canônico?

1 – ter sido escrito por um apóstolo, pois só eles tinham autoridade profética.
2 – ter sua autenticidade comprovada pelas comunidades
3 – suas palavras estarem em harmonia com as demais escrituras
4 – vidas serem transformadas mediante sua leitura
5 –  ter sido aceito, guardado, lido e usado

Assim temos os livros escritos pelos apóstolos:

Mateus, João, todas as epístolas paulinas (de Romanos a Filemom), Tiago, 1 e 2 Pedro, 1,2,3 João e Apocalipse.
Desta lista restam apenas 5 livros que não foram escritos por apóstolos:
Marcos, Lucas, Atos, Hebreus e Judas.
No entanto, foram aceitos porque, quando foram escritos, todos estes autores estavam sob a orientação direta dos apóstolos:
  Marcos escreve seu evangelho porque Pedro o narrou.
  Lucas estava sob a autoridade de Paulo.
 Judas estava sob Tiago e também era irmão de Jesus (Jd. 1)
O único destes que ficou sem ligação direta comprovada foi Hebreus, pois até hoje não se conhece o autor. No entanto, com o tempo, sua importante mensagem bastou para sua canonicidade.

Paulo disse ter escrito inspirado por Deus - 1 Ts. 2:13:

         Também agradecemos a Deus sem cessar o fato de que, ao receberem de nossa parte a palavra de Deus, vocês a aceitaram, não como palavra de homens, mas conforme ela verdadeiramente é, como palavra de Deus, que atua com eficácia em vocês, os que crêem.

João reivindicou autoridade divina sobre o que escreveu – Ap. 1:1,2:

         Revelação de Jesus Cristo, que Deus lhe deu para mostrar aos seus servos o que em breve há de acontecer. Ele enviou o seu anjo para torná-la conhecida ao seu servo João,que dá testemunho de tudo o que viu, isto é, a palavra de Deus e o testemunho de Jesus Cristo.

Paulo citou Mateus como sendo Escritura - 1Tm. 5:18:

         pois a Escritura diz: “Não amordace o boi enquanto está debulhando o cereal”, e “o trabalhador merece o  seu salário”
A expressão “o trabalhador merece o seu salário” não é encontrada em lugar algum do Antigo Testamento. É uma citação de Mt 10:10:
         não levem nenhum saco de viagem, nem túnica extra, nem sandálias, nem bordão; pois o trabalhador é digno do seu sustento.
Pedro colocou os escritos de Paulo em mesmo nível com as demais Escrituras

do AT - 2Pe. 3:15,16:

         Tenham em mente que a paciência de nosso Senhor significa salvação, como também o nosso amado irmão Paulo lhes escreveu, com a sabedoria que Deus lhe deu. Ele escreve da mesma forma em  todas as suas cartas, falando nelas destes assuntos. Suas cartas contêm algumas coisas difíceis de  entender, as quais os ignorantes e instáveis torcem, como também o fazem com as demais Escrituras, para a própria destruição deles.

O cânon foi elaborado com os apóstolos ainda vivos :O testemunho da história

Clemente de Roma (95 AD) menciona em seus escritos: Mt, Lc, Rm,Cor, Hb,1 Tm 1 Pe
Policarpo (em 110 AD) cita Filipenses e menciona frases de outras 9 epístolas de Paulo
Irineu (entre 130 e 200 AD) - Discípulo de Policarpo, que foi discípulo de João, cita a maioria dos livros do NT e a eles se refere como “Escrituras” – um termo, por assim dizer, técnico, usado
p ara a Bíblia.

Parte 5 - O quinto mito:  Madalena foi esposa de Jesus.

1 - Dan Brown usando o evangelho gnóstico de Filipe, afirma que sim

Por que este evangelho é tão importante para Dan Brown?
Porque afirma Jesus ter dado um beijo na boca de Madalena.

2 - Como podemos provar que isso é mitológico?

Se o fato de ter sido escrito 200 anos depois, ou seja, por gente que não presenciou as cenas que relatam não bastar, creio que o próximo fato bastará para tirar qualquer dúvida.

2.1 - Não há nenhuma confirmação textual palpável sobre este relato do beijo no próprio evangelho de Filipe

Os pergaminhos estão muito fragmentados e, em muitos momentos, os tradutores contaram apenas com a sua fértil imaginação para completar o texto com palavras que não estão ali.
Por exemplo, a descrição de que Jesus deu um beijo na boca de Madalena. Não existe ali a palavra boca. O lugar está rasgado, pela ação do tempo.(Evangelho de Filipe 63:33-36)
Segundo Darrel Bock, dentre todos os textos que podemos sugerir um casamento entre Jesus e Madalena, este é o mais importante. No entanto, você verá que esta é uma afirmação que é praticamente impossível de se fazer baseando-se em um texto tão fragmentado.
Veja como está o fragmentado texto (as partes em vermelho estão ilegíveis):

         E a companheira de [...] Maria Madalena. [...amou] a ela mais que a [todos] os discípulos e [costumava] beijá-la [sempre] na [...]”

         (citado por Darrel L Bock, em Quebrando o código Da Vinci, p.36)

O texto traduzido ficou mais ou menos assim

         E a companheira de [Jesus foi] Maria Madalena. [Ele amou] a ela mais que a [todos] os discípulos e [costumava] beijá-la [sempre] na [boca]”

Os estudiosos colocaram por si a palavra boca, mas, pelo espaço e dimensão da lacuna deixada pelas letras ausentes, caberiam também as palavras “face”, “testa”.
Como podemos a partir daí afirmar que Jesus beijava Maria na boca, se não está escrito?
Só na mente de quem tem intenções premeditadas é que isso pode acontecer.
Mas, segundo Lutzer, Brown comete outro erro crasso no Código Da Vinci, na página 233, ao afirmar:
         “…Como qualquer estudioso do aramaico poderá lhe explicar, a palavra companheira naquela época literalmente significava esposa…”
O primeiro erro é que este texto do Evangelho de Filipe está escrito em copta (egípcio) e não em aramaico (Lutzer.op.cit., p.78).

A palavra referida, “Koinonos”, que é uma palavra grega e não aramaica, significa amizade; comunidade, companheirismo. Se a intenção fosse afirmar um casamento a palavra mais usada seria “gyné”, que significa esposa.

2.2 – A idéia de Jesus ter sido casado é mais uma falácia

De acordo com a teoria levantada pelo Código Da Vinci, Jesus, na qualidade de mestre e pelo fato de agir como um rabino, deveria ter seguido os costumes judeus e ter se casado porque todo rabino deveria ser casado.

Ora, esta é uma afirmação extremamente vaga.

Primeiro, porque o celibato era uma possibilidade nos dias de Jesus. O próprio Senhor refere-se a esta possibilidade, dentro do contexto cultural judeu do século I, em Mt.19:12:
         Alguns são eunucos porque nasceram assim; outros foram feitos assim pelos homens; outros ainda se fizeram eunucos por causa do Reino dos céus. Quem puder aceitar isso, aceite”.
A expressão “ se fizeram eunucos por causa do reino dos Céus” alude a um serviço religioso corrente. Ele está falando de casos reais: “Outros se fizeram”.
A expressão “Quem puder aceitar, aceite” põe fim a qualquer dúvida quanto ao fato de um judeu não poder permanecer solteiro, porque é um convite a ser celibatário.

2.3 – Paulo não condenou o celibato

Quando Paulo fala sobre o direito que teria de ter uma esposa, cita Pedro e os apóstolos, mas não cita a Jesus que seria seu maior exemplo e argumento -  1Cor 9:4,5:
         Não temos nós o direito de comer e beber? Não temos nós o direito de levar conosco uma esposa crente como fazem os outros apóstolos, os irmãos do Senhor e Pedro?

2.4 - Dizer que, nos tempos de Jesus, era desonroso um homem não ser casado pressupõe um total desconhecimento da história.

Este conceito existiu sim, mas antes da era de Cristo. Veja que é verdade que os apóstolos, quase em sua maioria, eram casados. No entanto, Paulo era solteiro e, mais, aconselhou que pudéssemos fazer o mesmo, com o objetivo de servir na obra de Deus - 1 Co. 7:26-28:
         Por causa dos problemas atuais, penso que é melhor o homem permanecer como está. Você está casado? Não procure separar-se. Está solteiro? Não procure esposa. Mas, se vier a casar-  se, não comete pecado; e, se uma virgem se casar, também não comete pecado. Mas aqueles que se casarem enfrentarão muitas dificuldades na vida, e eu gostaria de poupá-los disso.
Não há nenhuma alusão a João Batista ser casado.

2.5 - A afirmação de Dan Brown em dizer que Jesus deveria ser casado como todo bom rabino é ainda mais vaga, de acordo com Darrell L. Bock, em seu livro Quebrando o Código Da Vinci (p. 51).

Não poderia haver nenhum tipo de exigência de casamento sobre Jesus, pois ele não era um rabino.
O sinédrio jamais o reconheceu como tal.
Segundo Darrel, ele agia como um mestre, não porque tivesse alguma função judaica oficial.
Na verdade, diz Darrel, “quando Lucas descreve o papel de Jesus usa o termo professor, não rabino.”
Fosse um Rabino, pelo menos inicialmente, os sacerdotes não o tratariam como um desconhecido, mas como um colega. No entanto, jamais vemos esta ocorrência em nenhum escrito.

3 – O que diz a história

Até agora usamos argumentos bíblicos para evidenciar que o celibato de Jesus é completamente possível. Mas, para não ficar só na Bíblia, evitando assim a desconfiança de muitos em afirmar que estamos sendo tendenciosos, vejamos o que está posto na história humana.

3.1 - Segundo a história, o celibato era possível nos dias de Jesus.

Os tão comentados escritos do mar morto, achados em 1947, não dão uma preciosa comprovação histórica e extrabíblica da contradição de Dan Brown ao afirmar que Jesus tinha de ser casado por ser desonroso permanecer solteiro.
O historiador judeu Flavio Josefo, em sua Autobiografia II, registra a vida e testemunho de Banous, um essênio celibatário que habitava no deserto.
(Citado por Daniel Hops em A vida diária nos tempos de Jesus, p. 258)
Segundo Daniel Hops, em seu livro A vida diária nos dias de Jesus, era comum entre os essênios e os nazarenos o voto de celibato.
Isso é fato histórico comprovado. Portanto, não procede a alegação de que Jesus tinha de ser casado para ter autoridade moral.

4 - As sentenças sobre Jesus ter sido casado com Madalena são extremamente perigosas porque são incertas.

Já vimos que os evangelhos apócrifos não merecem a menor confiança por não terem sido inspirados por Deus nem terem sido escritos por testemunhas dos fatos. Afinal, qual juiz aceitaria o depoimento de uma testemunha que não viu a cena de um crime?
De igual modo, como poderemos aceitar o depoimento de um texto escrito 200 anos depois do fato ocorrido, sem citar nenhuma outra fonte primária de pesquisa?
Diríamos imediatamente: falácia!

Parte 6 - O sexto mito:  O cristianismo é uma imitação do mitraísmo

Dan Brown, através do personagem Teabing, enceta outro mito sobre o cristianismo: o de ser um plágio do Mitraísmo. Ele diz na página 221:
         Nada é original no cristianismo. O deus pré-cristão Mitras – chamado o Filho de Deus e a luz do     mundo nasceu no dia 25 de dezembro, morreu e foi enterrado em um sepulcro de pedra e depois ressuscitou em três dias. Aliás o 25 de dezembro é também dia de celebrar o nascimento de Osíris, Adônis e Dionísio. O recém-nascido Krishna recebeu ouro, incenso e mirra. Até mesmo o dia santo semanal dos cristãos foi roubado dos pagãos (…)a cristandade celebrava o sabá judeu, mas Constantino mudou isso de modo que a celebração coincidisse com o dia em que os pagãos   veneram o sol.
Não foi Brown o primeiro a lançar este tipo de acusação. Muitos são os que lançam este tipo de argumento e acabam arrebatando a fé dos menos doutos e desavisados.
Tenho percebido que ser anticristão, ou o anticristianismo, é uma verdadeira religião. Até pelo sufixo “ismo”, pode-se perceber isto. O ateísmo busca provar sua não crença com tanta veemência que se torna uma verdadeira apologética. O agnosticismo, de igual modo, e assim todos os que desejam mostrar que o cristianismo é uma fraude fazem-no por convicções religiosas, não, teológicas. Sua religião é o ceticismo que eles defendem com tanta veemência quanto os apologetas da fé cristã que eles criticam. No desejo de contradizer a fé cristã, aventuram-se, sem nenhuma base histórica, a levantar acusações que não se podem provar. Isso é, no mínimo, falso testemunho e, perdoe-me a alfinetada, fanatismo anti-religioso, tão nocivo quanto o fanatismo religioso.
Assim tenho concluído que não somente “a fé cega” é uma faca amolada, mas também “a falta de fé cega” é igualmente uma faca perigosa.

1 - O que é o Mitraísmo e qual sua origem

Existem duas divindades pagãs com este mesmo nome.

            - Mitras o deus indo-iraniano, adorado no mundo antigo.

         Segundo a tradição Persa, Mitras era um gênio do bem (diferente do conceito mitológico que os romano, como um deus herói, tal como os outros mitológicos do Olimpo)

            – Mitras, o deus romano.

É certo dizer duas divindades porque apesar de originado no Mitras indo-iraniano, os mitos em torno dele e sua “teologia” sofreram grandes mutações com o passar dos anos

O Mitras Indo-iraniano surgiu em torno de 1.400 a.C. de acordo com Marília Teresa Bandeira de melo (Enciclopédia Barsa). Existem referências a Mitras tanto nos escritos sagrados dos Vedas como dos persas (iranianos). Era visto por ambas as religiões como o deus da luz invocado junto com o céu. Os vedas chamavam-no Varuna e os persas, de Ahura-Mazda (divindade suprema). Desempenha papel importante em ambas as civilizações. Nos escritos sagrados dos Vedas, figura o nome de Mitra significando “tratado”. No Avesta dos persas, uma ode lhe é consagrada.

            Mitra é o gênio da luz celestial. Ele aparece antes do nascer do Sol nos picos rochosos das montanhas, diz o Avesta. Durante o dia, atravessa o grande firmamento em sua carruagem puxada por quatro cavalos brancos. Quando cai a noite, ele ainda ilumina com laivos de claridade a superfície da Terra, “sempre acordado”, “sempre atento”. Não é Sol, não é Lua, não é estrela, mas, com “suas cem orelhas” e “seus cem olhos”, observa constantemente o mundo. Mitra tudo ouve, tudo vê, tudo sabe: nada pode enganá-lo.(Texto de Marília Teresa Bandeira de melo citado no site:
         www.motoria.hpg.ig.com.br/index-pag65.html)

A primeira modificação visível de seu conceito e portanto da divindade, acontece no período anterior a Zoroastro, quando é associado a uma outra divindade, Ahura-Mazda, tornando-se um deus de primeira magnitude e agora com valor militar. (ibidem)
Depois, no mundo romano, mais uma vez o Mitras indo-iraniano é descaracterizado, resultando neste que coexistiu com o cristianismo do século 3: um deus militar, cultuado por muitos no exército romano em uma seita secreta que só admitia homens. (CLAUSS, Manfred. The Roman Cult of Mithras: the god and his mysteries, capítulo 6, citado por Anderson Fortaleza em http://www.forumnow.com.br/).

2 - As impossibilidades de o cristianismo ser uma imitação do mitraísmo são diversas.

Vamos citar apenas quatro:

2.1 – Primeira impossibilidade: o tempo. De acordo com os registros históricos, quando o mitraísmo se tornou uma religião popular em Roma, o cristianismo já existia há, pelo menos, 100 anos. Veja a citação da Enciclopédia Eletrônica Barsa, verbete Mitraísmo:

         “Baseada no culto ao deus persa Mitra, difundiu-se na civilização romana, nos séculos III e IV da   era cristã.”
Ainda que datássemos o surgimento do mitraísmo no século I, não haveria como fazer uma ligação entre os dois, porque:
         - O cristianismo nasceu em Jerusalém, nos limites de Israel, para somente depois ganhar o mundo romano.
         - O mitraísmo floresceu em Roma e teve seu auge no tempo do imperador Diocleciano, de acordo com a Enciclopédia Barsa. Estamos falando do ano 285 dC.:
         “Os imperadores romanos Cômodo e Juliano o Apóstata foram iniciados, e Diocleciano consagrou, junto ao Danúbio, um templo a Mitra, “protetor do império”. (ibidem)
Assim, quando há este encontro, os dois credos já eram estabelecidos.
Entretanto, há um agravante que faz toda diferença:
O cristianismo era (e ainda é) uma religião aberta, buscando adeptos de todas as tribos e línguas, povos e nações, enquanto o mitraísmo era uma seita militar, secreta e, portanto, fechada.
Ora, como poderíamos juntar estes dois?

2.2 - Segunda impossibilidade de imitação é que o N.T. foi escrito durante o primeiro século, com as testemunhas dos fatos sobre Jesus ainda vivas, conforme narra Lucas em Lc. 1:1-4:

          Muitos já se dedicaram a elaborar um relato dos fatos que se cumpriram entre nós, conforme nos foram transmitidos por aqueles que desde o início foram testemunhas oculares e servos da palavra. Eu mesmo investiguei tudo cuidadosamente, desde o começo, e decidi escrever-te um relato ordenado, ó excelentíssimo Teófilo, para que tenhas a certeza das coisas que te foram ensinadas.
Como inventar mitos se as testemunhas ainda estavam vivas?
Paulo ainda vai mais além, afirmando que, dentre as mais de 500 pessoas, que conviveram com Jesus muitas das quais ainda estavam vivas quando ele escrevia suas cartas.
Falando sobre a ressurreição de Jesus e do contato que Jesus teve com os apóstolos Paulo diz em 1Co.15:6:
         Depois disso apareceu a mais de quinhentos irmãos de uma só vez, a maioria dos quais ainda vive, embora alguns já tenham adormecido.
“Trocando em miúdos”: Como o cristianismo poderia ter imitado o mitraísmo, se surgiu, e mais importante, se foi documentado antes e se as testemunhas dos fatos ainda estavam vivas quando as cartas começaram a circular entre as igrejas?
Portanto não há a menor possibilidade de imitação da mitologia de Mitras por parte do cristianismo.

2.3 – A terceira impossibilidade é que a origem do cristianismo é o judaísmo.

O cristianismo é o cumprimento das profecias do AT e está integralmente ligado a ele.
Desta maneira, os fatos da vida de Cristo que os céticos dizem ser plágio do mitraísmo já estavam profetizados há muito no livro dos judeus, que é anterior ao próprio mitraísmo persa e védico:
Alguém teria coragem de afirmar que Constantino também fraudou o livro dos judeus, quando nenhuma ligação houve entre eles?
O Antigo Testamento é um importante testemunho da originalidade do cristianismo, como se vê adiante:

As profecias do Antigo Testamento dizem que Jesus

         1 - Nasceria de uma virgem (Is. 7:17)
         2 - Que morreria traspassado e que seus carrascos dividiriam suas vestes (Sl.22:16-18 e Zc.12:10)
         3 - Que ressuscitaria ao terceiro dia (Sl.16:10; 30:3; 41:10;118:17;Os. 6:2)
         4 - Que seria levado aos céus (Sl. 68:18)
         5 - Que sentaria à destra do Todo-Poderoso (Sl.110:1)
         6 - Que seria pedra de tropeço para os judeus (Is.8:13-17)
         7 - Que as nações gentílicas abraçariam Seu ensino (Is. 60:3)
Mostre-me apenas uma profecia em período anterior a Mitra…
Este mesmo conjunto de mais de 300 profecias afirma categoricamente a divindade de Jesus chamando-O de Senhor (um dos títulos de Deus) por diversas vezes..

2.4 – Quarta impossibilidade de plágio:

As similaridades são, em sua maioria, pura invencionice dos que escrevem, sem nenhuma comprovação histórica, de acordo com o que escreve o renomado historiador Manfred Clauss.

Quero aqui citar o artigo de Anderson Fortaleza no qual, mencionando o livro se Clauss, diz:
         Nenhuma das imagens de Mitras alude a qualquer uma destas afirmações de similaridade com Jesus.

Então como se explicam as semelhanças?

Estas ditas semelhanças não têm comprovação histórica alguma. Estão, não se sabe porque, na cabeça de poucos. Aliás, pouco existe escrito, com fundamentação, sobre o mitraísmo. No entanto, assim como no cristianismo, as pinturas e esculturas falam do credo, assim também em qualquer outra religião. Nenhuma das imagens de Mitra sequer sugere qualquer semelhança com o cristianismo.

Quais são estas supostas semelhanças?

1 - Que Mitras teria nascido de uma virgem, no dia 25 de dezembro
2 - Pastores estavam lhe prestando assistência no nascimento
3 - Que teria morrido pelos pecados
4 - Que tinha 12 seguidores
5 - Que Ele fez milagres. (tirou água da rocha)
6 - Ele foi morto e enterrado em uma tumba.Na mitologia de Mitra ele nem sequer morreu, como lemos há pouco.
7 - Depois de três dias, ele ressuscitou. Se não morreu, não ressuscitou. Não existem registros sobre isso.
8 - Ele subiu aos céus. (como resultado de uma matança, enquanto Jesus é como resultado de sua morte)
9 - Ele foi chamado “o Caminho, a Verdade e a Luz”, “Redentor”, “Salvador”, “Messias”.Isso é ridículo, pois Messias é um termo essencialmente judeu.Quanto aos demais, simplesmente não há nenhum registro histórico que o confirme. Quanto a ser chamado de salvador, isto está historicamente correto, mas não prova uma imitação e, sim, uma coincidência.
10 - Ele foi identificado como leão e cordeiro.Também não há registros históricos disto. Há uma figura de Leão no  mitraísmo mas nunca associada a Mitras.
11 - O Mitraísmo tinha uma refeição ritual. É verdade que esta refeição era pão e vinho. Mas isso não é de se estranhar, porque tal refeição era comum  nas culturas antigas, conforme escreve Clauss (op.cit.,pp.108-9).

Para resumir, as únicas destas afirmações que existe comprovação histórica são:

         - Ele fez milagres.
         - Ele subiu aos céus.
         - Ele foi chamado “Salvador”.
         - O Mitraísmo tinha uma refeição ritual.
O resto é pura invencionice humana

Veja o que dizem os historiadores sérios sobre o nascimento de Mitras e perceba como logo os conceitos se distanciam

            A data de seu nascimento
         O mito de Mitra. No dia 25 de dezembro, celebra-se a vinda da nova luz e o nascimento do deus.
            O nascimento incomum
         Nascimento miraculoso, pois propulsionado por uma força mágica interior: o jovem deus saiu de uma  rocha, nu, usando o boné frígio. Ele leva nas mãos um punhal e uma tocha.
            Já nasceu grande
         É o genitor da luz (genitor luminis) e (saxigenus) saído da rocha (petra genitrix). Apenas nascido, ele já está pronto para os maiores feitos.
            Sobre sua missão na terra
            Matar o touro
         Recebe, do deus Ahura-Mazda, a incumbência de matar o touro primordial. Pela morte do touro, dará Mitra os frutos da Terra aos humanos.
            Criar uma fonte eterna
         Também fará jorrar água da rocha como a ajuda de seu arco, criando assim uma fonte destinada a jamais secar.
Vejamos por outra ótica
Já que as pessoas insistem em enfatizar as semelhanças, deixe-me percorrer o caminho contrário, enfatizando as diferenças e você verá que são conceitos completamente divergentes.

Tomarei por referência o artigo da Barsa Britânica.

MITRAÍSMO

CRISTIANISMO

Quanto ao sistema teológico

Politeísmo: Mitra é um deus dentre muitos outros para persas e gregos.

   Monoteísmo: Jesus é uma das pessoas da Trindade.

Quanto à Teologia

Mitra é o deus do bem

  Jesus é Deus acima de todas as coisas, inclusive do   bem e do mal

Mitra é o criador da luz

   Jesus é o criador e sustentador de todas as coisas

Quanto à compreensão do universo espiritual

O mitraísmo é dualista. Mitra é a divindade oposta aos deuses do mal

    O cristianismo é pleno. Jesus não é o oposto de Satanás. Jesus é Deus e Satanás, um anjo caído.

Quanto à eternidade

Mitra está em luta permanente contra a divindade obscura do mal

    Jesus derrotou o mal

Quanto à escatologia

Seu culto estava associado à crença na existência futura absolutamente espiritual e libertada da matéria

    A fé cristã afirma que voltaremos à nossa carne

Quanto à apologética

O centro do culto a Mitra era o sacrifício de um touro, símbolo do sacrifício original do touro da fecundidade, de cujo sangue brotava a vida e que proporcionava a imortalidade.

    O centro do culto cristão é o louvor a Deus e a prédica da Palavra, instruindo, exortando e     consolando os crentes.

Quanto à sociologia da religião

A religião mitraica tinha raízes no dualismo zoroástrico

    O cristianismo tem raízes no judaísmo

Conclusão

A falsidade de todos os argumentos apresentado por Brown e pelos inúmeros pseudo pesquisadores é confrontada com a seguinte verdade sobre os atos dos cristãos frente a verdade que crêem:
Quem morreria por causa de uma imitação barata, especialmente sabendo ser uma cópia fajuta?
Posso confiar nos testemunhos dos apóstolos porque, daqueles doze homens, onze morreram como mártires com base em duas coisas:
         a – A ressurreição de Jesus.
         b – Sua crença nele como filho de Deus.
Todos os apóstolos sem exceção, foram martirizados com os mais cruéis métodos conhecidos:
 1 – Pedro – crucificado.
 2 – André – Crucificado.
 3 – Mateus – pela espada.
 4 – Tiago, filho de Alfeu – crucificado.
 5 – Filipe – crucificado.
 6 – Simão – crucificado.
 7 – Tadeu – morto a flechadas.
 8 – Tiago, irmão de Jesus – apedrejado.
 9 – Tomé – traspassado com uma lança.
10 - Bartolomeu – crucificado.
11 - Tiago, filho de Zebedeu – pela espada.
Eles e seu sangue derramado por amor a Jesus são um enorme testemunho de sua convicção.
Eles testemunharam a vida e obra de Jesus. E mais. Testemunharam Sua morte na cruz, ressurreição e ascensão.
Ora, que diga Dan Brown ou qualquer outro pseudo-estudioso o que quiser. Mas a história é imparcial e sempre se levantará para provar a verdade.
A Ele, toda a glória por todos os séculos, pois os cristãos no mundo inteiro continuarão dispostos a dar seu sangue e sua vida para testemunhar veracidade de sua singular experiência de salvação!

Ficou constatado neste estudo que

- As feições femininas no quadro de Da Vinci são parte de um estilo de pintura. Muitas outras pinturas e esculturas da época são assim retratadas (veja a escultura de Davi ……)
- Os apócrifos são ensinos gnósticos contraditórios e que foram combatidos pelos apóstolos e por seus discípulos depois deles.
- Jesus era crido como Deus pelos primeiros cristãos e que tudo o que está escrito na Bíblia foi atestado por eles
Citamos inclusive textos de não cristãos reconhecendo que os crentes adoravam a Cristo e por Ele morriam
- Os apóstolos foram os iniciadores do Cânon sagrado e seus discípulos, os continuadores.
-  A idéia de Constantino ter fraudado o cristianismo no Concílio de Nicéia é puro delírio
- Que não existe nenhum indício de que Jesus tenha beijado a boca de Madelena ou de que existiu sensualidade entre eles
- Que nenhum problema havia em Jesus ser celibatário. Isso era comum em Seus dias.

Colaboração para o Portal escolaDominical: Pr. Domingos Sávio Rodrigues Alves.
Revisão texto : Prof. Dr. Caramuru Afonso Francisco

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