30/10/2006
DOIS DIAS ANTES DAS ELEIÇÕES, LULA INCLUI ABORTO NAS METAS DO NOVO GOVERNO
Esperava-se para 2007, mas não para dois dias antes das eleições. Aconteceu o que era inimaginável, dada a reprovação do público brasileiro à legalização do aborto e ao cuidado extremo que os candidatos estão tendo ao mencionar o tema aborto em épocas de eleições.
O próprio presidente Luiz Inácio Lula da Silva lançou quarta feira dia 27 de Setembro um caderno de 24 páginas intitulado "LULA PRESIDENTE: COMPROMISSO COM AS MULHERES, PROGRAMA SETORIAL DE MULHERES 2007 -2010", onde, apesar da linguagem velada, reafirma inequivocamente seu compromisso em legalizar o aborto no Brasil.
O documento afirma:
"O Estado e a legislação brasileira devem garantir o direito de decisão das mulheres sobre suas vidas e seus corpos. Para isso é essencial promover as condições para o exercício da autonomia com garantia dos direitos sexuais e direitos reprodutivos e de uma vida sem violência. O Estado é para todas e todos, e deve dirigir suas ações para a garantia de cidadania de todas as pessoas, ao invés de se pautar por preceitos de qualquer crença ou religião".
[Lula Presidente: Compromisso com as Mulheres, pg. 16]
"A Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres, vinculada diretamente à Presidência da República, com status de ministério, deve ser fortalecida e contar com recursos humanos e orçamentários ampliados capazes de exercer as seguintes atribuições:
- Garantir a implementação do Plano Nacional de Políticas para as Mulheres".
[Lula Presidente: Compromisso com as Mulheres pg. 17]
O Plano Nacional de Políticas para as Mulheres é aquele assinado pelo presidente em dezembro de 2004 que, à página 64, em sua prioridade 3.6, coloca a legalização do aborto como meta prioritária do governo Lula. Encontra-se em
http://200.130.7.5/spmu/docs/PNPM.pdf
Ainda no documento "Lula Presidente: Compromisso com as Mulheres", encontra-se, à página 19:
"5. PROPOSTAS PARA FORTALECER A PROMOÇÃO DA IGUALDADE
Garantir a saúde e o exercício dos direitos sexuais e direitos reprodutivos:
O segundo governo Lula desenvolverá ações que assegurem autonomia das mulheres sobre seu corpo, a qualidade de vida e da saúde em toda as fase de sua vida, respeitando a diversidade racial e étnica e a orientação sexual das mulheres.
- Criar mecanismos nos serviços de saúde que favoreçam a autonomia das mulheres sobre o seu corpo e sua sexualidade e contribuir na revisão da legislação.
[Lula Presidente: Compromisso com as Mulheres, pg. 19]
O documento completo encontra-se em
http://www.lulapresidente.org.br/site/download/militante/cartilha/Mulheres_205x265.zip
mas estará fora do ar a partir da meia noite de quinta feira dias 28 de setembro. Terá permanecido disponível para o público por menos de 48 horas.
Durante o 13º Encontro Nacional do PT, que ocorreu entre os dias 28 e 30 de abril, em São Paulo, foi aprovado o documento "Diretrizes para a Elaboração do Programa de Governo". Nesse documento é possível ler:
(...)
"O Governo Federal se empenhará na agenda legislativa que contemple as demandas desses segmentos da sociedade, como o Estatuto da Igualdade Racial, a descriminalização do aborto e a criminalização da homofobia.
(...)
Ou seja: assassinato de inocentes pelos mais que deveriam protegê-los e prender pais que se oponham ao ensino de homossexualismo as crianças nas escolas e através da mídia.
Reportam da Folha de São Paulo:
LULA ELENCA MEDIDAS PARA AMPLIAR ACESSO AO ABORTO, MAS EVITA PALAVRA
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/brasil/fc2809200612.htm
No tópico sobre direitos reprodutivos, o caderno evita a palavra "aborto". Prefere tratar do tema de forma cifrada, mas sem deixar margem para dúvida. "O Estado e a legislação brasileira devem garantir o direito de decisão das mulheres sobre suas vidas e seus
corpos. Para isso, é essencial promover as condições para o exercício da autonomia com garantia dos direitos sexuais e reprodutivos", diz o texto.
O documento fala em "formular propostas de mudanças na legislação"
e "criar mecanismos nos serviços de saúde que favoreçam a autonomia das mulheres sobre seu corpo", mas não entra em detalhes.
Em seu governo, Lula montou uma comissão que enviou um projeto de lei ao Congresso prevendo a ampliação do direito ao aborto, hoje
restrito a casos de estupro ou risco à saúde da mãe. Poderia ser
incluída também a hipótese de má formação do feto, por exemplo.
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27/10/2006
A SANTÍSSIMA TRINDADE, UMA VERDADE INCONTESTÁVEL - Mt 3.13-17
Lição 5 - 29/10/2006 A UNIDADE EXPLÍCITA DA TRINDADE 1. NA REVELAÇÃO DO MINISTÉRIO DO FILHO a) Iniciando com o exemplo de submissão como Servo - Jo 5.30 Mt 20.28 Fl 2.7 b) Afirmando com a convicção de cumprimento como Senhor - Mt 5.17 Lc 24.44 I Jo 3.8b c) Recebendo a confirmação da identificação como Filho - Lc 1.35 Mt 16.16 Mc 3.11 2. NA REVELAÇÃO DO MINISTÉRIO DO ESPÍRITO a) Demonstrando que agiria com simplicidade - Jo 1.32 Jo 14.16 Gl 4.6 b) Demonstrando que operaria com imparcialidade - Cl 3.25 Hb 3.7 Rm 11.21 c) Demonstrando que comandaria com objetividade - At 8.29 At 13.2 At 15.28 3. NA REVELAÇÃO DO MINISTÉRIO DO PAI a) Apresentar Seu instrumento para o Plano de Salvação - Mt 12.18 Mt 17.5 I Jo 5.9 b) Anunciar Seu acompanhamento no Plano de Salvação - Jo 12.49 Lc 22.42 Mt 26.53 c) Declarar Seu envolvimento no Plano de Salvação - Jo 5.17 Jo 8.16 Lc 2.49 Pr Adilson Guilhermel
QUESTIONÁRIO - LIÇÃO 5
| As três Pessoas são iguais na substância e nos atributos absolutos e morais. | ||
| A origem do termo SANTÍSSIMA TRINDADE | Apesar de o termo não se encontrar nas Sagradas Escrituras, as evidências que atestam a doutrina são, tanto no Antigo quanto no Novo Testamento, incontestáveis. | |
| Com toda a razão, Atanásio é considerado o pai da ortodoxia, em virtude de seu redobrado zelo em prol da pureza doutrinária das Sagradas Escrituras. | ||
| Definição de SANTÍSSIMA TRINDADE | “Adoramos um DEUS em trindade, e a trindade em unidade, sem confundir as pessoas, sem separar a substância”. | |
| A palavra Trindade foi usada pela primeira vez, em sua forma grega, por Teófilo; e, em sua forma latina, por Tertuliano. | ||
| O Credo Atanasiano. | Doutrina segundo a qual a Divindade, embora una em sua essência, subsiste eternamente nas pessoas do PAI, do FILHO e do ESPÍRITO SANTO |
| a. No batismo de JESUS(Mt 3.16,17). | Já prestes a ser assunto ao céu, o Senhor JESUS CRISTO, ao dar últimas instruções aos discípulos, declarou: “Portanto, ide, ensinai todas as nações, batizando-as em nome do PAI, e do FILHO, e do ESPÍRITO SANTO” (Mt 28.19). | |
| b. No ministério de JESUS(Lc 4.18,19). | Nos Atos dos Apóstolos, a Santíssima Trindade aparece operando ativamente, desde os primeiros versículos (At 1.1,2). Nesse livro, encontramos a Trindade na proclamação do Evangelho (At 5.32; At 10.38); no testemunho eficaz da fé cristã (At 7.55); no chamamento de obreiros (At 9.17); no Concílio de Jerusalém (At 15.1-35). | |
| c. Na ressurreição e na ascensão de JESUS. | Nessa clássica manifestação da Trindade, vemos a Segunda Pessoa (o FILHO) submeter-se ao batismo, a Terceira Pessoa (o ESPÍRITO SANTO) descer como pomba sobre a Segunda Pessoa e a Primeira Pessoa declarar o seu amor à Segunda Pessoa. | |
| d. Na vida da Igreja Primitiva. | Nesta passagem de Isaías (61.1), é impossível não ver a manifestação da Santíssima Trindade. |
25/10/2006
Lição 5 - Comentários - Pedro Magalhães Alves Júnior
INTRODUÇÃO
PENSAMENTO PARA REFLEXÃO:A Trindade divina é o reflexo da luz de Deus vista pelo prisma da revelação bíblica. Uma só Luz, que ao passar pelo prisma da revelação escrita de Deus, divide-se em três cores diferentes da mesma Luz. Não são três luzes, são três elementos (de cores diferentes) que constituem uma única luz que entra por um lado do prisma e sai dividida em três cores pelo outro lado.
Talvez seus alunos não saibam o que seja um "prisma". Explicamos: Um prisma é um objeto sólido de substância transparente, com forma prismática (parecido com o triângulo), utilizado para dispersar, refratar ou refletir luz. Em experiências de física, quando se estuda a luz, é mostrado aos alunos que a luz é um elemento constituído de várias partes. Isso é provado por meio de um prisma. Na experiência, um foco de luz entra por um dos lados do prisma e sai do outro lado decomposto em várias cores diferentes separadas, que são as cores que existem na luz. Assim também é com a doutrina da Trindade, sendo que a Luz é Deus (1Jo 1. 5) e o nosso prisma é a Bíblia, que revela Deus como um só Ser, composto de três pessoas. Somente pela revelação da Bíblia sabemos que Deus é um ser triúno.
Esta foi a melhor analogia que eu encontrei para descrever a triunidade de Deus e sei que ela ainda assim está muito longe de dizer tudo sobre tão misteriosa verdade. É como um desenho um pouco distorcido de Deus. Na seção dos PRINCÍPIOS PRÁTICOS PARA APLICAÇÃO DIDÁTICA, mostrei as dificuldades ao abordar tal assunto e os devidos cuidados que o professor deve tomar ao ministrar este tema tão difícil aos seus alunos. Abordei também princípios que o professor deve se utilizar para evitar qualquer contradição ao ensinar, mostrando alguns conceitos corretos e errôneos sobre a doutrina da Trindade que deve mostrar aos alunos, solicitando que também defendam os conceitos corretos e não cometam o mesmo erro de interpretação, se deixando levar pelos conceitos heréticos.
O gráfico sugerido pela Revista do Mestre, pág. 35 também foi comentado na seção PRINCÍPIOS PRÁTICOS PARA APLICAÇÃO DIDÁTICA, em nosso subsídio ele foi enriquecido com mais detalhes e referências bíblicas.
Vejamos o que a Bíblia diz sobre a Trindade:
I. OUE É A SANTÍSSIMA TRINDADE
1. Definição. "Entendimento cristão de Deus como trino e uno. Trindade significa que a natureza divina é uma unidade e três Pessoas e que Deus se revela como três pessoas distintas: Pai, Filho e Espírito Santo. A base suprema da doutrina cristã da Trindade está na manifestação divina de Jesus, que, como Filho, relevou o Pai e derramou o Espírito" (GRENZ, Stanley J.; GURETZKI, David; NORDLING, Cherith Fee; Dicionário de teologia, pág. 89, Editora Vida, adaptado pelo autor deste comentário).
A razão de o ser humano não poder entender as implicações da doutrina da Trindade prova que esta doutrina não é fruto da sua imaginação, pelo contrário, seu lento desenvolvimento e entendimento atestam a verdade de que esta é uma doutrina complexa demais para ser derivada da criatividade do gênio humano. Sobre isso, escreve certo apologista:
"A Sociedade Torre de Vigia (STV) afirma que como a doutrina da Trindade não pode ser entendida, não deve ser aceita, pois Deus não é Deus de confusão (I Co 14:33). Antes de explicar a doutrina, farei uma citação de um trecho de uma publicação da Sociedade Torre de Vigia":
"Sl 90. 2: ‘Antes de nascerem os próprios montes ou de teres passado a produzir como que com dores de parto a terra e o solo produtivo, sim, de tempo indefinido a tempo indefinido, tu és Deus'.
"Há lógica nisso? Nossa mente não pode compreender isso plenamente. Mas não é uma razão sólida para o rejeitar'". (Raciocínio à Base das Escrituras, p. 123)
"Partindo da citação acima, e comparando-a com o argumento da STV de que a doutrina da Trindade não deve ser aceita por estar além da razão, a STV terá duas alternativas: negar a eternidade de Deus, ou aceitar a Trindade".
2. Origem do termo. A Palavra "Trindade" vem do grego "trikha" ("três") e do latim "trinitatem" ("grupo de três pessoas"). Foi usada em sua forma grega pela primeira vez por Teófilo (segundo séc. d. C), e em sua forma latina por Tertuliano (160-220 d. C). No entanto, é provável que os cristãos primitivos devam ter usado este termo desde os primórdios da igreja, tornando-se amplamente conhecido através de Teófilo e de Tertuliano.
O termo não se encontra nas escrituras, mas as evidências atestam que esta doutrina é, tanto no Antigo quanto no Novo testamento, incontestável.
3. O Credo Atanasano. O Credo Atanasiano, também chamado de Symbolum Quicunque, porque as primeiras palavras do seu texto em latim dizem: "Quincuque vult salvus esse..." ("Todo aquele que quer ser salvo...") contém, em sua edição atual, quarenta e dois artigos, que bem definem a base bíblica e teológica da doutrina da Trindade bem como a divindade de Jesus Cristo e do Espírito Santo. Abaixo transcrevemos todo o Credo Atanasiano em sua íntegra.
(1) Qualquer um que quer ser salvo, antes de tudo deve seguir a fé universal: (2) aquele que não a guardar integral e intata, sem dúvida perecerá eternamente.
(3) A fé universal é esta: que adoremos o único Deus na Trindade e a Trindade na Unidade, (4) não confundindo as Pessoas, nem separando o Ser. (5) Pois, uma é a Pessoa do Pai, outra a do Filho e outra a do Espírito Santo; (6) mas o Pai e o Filho e o Espírito Santo possuem uma só divindade, igual glória e igual majestade eterna. (7) Assim como é o Pai, assim é o Filho, assim é também o Espírito Santo. (8) Incriado é o Pai, incriado o Filho, incriado o Espírito Santo; (9) imenso é o Pai, imenso o Filho, imenso o Espírito Santo; (10) eterno é o Pai, eterno o Filho, eterno o Espírito Santo; (11) contudo, eles não são três eternos, mas um só eterno; (12) como não são três incriados nem três imensos, mas um só incriado e um só imenso. (13) igualmente o Pai é todo-poderoso, o Filho é todo-poderoso, o Espírito Santo é todo-poderoso; (14) contudo eles não são três todo-poderosos, mas um só todo-poderoso. (15) Assim o Pai é Deus, o Filho é Deus, o Espírito Santo é Deus; (16) contudo eles não são três deuses, mas um só Deus. (17) Assim o Pai é Senhor, o Filho é Senhor, o Espírito Santo é Senhor; (18) contudo eles não são três Senhores, mas um só Senhor. (19) Pois assim como nós somos compelidos, pela verdade cristã, a confessar cada Pessoa singular como Deus e Senhor, (20) assim nos é proibido, pela fé universal, falar de três deuses ou três Senhores. (21) O Pai não foi feito por ninguém, nem criado, nem gerado. (22) O Filho não foi feito, nem criado, mas gerado, somente pelo Pai. (23) O Espírito Santo não foi feito, nem criado, nem gerado pelo Pai e Filho, mas está procedendo dEles. (24) Então, um só Pai, não três Pais; um só Filho, não três Filhos; um só Espírito Santo, não três Espírito Santos. (25) E nesta Trindade não há nada anterior ou posterior, nem maior ou menor, (26) mas todas estas três Pessoas têm a mesma eternidade e igualdade. (27) Por isso, como já foi dito, seja venerada, em tudo, a Unidade na Trindade, assim como a Trindade na Unidade. (28) Portanto, quem quer ser salvo, deve reconhecer assim a Trindade.
(29) Mas é necessário para a salvação eterna, crer também fielmente na encarnação do nosso Senhor Jesus Cristo. (30) Então, a verdadeira fé é que cremos e confessamos que nosso Senhor Jesus Cristo, Filho de Deus, é igualmente Deus e homem. (31) Ele é Deus da substância do Pai, gerado antes de todos os tempos, e Ele é homem da substância da mãe, nascido no tempo; (32) perfeito Deus, perfeito homem, subsistindo de alma racional e carne humana; (33) igual ao Pai, visto a natureza divina; menor que o Pai, visto a natureza humana. (34) Ele, mesmo sendo Deus e homem, não é dois mas um só Cristo. (35) Ele é um, não por ser convertida a Divindade em carne, mas porque Deus assumiu a natureza humana; (36) Ele é um, não por confusão da substância, mas pela unidade de uma Pessoa. (37) Pois assim como a alma racional e a carne são uma Pessoa, assim Deus e homem são um só Cristo. (38) Ele padeceu por nossa salvação, desceu ao reino dos mortos, ressurgiu dos mortos, (39) subiu ao céu, está sentado à direita do Pai, de onde há de vir a julgar os vivos e os mortos: (40) com a vinda dele todas as pessoas vão ressurgir com seus corpos e dar contas de seus próprios atos; (41) os que tiverem feito o bem, entrarão na vida eterna, os que tiverem feito o mal no fogo eterno. (42) Esta é a fé universal: quem não crer nela fielmente e firmemente, não poderá ser salvo.
Muitas seitas questionam a veracidade histórica deste Credo, afirmando que ele não é obra do bispo que leva o seu nome, como vemos na brochura Deve-se crer na Trindade? (1989) pág. 9, obra dos testemunhas de Jeová:
"A Trindade foi mais plenamente definida no Credo Atanasiano. Atanásio foi um clérigo que apoiou Constantino em Nicéia. O credo que leva seu nome declara: ‘Adoramos um só Deus em Trindade . . . O Pai é Deus, o Filho é Deus e o Espírito Santo é Deus; e, no entanto, não são três deuses, mas um só Deus'.
"Não obstante, bem informados peritos concordam que não foi Atanásio quem elaborou esse credo. A Nova Enciclopédia Britânica comenta: ‘O credo era desconhecido à Igreja Oriental até o século 12. Desde o século 17, os peritos em geral têm concordado que o Credo Atanasiano não foi escrito por Atanásio (falecido em 373), mas que, provavelmente, foi elaborado no sul da França durante o quinto século... O credo parece ter tido influência primariamente no sul da França e na Espanha no 6.° e 7.° séculos. Foi usado na liturgia da igreja na Alemanha no 9.° século e um pouco mais tarde em Roma.'"
A mesma brochura conclui seu ataque declarando:
"Portanto, levou séculos desde o tempo de Cristo para que a Trindade viesse a ser plenamente aceita na cristandade. E, em todo esse processo, o que foi que guiou as decisões? Foi a Palavra de Deus, ou foram considerações clericais e políticas? Em Origem e Evolução da Religião, E. W. Hopkins responde: ‘A definição ortodoxa final da trindade era em grande parte uma questão de política eclesial'".
REFUTAÇÃO
Não foi o Credo Atanasiano que definiu a Trindade, nem foi através dele que ela foi "inventada"; o Credo Atanasiano apenas deu corpo normativo a esta doutrina que já existia na Bíblia. Ele foi a definição final que iria estabelecer o que estava subentendido no texto bíblico e que estava sendo debatido e ganhando corpo durante séculos.
O Credo atanasiano na verdade serviu para censurar as doutrinas heréticas de Ário, um heresiarca cujos ensinamentos muito se assemelham com alguns dos testemunhas de Jeová. Dentre estes ensinos estava a doutrina de que o Espírito Santo era uma força e que Jesus era apenas uma criatura de Deus. É por isso que as testemunhas de Jeová chamam Atanásio de "herege". Simplesmente por que Atanásio atacou as doutrinas de Ário, as quais os Jeovistas seguem e ensinam aos outros, não aceitando que ninguém chame Ário de herege.
Pelo fato de o credo, na forma como está atualmente, não ter sido escrito por Atanásio os arianos de hoje (isto é, os testemunhas de Jeová) dizem que o credo não é obra de Atanásio, questionando assim a credibilidade do Credo Atanasiano. Respondemos que o credo reflete muito bem as idéias de Atanásio, as quais foram escritas quando em 20 de maio de 325, sob a convocação feita por Constantino, o concílio ecumênico de Nicéia condenou Ário a anátema, após defesa feita pelo bispo de Alexandria, chamado Atanásio. O credo recebe seu nome devido ser inspirado na ortodoxia e na lógica persuasiva de sua defesa da divindade de Jesus Cristo e conseqüentemente, do Espírito Santo, o que dá origem ao conceito trinitário: Três seres, um só Deus.
Mesmo que a doutrina da Trindade tenho levado séculos para se definir plenamente, cremos que não foi o interesse político ou a influência pagã que a estabeleceu. Deus dirigindo a história e as decisões dos concílios permitiram que esta forma de entendê-lO melhor pudesse aflorar.
A afirmação que a doutrina da Trindade tem procedência pagã não procede devido ao fato de que o conceito pagão não oferecia nada que se parecesse realmente com a definição bíblica e teológica da Trindade divina. Várias nações têm uma tríade de deuses, mas estes deuses não se enquadram como uma Trindade.
II. A SANTÍSSIMA TRINDADE NO ANTIGO TESTAMENTO
Podemos perceber a essência da doutrina da Trindade em toda a Bíblia. Mesmo que a palavra "Trindade" não esteja escrita em suas páginas, notamos o seu conceito e a participação das três pessoas divinas em união não somente de objetivos e de pensamentos, mas de natureza.
1. A Trindade na criação do Universo. Não somente na criação do universo, mas em muitas outras atividades, podemos perceber as Pessoas da Trindade em ação conjunta. Por exemplo:
Gênesis 1. 26 cita Deus (‘elóhim) que diz: "Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança..." Essa primeira pessoa dificilmente pode ser um plural editorial ou real, referente a uma única pessoa, a que fala, visto que tal uso não se verifica em parte alguma do hebraico bíblico. Portanto, precisamos enfrentar a pergunta: Quem são as pessoas incluídas em "façamos (nós)" e em "nossa" [imagem]. Dificilmente incluiríamos os anjos, que estariam sendo consultados, pois em parte alguma se diz que o homem foi criado à imagem deles; só de Deus. O v. 27 afirma: "Criou Deus ['elóhim], pois, o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou; o homem e a mulher os criou", O Senhor - o mesmo Deus que falou de si mesmo no plural - declara agora que criou o homem à sua imagem. Em outras palavras, o plural equivale ao singular. Só podemos entender isto em termos da natureza trinitária de Deus. O verdadeiro Deus subsiste em três pessoas, as quais são capazes de discutir entre si e executar seus planos, pondo-os em ação, juntos - sem deixarem de ser um único Deus. É isto o que a expressão "façamos" denota.
Para nós, que fomos criados à imagem de Deus, essa doutrina não deveria ser difícil de entender. Existe um sentido muito bem definido em que temos uma natureza tríplice, ou trinitária. I Tessalonicenses 5. 23 indica-o com clareza: "O mesmo Deus de paz vos santifique em tudo; e o vosso espírito, alma e corpo sejam conservados íntegros e irrepreensíveis na vinda de nosso Senhor Jesus Cristo". Com freqüência, encontramo-nos engajados em debate entre nosso espírito, alma e corpo, quando enfrentamos uma decisão moral, uma escolha entre a vontade de Deus e o desejo de nossa natureza carnal, que busca o prazer egoísta. Calvino chamava a tricotomia do homem de "analogia da Trindade".
Salmos 33. 6 diz: "Os céus por sua palavra se fizeram, e, pelo sopro [rûah, Espírito] de sua boca, o exército deles". Aqui de novo temos o mesmo envolvimento das três pessoas da Trindade na obra da criação: o Pai decreta, o Filho, sendo o Verbo, executa o decreto do Pai, e o Espírito concede a dinâmica vital ao processo (Adaptado de ARCHER, Gleason. Enciclopédia de Temas Bíblicos. Págs. 304, 305. Editora Vida).
2. A Trindade na expectativa messiânica da alma hebréia. Várias referências mostram as profecias referentes a um Messias divino (vimos este assunto na lição 3), no entanto a alma hebréia tinha uma esperança messiânica, mas nenhuma concepção da Trindade. Nem mesmo aceitaram que Jesus dissesse que era igual a Deus (Jo 5. 18, 19, 30), muito menos compreenderiam que haveria uma terceira pessoa que se mostraria como Deus (At 5. 3, 4). O monoteísmo dos judeus concebia um só ser com uma só essência, no entanto o próprio Antigo Testamento mostra evidências da Trindade em meio às promessas messiânicas. Citamos alguns exemplos abaixo:
Salmos 45.6, citado em conexão com Hebreus 1. 8: "O teu trono, ó Deus, é para todo o sempre; cetro de eqüidade é o cetro do teu reino". Mas o Sl 45.7 traz uma referência a um Deus que abençoara ao Verbo que é o perfeito Rei: "Amas a justiça e odeias a iniqüidade; por isso Deus (Filho), o teu Deus (Pai), te ungiu com o óleo de alegria, como a nenhum dos teus companheiros". O conceito de Deus ungindo Deus só pode ser entendido em um sentido trinitário. Um conceito de Deus unitário torna essa passagem ininteligível. Deus não unge a si mesmo neste texto.
Isaías 48. 16 mostra as três pessoas em ação, na obra da revelação redentora: "Chegai-vos a mim e ouvi isto: não falei em segredo desde o princípio; desde o tempo em que isso vem acontecendo [i.e., o livramento do povo de Deus dos grilhões e da escravidão], tenho estado lá. Agora, o Senhor Deus me enviou a mim e o seu Espírito". Temos aqui o Deus-homem Redentor falando (o que se descreveu a si mesmo no v. 12 dizendo: "sou o primeiro e também o último", e no v. 13, assim: "... a minha mão fundou a terra, e a minha destra estendeu os céus..." Agora ele diz, no v. 16: "... o Senhor Deus me enviou a mim e o seu Espírito (que nesse caso se refere a Deus, o Filho, e a Deus, o Espírito, a terceira Pessoa da Trindade). E possível que "e o seu Espírito" possa ligar-se a "me", como objeto direto de "enviou", mas no contexto do original hebraico, a impressão é que "seu Espírito" (rüah, Espírito) está ligado a ‘adonay YHWH ("Senhor Iavé), como mais um sujeito, em vez de um objeto. Seja como for, a terceira Pessoa torna-se distinta da primeira e da segunda, nesses versículos (Adaptado de ARCHER, Gleason. Enciclopédia de Temas Bíblicos. Págs. 304, 305. Editora Vida).
III. A SANTÍSIMA TRINDADE NO NOVO TESTAMENTO
A doutrina da Trindade é muito bem documentada em ambos os testamentos, por meio de fartas evidências escriturísticas. Note que a referência de 1Jo 5. 7 é muito debatida entre os cristãos e os testemunhas de Jeová com relação à sua autenticidade. Sobre este trecho e suas implicações ver nosso comentário na seção das AJUDAS ADICIONAIS. Podemos ver a Trindade exibida nas seguintes ocorrências:
1. No batismo de Jesus (Mt 3. 16, 17). Vemos nesta cena as três pessoas divinas. Deus Pai no céu fala do seu agrado do Deus Filho, batizado no rio Jordão, enquanto envia o Deus Espírito Santo para o ungir para o seu ministério, aparecendo como uma pomba. Note que aqui as três pessoas aparecem distintas e individuais, mas não são declaradas como três deuses distintos e separados.
2. No ministério de Jesus (Lc 4. 18, 19). Note que o Filho é o ungido pelo Espírito do Senhor, ou seja, Deus Pai ungiu o Deus Filho por meio do Deus Espírito Santo (Veja Hb 1. 8, 9).
3. Na ressurreição e na ascensão de Jesus. Veja as referências. (A) 1Co 6. 14. Deus Pai ressuscita Jesus por seu poder; (B) Jo 2. 19-21. Jesus, o Deus Filho, ressuscita por seu próprio poder; (C) 1Pe 3. 18. O poder do Deus Espírito Santo ressuscita a Cristo. Como pode-se perceber, a ressurreição e ascensão de Cristo é uma obra atribuída a todas as Pessoas da Trindade (Rm 1. 4).
4. Na vida da igreja primitiva. A obra de evangelização tinha a autoridade da Trindade. Quando o salvo era batizado, este nome era proclamado (Mt 28. 19). Note as três Pessoas de Deus em Rm 8. 9; 1Co 12. 4-6; Ef 4. 4-6; 1Pe 1. 2; Judas 20, 21.
CONCLUSÃO
Mesmo sendo uma doutrina de difícil entendimento, a doutrina da Trindade não é uma doutrina ininteligível (isto é, não inteligível, incompreensível). Para entendermos a doutrina da Triunidade de Deus, basta compreendermos que Deus é inesgotável de se perscrutar, de se avaliar e de se descrever. Vejamos o que disse Francis Burkitt: "Não é surpresa que a doutrina da Trindade seja inexplicável, visto que a natureza de Deus é incompreensível. Nossa fé precisa concordar com o que nossa razão não pode compreender; se não for assim, nunca poderemos ser cristãos". E ainda G. H. Lang, que asseverou: "Através dos séculos, milhares das mentes mais capazes têm ponderado sobre este problema e nenhum homem tem sido capaz de explicá-lo; quem, pois, o inventou? O que o homem pode inventar, ele pode explicar; o que ele não pode explicar, não pode ter vindo dele. É necessária uma revelação".
Esta revelação se resume assim: O Pai é a Luz (Is 60. 20; Mq 7. 8), o Filho é o Candeeiro (Jo 1. 9; 8. 12), e o Espírito Santo é o Brilho (Dn 5. 11, 14). Em outras palavras, Deus (as três pessoas da Trindade) é Luz (1Jo 1. 5; cf., 1Tm 6. 16).
Nas seções seguintes das ajudas adicionais veremos os atributos de cada uma das Pessoas divinas em uma tabela comparativa bastante útil, além da questão sobre a autenticidade de 1Jo 5. 7.
Lição 5 - Didática por Pedro Magalhães Alves Júnior
A doutrina da trindade é a definição teológica mais ousada que procura descrever com maiores detalhes a Pessoa bendita e inefável de Deus. Apesar de tentar descrever a Pessoa divina, não chega a definir o Ser de Deus de forma cabal e compreensiva, pois, ainda assim, continua sendo difícil explicar como Deus pode ser um só Ser em três Pessoas, sem deixar de existir como um só Ser Eterno. Isto significa que as tentativas de descrever a existência e a Majestade de Deus estarão fadadas a serem meras descrições que muito falam, mas pouco dizem. Isto é devido porque todas as maneiras de se desvendar o mistério da existência de Deus na verdade só aumentam mais o mistério. No entanto, a revelação bíblica nos permite buscarmos uma definição para aquilo que cremos e praticamos. Para isso devemos tomar alguns cuidados:
(1) Não definir a Trindade divina usando termos que se confundam com a definição do triteísmo e contradigam nossa fé monoteísta;
(2) Não prescindir do conteúdo bíblico referente à questão, seguindo sempre as regras da Hermenêutica Sagrada com o objetivo de evitar divagações e contradições em nossa interpretação dos textos usados;
(3) Reconhecer que na natureza e na razão humana não existe analogia que seja totalmente equivalente ao verdadeiro conceito trinitarista que possa explicá-lo da forma mais abrangente possível;
(4) Apesar de nenhuma analogia de encaixar perfeitamente no conceito da Trindade, é proveitoso que o professor se use de sua criatividade para criar alguma, por questões didáticas, tendo o cuidado de não fazer uma analogia falsa. Neste subsídio damos uma sugestão de analogia;
(5) Deve o professor lembrar de manter uma linguagem bastante definida, porém simples e inteligível aos seus alunos ao abordar os mistérios da Trindade. Uma boa dica para isso é que o professor dê a seus alunos alguns conceitos básicos e discernimentos com relação a este tema proposto, alguns dos quais daremos mais abaixo.
John Wesley, o grande pregador inglês, ilustrou certa vez sobre o problema da dificuldade de se definir a doutrina da Trindade e da ineficiência das analogias propostas para ilustrar tal doutrina. Disse ele: "Diga-me como nesta sala há três velas, mas somente uma luz, e eu lhe explicarei a forma da existência divina". Certamente a física evoluiu bastante desde o tempo de Wesley para capacitar o homem a explicar o motivo pelo qual três velas dão uma só luz, mas nada evoluiu o suficiente no campo da teologia e da razão a ponto de se encontrar uma resposta satisfatória as inquietantes perguntas: "o que é a Trindade?" e "Como Deus pode ser três Pessoas, mas um só Único Ser?"
No objetivo de bem determinarmos a dimensão do argumento, iremos procurar antes de tudo definirmos alguns conceitos básicos que irão servir de orientação para nortear nosso estudo, evitando qualquer confusão ou incoerência teológica. Vejamos abaixo alguns conceitos para nosso melhor discernimento sobre a doutrina da Trindade e como varias idéias e doutrinas "desenham" de forma diferente o Deus que é mostrado nas páginas da Bíblia.
Triteísmo é a "doutrina daqueles que afirmam haver em Deus não só três pessoas, mas também três essências, três substâncias e três deuses" (Dicionário Aurélio). Esta doutrina contraria frontalmente o monoteísmo, exatamente por se tratar de um tipo de politeísmo. É por isso que devemos tomar cuidado em nossa definição da Trindade para não confundirmos as três Pessoas divinas (substâncias) com a natureza intrínseca de cada uma delas (essência). O triteísmo afirma haver três substâncias de três essências separadas e individuais, contrariamente com o que a doutrina da Trindade expressa, a saber, que o Ser de Deus consiste em três Pessoas divinas com a mesma natureza intrínseca, formando um só Ser Eterno essencial.
O monoteísmo é a crença na existência e a adoração a um só deus, considerado o único verdadeiro. A doutrina da Trindade não contraria o monoteísmo, como algumas seitas afirmam, pois ainda sendo adorado em três pessoas, Deus existe como um só Ser, e por isso continua sendo um único Ser que é adorado, não caindo assim em nenhum tipo de triteísmo ou politeísmo a prática de adorá-lO.
Triunidade é um conceito sobre o Ser de Deus onde é enfatizada a união das três Pessoas num só Ser existente e essencial, enquanto que o conceito da Trindade destaca mais a existência individual das três pessoas divinas unidas dentro do Ser de Deus.
A união hipostática é um termo usado para descrever a essência divina única e inter-relacionada que une as três pessoas que compõem a Trindade. Basílio, o grande, sustentava que Deus é três hipóstases (pessoas) em uma só ousia (essência, natureza), formando um só Ser (Deus).
O unitarismo, também chamado de antitrinitarismo e unicismo é uma posição heterodoxa (isto é, herética) do séc. XVI que nega a doutrina da Trindade e afirma que Deus é um só Ser em uma só Pessoa divina.
O monarquianismo é uma "heresia cristã do séc. III que, para salvaguardar a unidade divina, negava a trindade das pessoas, afirmando que a única pessoa, o Pai, se havia encarnado; também chamado de patripassianismo" (Dicionário Aurélio).
O modalismo, também chamado de sabelianismo (em referência a Sabélio, um herege). Trata-se de uma heresia derivada do monarquianismo, que não vê o Pai, o Filho e o Espírito Santo como três Pessoas singulares em uma relação, mas apenas como três modos ou manifestações de uma só Pessoa divina. Assim, Deus vem na história da salvação como Pai para criar e dar a lei, como Filho para redimir e como Espírito Santo para ministrar graça (GRENZ, Stanley J.; GURETZKI, David; NORDLING, Cherith Fee; Dicionário de teologia, pág. 89, Editora Vida, adaptado pelo autor deste comentário).
O subordinacionismo ou adocianismo, que diz que Jesus é inferior ao Pai, por ter sido por Ele criado e adotado pelo Pai, subordinando-se a Ele.
Muitas seitas atacam a doutrina da Trindade sob a justificativa de que esta doutrina é uma heresia "inventada" recentemente na história da igreja cristã, além de ter resquícios de ter se derivado das tríades pagãs. Neste estudo veremos o desenvolvimento histórico da doutrina da Trindade no contexto bíblico-histórico, provando não ser ela mera invencionice humana.
Aproveite a história acima sobre o garotinho desenhista e inicie a aula contando-a, e após contá-la, pergunte a seus alunos se eles fizeram a tarefa requerida na semana passada, a saber, pesquisar sobre a história e a teologia envolvida na doutrina da Trindade. Àqueles que tiverem cumprido a tarefa, peça para resumirem o que aprenderam com sua pesquisa pessoal. Após a explicação de cada um, diga que cada um deles é como o menino que desenhava, a única diferença é que eles tentam copiar um quadro (uma idéia) de outro pintor (teólogo ou escritor) com seu próprio estilo.
Todos nós somos como aquele menino, que tentava fazer a forma dAquele que "tem, ele só, a imortalidade e habita na luz inacessível; a quem nenhum dos homens viu nem pode ver; ao qual seja honra e poder sempiterno. Amém!" (1Tm 6. 16).
As explicações dos seus alunos servirão exatamente para contrastá-las com os conceitos dados acima, e em caso de um equivoco por parte do aluno, o professor poderá auxiliar ao aluno explicando o assunto naquela carência de conhecimento específica que seu aluno revelar ter.
Abaixo temos a explicação do gráfico da Revista do Mestre, localizado em sua pág. 35. Ele encontra-se aqui não reproduzido, mas comentado, para ser enriquecido muito mais, podendo ser usado numa cartolina, quadro negro ou ser impresso em uma folha de papel e entregue para cada aluno. Este gráfico ilustra como as três Pessoas são de essência divina e como cada uma se mantém individual, mesmo que formando um Único Ser.
EXPLICAÇÃO DO GRÁFICO DA PÁGINA 35 DA REVISTA DO MESTRE DE EBD: Note que as setas que estão dentro do triângulo partem de cada um de seus ângulos (seus três cantos, ou seja, suas três "pontas") onde existe em cada um o nome de uma das três Pessoas que compõem a Trindade - o Pai, o Filho e o Espírito Santo - cada um dos nomes aponta para a mesma direção, a saber, a direção da palavra "Deus" no interior central do triângulo. Cada uma destas setas quer dizer que cada uma destas Pessoas divinas forma Deus e tem natureza divina, para isso cada seta vem acompanhada de uma referência bíblica, que adicionamos mais algumas aqui: (A) O Pai é Deus (Gn 17. 1, 2; Êx 20. 2; Is 43. 11, 12; Sl 45. 7); (B) O Filho é Deus (Jo 5. 18; 20. 28; Hb 1. 9); (C) O Espírito Santo é Deus (At 5. 3, 4; 2Co 3. 18; Hb 3. 7-12). As três pessoas têm a mesma essência divina, não são três deuses (triteísmo), nem três formas diferentes de Deus revelar-se (modalismo). São três Pessoas que formam Deus (Trindade).
Já as setas que estão do lado fora do triângulo (no exterior, ao invés do interior do triângulo), trazendo a frase "não é", servem para distinguir cada Pessoa, mostrando sua individualidade dentro da Trindade divina, elas querem dizer que: (A) O Pai não é o Filho e nem o Espírito (Jo 3. 16; 5. 30; 14. 12); (B) O Filho não é o Espírito Santo e nem é o Pai (Mt 3. 16, 17; Jo 7. 39; 14. 16; 16. 14); e (C) O Espírito Santo não é o Pai (Lc 11. 13; Gl 4. 6; 1Jo 3. 24). Todas as três pessoas individuais não são três deuses, mas têm a natureza essencial que forma um único Deus (Dt 6. 4; Rm 8. 11; Ef 4. 4-6; 1Jo 5. 7). Este tipo de representação serve para distinguir (mas não separar ou dividir) as três Pessoas dentro da união trinitária
CONJUNTO VOZ DA VERDADE CAUSA POLÊMICA EM SJ RIO PRETO - SP
Lição 5 - Comentários Pb. José Roberto
Texto Áureo: II Co. 13.13 - Texto Bíblico Básico: Mt. 3.13-17
Objetivo: Mostrar que a doutrina da Trindade é uma verdade bíblica fundamental e não pode ser ignorada nem desprezada por aqueles que aceitaram a Cristo como Salvador.
INTRODUÇÃO
A trindade é definida, teologicamente, como o entendimento de Deus como trino e uno, significando que a natureza divina é uma unidade de três pessoas e que Deus se revela como três pessoas distintas: Pai, Filho e Espírito Santo. A base suprema da doutrina cristã da trindade está na manifestação divina em Jesus, que, com Filho, revelou o Pai e derramou o Espírito Santo. Não há, como se sabe, a palavra “trindade” na Bíblia, mas não que quer dizer que ela deixe de ser uma doutrina bíblica. Seria a mesma coisa de dizer que a água não é composta de H2O simplesmente porque não podemos ler essa fórmula na água.
I – A DOUTRINA DA TRINDADE NA HISTÓRIA
1.1 Período da Pré-Reforma
Tertuliano (160-220 d.C.), um dos pais da igreja, foi o primeiro a empregar o temo “trindade” e a formular a doutrina, seu ensinamento, porém, punha o Filho em subordinação ao Pai. Em seqüência a esse ensinamento, Orígenes (185-254 d. C.) defendia que não só o Filho era, em essência, subordinado ao Pai, mas que o Espírito Santo era subordinado ao Filho. A igreja começou a formular a doutrina da trindade no quarto século, quando o Concílio de Nicéia (325 d. C.), declarou que o Filho é co-essencial com o Pai. Após acirrada disputa, no Concílio de Constantinopla (381 d. C.), prevaleceu a concepção de Atanásio (193-373 d. C.), afirmando a divindade do Espírito Santo. A formula de Constantinopla dizia que a trindade era “uma ousia (substância) em três hipostases (pessoas)”, sendo, portanto, uma identidade de natureza nas três hipostases”. Um outro pai da igreja que se dedicou com intensidade e equilíbrio à doutrina da trindade foi Agostinho (354-430), o qual eliminou os elementos de subordinação ainda comuns na defesa de alguns pais da igreja.
1.2 Período da Pós-Reforma
Após a Reforma, os teólogos que se voltaram mais propriamente à trindade foram Brunner (1889-1966) e Barth (1886-1968). Ele perceberam a importância de tal doutrina que havia sido relegada a segundo plano pelo liberalismo teológico. Barth deriva da Escritura o ensinamento da trindade, mostrando que “Deus fala”, portanto, Ele é revelador (Pai), Revelação (Filho) e Revelatura (Espírito Santo). Ele se revela, é a Revelação e é também o conteúdo da Revelação. Deus e sua revelação se identificam. Em sua revelação Ele continua sendo Deus, absolutamente livre e soberano. Barth não admite nenhuma subordinação, diz ele: “ao mesmo Deus, em unidade incólume, é Revelador, Revelação e Revelatura, também se atribui, em Sua variedade incólume, precisamente este modo tríplice de existência”.
II – DEUS COMO TRINDADE EM UNIDADE
A Bíblia ensina a sobre a trindade, já no Antigo Testamento, Deus fala de si mesmo no plural (Gn. 1.26; 11.7). Há também menção ao Anjo de Javé, que, se por um lado é identificado com Ele, também é distinto dele (Gn. 16.7-13; 18.1-21; 19.1-28; Ml. 3.1). No Novo Testamento, há uma revelação mais nítida da trindade, pois vemos o Pai enviando Seu Filho ao mundo (Jo.3.16; Gl. 4.4; Hb. 1.6; I Jo. 4.9) e do Pai e o Filho enviando o Espírito (Jo. 14.26; 15.26; 16.7; Gl. 4.6). Vemos o Pai dirigindo-se ao Filho (Mc. 1.11; Lc. 3.22); o Filho comunicando-se com o Pai (Mt. 11.25,26; 26.29; Jo. 11.41; 12.27,28 e o Espírito Santo orando a Deus no interior do crente (Rm. 8.26). Temos, assim, uma demonstração da separação, nas nossas mentes, das pessoas da Trindade. No batismo do Filho o Pai fala, ouvindo-se do céu a Sua voz, e o Espírito descendo na forma de pomba (Mt. 3.16,17). Na grande comissão Jesus menciona as três pessoas (Mt. 28.19). Nas epístolas Paulo (I Co. 12.4-6; II Co. 13.13), Pedro (I Pe. 1.2) e João (I Jo. 5.7) fazem referência a trindade, essa última passagem, em específico, salienta a tri-unidade.
III – A INTER-RELAÇÃO ENTRE AS PESSOAS DA TRIUNIDADE
Uma comparação de textos tomados de todas as partes das Escrituras mostra que: cada uma das três Pessoas é Criador, embora se declare que há um só Criador (Jo. 33.4; Is. 44.24); cada uma é chamada de Javé (Dt. 6.4; Jr. 23.6; Ez. 8.1); de Senhor (Rm. 10.12; Lc. 2.11; II Co. 3.18), de Deus de Israel (Mt. 15.31; Lc. 1.16,17; II Sm. 23.2; Legislador (Rm. 7.25; Gl. 6.2; Rm. 8.2; Tg. 4.12), onipresente (Jr. 23.24; Ef. 1.22; Sl. 139.4; a Fonte de Vida (Dt. 30.20; Cl. 3.4; Rm. 8.10). Ao mesmo tempo, foi Deus quem fez o homem (Sl. 103.3; Jo. 1.3; Jó. 33.4); vivifica os mortos (Jo. 5.21; 6.33); levantou Cristo (I Co. 6.14; Jo. 2.19; I Pe. 3.18), comissiona o ministério (II Co. 3.5; I Tm. 1.12; At. 20.28), santifica o povo de Deus (Jd. 1; Hb. 2.11; Rm. 15.16) e faz manifestações espirituais (I Co. 12.6; Cl. 3.11; I Co. 12.11).
CONCLUSÃO
As Escrituras ensinam que Deus é Um, e que, não existe outro Deus além dEle (Dt. 6.4), mas, ao mesmo tempo, essa unidade divida é composta por três pessoas distintas, cada uma delas é a Divindade. Não que se está dizendo que sejam três deuses, na verdade, os três cooperam unidos e num mesmo propósito, de maneira que no sentido pleno do termo, são UM. Assim, o Pai cria, o Filho redime e o Espírito Santo santifica, contudo, cada um dessas operações os três estão presentes. O pai testificou do Filho (Mt. 3.17), o Filho testificou do Pai (Jo. 5.19) e o Filho do Espírito (Jo. 14.26), que, posteriormente, testificou do Filho (Jo. 15.26).
BIBLIOGRAFIA
BERKHOF, L. Teologia Sistemática. Luz Para o Caminho. Campinas (SP): 1990.
HORTON, S. (ed.) Teologia Sistemática. Rio de Janeiro: CPAD, 1996.
PEARLMAN, M. Conhecendo as Doutrinas da Bíblia. 24ª ed. São Paulo: Vida, 1996.
19/10/2006
Lição 4 - Comentários: Ev. Luiz Henrique de Almeida Silva
| Segunda | Sl 51.11 | O ESPÍRITO SANTO habita no crente. |
| Terça | Is 63.10 | O ESPÍRITO SANTO pode ser contristado. |
| Quarta | At 1.8 | O ESPÍRITO SANTO reveste os crentes para o trabalho missionário. |
| Quinta | Rm 5.5 | O ESPÍRITO SANTO derrama o amor em nosso coração. |
| Sexta | 1 Co 2.13 | O ESPÍRITO SANTO nos ensina. |
| Sábado | 1 Ts 1.6 | O ESPÍRITO SANTO enche-nos de alegria. |
| TABELA ILUSTRATIVA DOS SÍMBOLOS DO ESPÍRITO | ||
| SÍMBOLO | SIGNIFICADO | REFERÊNCIA |
| Óleo | ||
